quinta-feira, 26 de março de 2009

O canto que me dedicas


Ouço-te o canto sereno na voz plácida
Notas de prazer entoadas ao meu ouvido
Nesse morder de alma que só tu sabes fazer
Num sopro que entoas ao meu sentido
Atento á tua voz cálida e clara
Perpassa-me o possuir da tua alma
Em trejeitos que me envolves
Como névoa, enleado na presença calma
E é tão belo esse cantar que me dedicas
Perene no tempo, imortal no ser
Que em cada nota com que enfeitas
Ouço riachos na montanha a desfalecer.
E se o teu canto me morde o sentir,
A tua voz, a saudade da tua mão
Morde-me a carne, cresce-me a ilusão
Das bocas em reinventada comunhão

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