<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605</id><updated>2012-02-16T20:17:33.612Z</updated><title type='text'>Este Chão que Piso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>173</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1764668517278089754</id><published>2010-04-14T22:35:00.002+01:00</published><updated>2010-04-14T22:41:09.426+01:00</updated><title type='text'>O sol por uma fresta</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8Y2YuAi_PI/AAAAAAAAAYI/cP-ywp__EEE/s1600/cemiterioSantaCruz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460111396528389362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8Y2YuAi_PI/AAAAAAAAAYI/cP-ywp__EEE/s320/cemiterioSantaCruz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Manuel levantava-se com os primeiros raios de sol que escorriam pelas frestas da persiana do T1 que habitava com a Madalena e seus dois filhos. Ia para a casa de banho onde fazia a barba e enganava a sujidade com umas borrifadelas de água gelada nos sovacos e nas virilhas que o gás para o esquentador só com o 13º se conseguia, o resto do ano aquecia-se a água para os banhos e de manhã não havia tempo nem pachorra para isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Manuel depois de acordar a mulher marchava porta fora com o estômago enganado por uma bucha de pão seco, entalado por um chá de cidreira, e juntava-se à turba humana que ia saindo dos prédios vizinhos e lhe faziam companhia silenciosa, só interrompida pelas saudações da praxe. Com as mãos enfiadas nos bolsos e as golas levantadas ao vento cortante que zurzia as orelhas e a dignidade, aquela multidão ia engrossando ao mesmo tempo que as distancias das fábricas iam encurtando, depois desfaziam-se cada um seguindo caminho para a fábrica de destino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois o Manuel e os companheiros entravam nas secções barulhentas de máquinas em movimento cadente e monótono num “trum-trum, trum-trum” que ecoava no cérebro desde que se lembrava ainda miúdo quando acompanhava o pai as primeiras vezes para aprender o oficio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Manuel não conheceu a internet, só a conheceu de ouvir falar. O Manuel não conheceu os netos exaurido por uma vida sem sentido. O Manuel não amou, casou porque era tradição. O Manuel não deixou herança, tem uma lápide com o nome gravado numa placa de granito polido. O Manuel não tem idade, tem os anos que os filhos de lembram: “uns sessenta e tais”! O Manuel não sabe se foi infeliz, simplesmente porque nunca conheceu a felicidade. O Manuel não viveu, viu viver no caminho que fazia de casa para a fábrica e vice-versa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sol sempre nasceu para o Manuel pelas frestas da janela. Ainda lhe incomodam o sono com outros “truns-truns” sempre que vem um outro Manuel para o seu lado e lhe cerram o caixão ali perto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Manuel podia ser o José ou o António, mas era o Manuel porque a lápide assim diz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1764668517278089754?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1764668517278089754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/o-sol-por-uma-fresta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1764668517278089754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1764668517278089754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/o-sol-por-uma-fresta.html' title='O sol por uma fresta'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8Y2YuAi_PI/AAAAAAAAAYI/cP-ywp__EEE/s72-c/cemiterioSantaCruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2598267755936648626</id><published>2010-04-12T23:42:00.001+01:00</published><updated>2010-04-12T23:44:05.889+01:00</updated><title type='text'>Igreja ferida de morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sou muito de modas, nem sequer de correntes quer de opinião quer de qualquer outra coisa como aquelas parvoíces que de vez em quando me caem na caixa de email para enviar para mais não sei quantos incluído para a pessoa que enviou, normalmente com imagens ridículas de Cristo ou um outro qualquer símbolo religioso, chego a sentir pena de quem acredita nisso. Devem acreditar caso contrário porque me mandariam? Não sou nem nunca fui seguidista, porque entendo que há sempre uma reserva de opinião própria sobre tudo e sobre todos, e uma história e sua veracidade e até o seu desenlace dependem muito de quem a conta.&lt;br /&gt;Quando miúdo era muito crente, acreditava piamente na religião e nos seus insondáveis dogmas, começou essa crença a esbater-se com a leitura e conhecimento e com a negação de que a própria igreja estabelece naquilo que lhe serve de suporte à sua fé. De coisas que devem ser interpretadas literalmente e outras que devem servir de meios de comparação conforme as necessidades que a própria igreja confere em função do tempo que vive e das justificações que necessita para os sortilégios que fabrica e esconde a seu bel-prazer. Aqui há uns tempos um bispo brasileiro cometeu o pecado (para mim não deixa de o ser) de roubar a uma criança de 9 anos a crença em que foi educada porque essa criança foi violada e como praticou aborto de uma gravidez produto desse acto foi unilateralmente excomungada com o beneplácito do Vaticano. Esse mesmo Vaticano que é governado por uma sinistra personagem que enquanto dirigiu a Congregação da Fé no episcopado de João Paulo II se achou no direito de escamotear crimes ao nível do mais horrendo que podem ser praticados pelo ser humano, propondo até em alguns casos a reintegração dos causídicos nas mesmas paróquias em que os factos foram conhecidos. Desde que começaram a ser conhecidos os casos de Boston, seguiu-se a Irlanda, e agora também do continente africano chegam-nos ecos desses abusos perpetrados sobre os pobres entre os pobres.&lt;br /&gt;Fui educado num colégio interno, vulgo seminário, durante um período da minha vida, facto que já relatei em algumas crónicas de índole intimista e auto-biográfico. Nunca fui assediado pessoalmente a nível sexual mas fui várias vezes espancado por simples notas menos boas, ou por falar para o lado na sala de estudo. Lembro-me da alimentação frugal que nos era servida e de um miúdo que ficou com as mãos inchadas da palmatória com que foi castigado por ter pegado em mais de um pão. Lembro-me dos nomes de (quase) todos os padres que cometiam esses abusos físicos no seminário menor de Braga conhecido como “a tamanca”. Lembro-me que a cultura do castigo físico era o principal meio de educação nesse sítio tenebroso em meados dos anos 80. Lembro-me que à boca pequena se falava deste ou daquele padre que gostava de passar pelas casas de banho de manhã quando fazíamos as abluções diárias. Lembro-me do emérito Bispo D. Eurico falar em disciplina no sermão de boas vindas (estranhamente era assim que lhe chamavam) aos novos garotos que arribavam ali com cara de assustados cujo choro ecoava nos vastos dormitórios. Lembro-me que éramos crianças simples e crentes, lembro-me que nos roubavam essa fé à chibatada que zurzia inclemente na barriga das pernas deixando marcas durante semanas. Na altura eu não percebia nada, hoje ecoa-me em comparação as memórias do Marquês de Sade. E nem sequer se pode dizer que eram uns poucos como querem agora fazer crer, era a própria cultura de todo um ensino, de toda uma diocese que o Sr. Bispo se encarregava de abençoar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2598267755936648626?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2598267755936648626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/igreja-ferida-de-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2598267755936648626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2598267755936648626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/igreja-ferida-de-morte.html' title='Igreja ferida de morte'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3570844033216674849</id><published>2010-04-11T23:05:00.002+01:00</published><updated>2010-04-11T23:07:57.747+01:00</updated><title type='text'>Barco de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8JIN7bIQhI/AAAAAAAAAYA/AUT2Ocf7M_w/s1600/barco+de+papel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459005102453441042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8JIN7bIQhI/AAAAAAAAAYA/AUT2Ocf7M_w/s320/barco+de+papel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;A folha em branco à minha frente&lt;br /&gt;é todo um mar de sugestões,&lt;br /&gt;longe de ser vazia&lt;br /&gt;é o verde-esmeralda do mar&lt;br /&gt;que te enovela os cabelos,&lt;br /&gt;branca sim,&lt;br /&gt;a cor leitosa da tua pele&lt;br /&gt;que me embriaga o tacto.&lt;br /&gt;Translúcida a imagem&lt;br /&gt;que me perpassa do teu olhar&lt;br /&gt;e se esbate no meu&lt;br /&gt;nas íris que perscruto&lt;br /&gt;em busca não sei de quê&lt;br /&gt;mas que tu me descobres&lt;br /&gt;no brilho que lhes imprimes.&lt;br /&gt;É de papel o barco que sou&lt;br /&gt;nas flutuações do teu sentir,&lt;br /&gt;vogo ao sabor do teu querer.&lt;br /&gt;Como rasgar a minha folha&lt;br /&gt;ainda que em branco permaneça? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3570844033216674849?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3570844033216674849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/barco-de-papel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3570844033216674849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3570844033216674849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/04/barco-de-papel.html' title='Barco de papel'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S8JIN7bIQhI/AAAAAAAAAYA/AUT2Ocf7M_w/s72-c/barco+de+papel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5620965466497328461</id><published>2010-03-07T16:52:00.001Z</published><updated>2010-03-14T16:02:18.534Z</updated><title type='text'>Improvisos na praia do Tamariz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S50IHsjN44I/AAAAAAAAAX4/ZPB6D9BRRXI/s1600-h/Praia+Tamariz2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448520052499145602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S50IHsjN44I/AAAAAAAAAX4/ZPB6D9BRRXI/s320/Praia+Tamariz2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sopra-me no rosto a brisa amena&lt;br /&gt;Que deposita nos meus lábios um sabor salgado&lt;br /&gt;E nos olhos promessas de infinito.&lt;br /&gt;O mar que me vem beijar os pés&lt;br /&gt;Numa corrente translúcida&lt;br /&gt;Devolve-me a ternura de tempos&lt;br /&gt;Que julgo ter passado,&lt;br /&gt;Que julgo ter provado,&lt;br /&gt;Algures entre a realidade e o sonho&lt;br /&gt;E adivinho já aí,&lt;br /&gt;No revolver de cada onda&lt;br /&gt;Que me renova a promessa&lt;br /&gt;Do desejo temperador.&lt;br /&gt;Fica a espuma a espraiar-se&lt;br /&gt;Preguiçosa e dolente&lt;br /&gt;Numa comodidade aconchegante.&lt;br /&gt;Já não tenho saudade,&lt;br /&gt;Só o desejo que a próxima onde me agite de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5620965466497328461?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5620965466497328461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/03/improvisos-na-praia-do-tamariz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5620965466497328461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5620965466497328461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/03/improvisos-na-praia-do-tamariz.html' title='Improvisos na praia do Tamariz'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S50IHsjN44I/AAAAAAAAAX4/ZPB6D9BRRXI/s72-c/Praia+Tamariz2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-248474489882412865</id><published>2010-02-24T22:57:00.002Z</published><updated>2010-02-24T22:59:32.584Z</updated><title type='text'>Esqueleto à beira mar plantado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4WvSMJv_dI/AAAAAAAAAXw/-EEbzKmhIvo/s1600-h/esqueleto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 244px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441948451781737938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4WvSMJv_dI/AAAAAAAAAXw/-EEbzKmhIvo/s320/esqueleto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Degolam a palavra,&lt;br /&gt;Pelo simples e egoísta acto de matar,&lt;br /&gt;Idiotas inúteis&lt;br /&gt;Ocos entre o parietal e o frontal,&lt;br /&gt;Corre-lhes nas artérias exangues&lt;br /&gt;Um pútrido líquido que esparramado pelo nasal&lt;br /&gt;Contamina suínos à peste humana.&lt;br /&gt;Admiram a unha tratada na ponta da falange,&lt;br /&gt;Raspam o sabugo,&lt;br /&gt;Engordurado pelos que rompem a cervical&lt;br /&gt;A engordar-lhes os fígados hepáticos.&lt;br /&gt;Longas vidas têm as bestas&lt;br /&gt;Que da ciática se livram&lt;br /&gt;À custa de quem rompe as rotulas&lt;br /&gt;A encerar-lhes o lídimo piso&lt;br /&gt;Onde assentam as plantas&lt;br /&gt;Que lhes suportam os cuneiformes.&lt;br /&gt;Debitam diarreias para audiência&lt;br /&gt;De campânula em riste&lt;br /&gt;Ignara dos riscos que os tímpanos sofrem&lt;br /&gt;Ao oferecer a tuba auditiva aos rectos falantes.&lt;br /&gt;Abanam as clavículas em jeito contristado e pesaroso&lt;br /&gt;As pobres audiências&lt;br /&gt;Que lhes sufragaram o direito de perdigotar aleivosias,&lt;br /&gt;Continuando a romper falanges&lt;br /&gt;Nas plainas alisantes da madeira&lt;br /&gt;Onde sentam o sacro cu.&lt;br /&gt;Despontam como papoilas na primavera&lt;br /&gt;Os gordos asnos sufragados&lt;br /&gt;Para um povo que lhes merece o peso,&lt;br /&gt;Que pela força não os desencadeira&lt;br /&gt;E por uma cruz os legitima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-248474489882412865?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/248474489882412865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/esqueleto-beira-mar-plantado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/248474489882412865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/248474489882412865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/esqueleto-beira-mar-plantado.html' title='Esqueleto à beira mar plantado'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4WvSMJv_dI/AAAAAAAAAXw/-EEbzKmhIvo/s72-c/esqueleto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-272648502398248496</id><published>2010-02-21T14:29:00.002Z</published><updated>2010-02-21T14:32:52.768Z</updated><title type='text'>Primavera do céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4FEAxZczoI/AAAAAAAAAXo/PiWA2R3gQ3M/s1600-h/andorinha.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440704604891041410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4FEAxZczoI/AAAAAAAAAXo/PiWA2R3gQ3M/s320/andorinha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Para onde vais andorinha&lt;br /&gt;De asa ao vento assim cansada?&lt;br /&gt;Vais para longe, vens de longe&lt;br /&gt;Sempre em busca da alvorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que te acolha e te sossegue&lt;br /&gt;Esse quebradiço voar&lt;br /&gt;Num golpe de asa sem fim&lt;br /&gt;Que vem lá de lá do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse mãe coragem&lt;br /&gt;Substituía-me às monções&lt;br /&gt;Fazia-te um ninho no meu peito&lt;br /&gt;Que te abrigasse todas as estações&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-272648502398248496?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/272648502398248496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/primavera-do-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/272648502398248496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/272648502398248496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/primavera-do-ceu.html' title='Primavera do céu'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4FEAxZczoI/AAAAAAAAAXo/PiWA2R3gQ3M/s72-c/andorinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4325177977846760729</id><published>2010-02-20T22:13:00.001Z</published><updated>2010-02-20T22:14:42.664Z</updated><title type='text'>Entre mim e eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4BeyLHR7nI/AAAAAAAAAXg/Goi8D2JqgiQ/s1600-h/2082810.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440452565933354610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4BeyLHR7nI/AAAAAAAAAXg/Goi8D2JqgiQ/s320/2082810.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Encostado no corrimão&lt;br /&gt;da minha paciência&lt;br /&gt;sustenho o ar num acervo de agonia&lt;br /&gt;no passo que me recuso a dar&lt;br /&gt;ao degrau seguinte,&lt;br /&gt;preso por uma linha imaginária&lt;br /&gt;que se prende entre o ascendente&lt;br /&gt;e o descendente&lt;br /&gt;nunca sei qual o degrau que piso,&lt;br /&gt;não sei se subo,&lt;br /&gt;se desço,&lt;br /&gt;se fico,&lt;br /&gt;se vou…&lt;br /&gt;abro a gaveta da memória,&lt;br /&gt;aquela bafienta&lt;br /&gt;onde arrumo o que não gosto&lt;br /&gt;e num pressuposto absoluto de limpeza&lt;br /&gt;sopro o pó remanescente&lt;br /&gt;que emerge no ar&lt;br /&gt;e aproveito para enfiar na narina,&lt;br /&gt;na tentativa de me etilizar&lt;br /&gt;no estado sereno da insensibilidade necessária&lt;br /&gt;para abordar o que ali arrumei,&lt;br /&gt;de tempos que não quero recordar,&lt;br /&gt;aos quais não quero voltar.&lt;br /&gt;Estufo o peito num abafado de vinha de alhos&lt;br /&gt;e dou o passo na direcção do degrau&lt;br /&gt;que se precipita no abismo&lt;br /&gt;que me atormenta os sonhos de quando em vez,&lt;br /&gt;caio…&lt;br /&gt;caio…&lt;br /&gt;E o fundo nunca aparece…&lt;br /&gt;Sempre a cair,&lt;br /&gt;numa queda sem fim,&lt;br /&gt;acordo nesse terror&lt;br /&gt;de uma queda abrupta no infinito&lt;br /&gt;e alvoraçado como um bote de borracha que se esbate com as marés,&lt;br /&gt;rompo a quilha na aresta de rocha&lt;br /&gt;e vagueio no ar feito balão&lt;br /&gt;que se esvazia e vai batendo pelas esquinas&lt;br /&gt;até cair inerte no chão do meu desolamento.&lt;br /&gt;Nesse acordar&lt;br /&gt;onde não distingo a razão da minha insanidade&lt;br /&gt;as pálpebras recusam-se a abrir,&lt;br /&gt;o corpo não me obedece,&lt;br /&gt;sei que acordei,&lt;br /&gt;mas o meu corpo não sabe,&lt;br /&gt;como companhia tenho o silencio&lt;br /&gt;e a negritude a que o meu corpo me condena&lt;br /&gt;na insanável recusa de olhar.&lt;br /&gt;Já não sou rio que rompe margens,&lt;br /&gt;não sou mar de águas amenas que te vai beijar,&lt;br /&gt;sou assim uma espécie de regato&lt;br /&gt;que se estiola nos rigores do estio&lt;br /&gt;e mirra seco nas brechas das montanhas que me emparedam.&lt;br /&gt;Vejo-me agora de cima com um sorriso cínico, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;eu vejo mas o meu corpo não sabe&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4325177977846760729?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4325177977846760729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/entre-mim-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4325177977846760729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4325177977846760729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/entre-mim-e-eu.html' title='Entre mim e eu'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S4BeyLHR7nI/AAAAAAAAAXg/Goi8D2JqgiQ/s72-c/2082810.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6194400441367123777</id><published>2010-02-18T00:46:00.002Z</published><updated>2010-02-18T00:50:33.506Z</updated><title type='text'>Sensações</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3yOz2LlCfI/AAAAAAAAAXY/0BHlLId5jbA/s1600-h/sensa%C3%A7%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439379471325268466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3yOz2LlCfI/AAAAAAAAAXY/0BHlLId5jbA/s320/sensa%C3%A7%C3%A3o.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Volta sensação minha&lt;br /&gt;Toma-me no sal do teu ventre&lt;br /&gt;Agora…&lt;br /&gt;Que os lábios e a pele recordam&lt;br /&gt;As maresias de encanto&lt;br /&gt;No desabrochar do Maio&lt;br /&gt;O desejo púrpura da saudade&lt;br /&gt;Brisa amena que me vem beijar&lt;br /&gt;Agora…&lt;br /&gt;Que a memória do corpo desperta&lt;br /&gt;Vem, toma-me, agora&lt;br /&gt;Que as mãos sentem&lt;br /&gt;Como se tocassem de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6194400441367123777?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6194400441367123777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/sensacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6194400441367123777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6194400441367123777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/sensacoes.html' title='Sensações'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3yOz2LlCfI/AAAAAAAAAXY/0BHlLId5jbA/s72-c/sensa%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3541957065707536739</id><published>2010-02-16T16:16:00.002Z</published><updated>2010-02-16T16:19:05.512Z</updated><title type='text'>Memórias /rimas tradicionais do Minho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3rFWWVB_gI/AAAAAAAAAXQ/1CLzU2YrsGw/s1600-h/Traje%2520de%2520minhota%2520a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438876487744880130" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3rFWWVB_gI/AAAAAAAAAXQ/1CLzU2YrsGw/s320/Traje%2520de%2520minhota%2520a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não corre água no regato&lt;br /&gt;Mirraram as flores no canteiro&lt;br /&gt;Não há mais cor no meu céu&lt;br /&gt;Embrutecido entre o nevoeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desce o pranto da saudade&lt;br /&gt;Rouba-me o tempo de te amar&lt;br /&gt;Cada minuto que passa&lt;br /&gt;É ampulheta a virar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi o escadario do bom Jesus&lt;br /&gt;Fiz novena à Senhora das Dores&lt;br /&gt;Fiz promessa aos Santos Passos&lt;br /&gt;Nada aclamou os meus ardores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secaram as mimosas nos meus olhos&lt;br /&gt;Acinzentou o verde do meu Minho&lt;br /&gt;Já não vejo o teu sorriso&lt;br /&gt;Que me punha assim sem tino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me a memória dos teus gorjeios&lt;br /&gt;Da gargalhada, que me provocava o riso&lt;br /&gt;Tua pele morena e trigueira&lt;br /&gt;Teus lábios que me tiravam o siso&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3541957065707536739?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3541957065707536739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/memorias-rimas-tradicionais-do-minho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3541957065707536739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3541957065707536739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/memorias-rimas-tradicionais-do-minho.html' title='Memórias /rimas tradicionais do Minho'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3rFWWVB_gI/AAAAAAAAAXQ/1CLzU2YrsGw/s72-c/Traje%2520de%2520minhota%2520a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3694627770423530341</id><published>2010-02-15T22:12:00.002Z</published><updated>2010-02-15T22:17:30.229Z</updated><title type='text'>Masturbação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3nH83IzH1I/AAAAAAAAAXI/xT9Gf6YW6N8/s1600-h/mast.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438597873433517906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3nH83IzH1I/AAAAAAAAAXI/xT9Gf6YW6N8/s320/mast.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há dias que me sinto assim, enroscado…&lt;br /&gt;O corpo arqueia-se num gemido interno sem que eu queria, sem me obedecer as mãos procuram, tacteiam no vazio, cruzo-as de encontro ao peito, e deixo que as pálpebras se cerrem, onde concentrado no som do silencio que me invade enceto a busca pelo universo da minha cama vazia, mesmo sabendo que não te encontro ali. Procuro-te entre lençóis de cio que me aconchegam a saudade mas não mitigam a tua falta. Deixo que a luz ondulada entre as persianas da janela me lembrem o raiar do teu sorriso, que esse lusco-fusco me traga a carícia do teu cabelo solto que me vem lamber a pele quando te debruças sobre mim.&lt;br /&gt;A minha cama é agora um universo, um paroxismo matizado de sol e suor, declaro guerra á lua, afundo o rosto na almofada dos teus seios, tuas nádegas redondas a colcha perfumada em lavanda colhida nos mais puros regatos, em cujo trinar descubro o gemido que me soltas quando te arqueias de encontro a mim, teu ventre pulsante e pungente, ávido e oferecido na penumbra do desejo.&lt;br /&gt;És sal és água, esporeada nos flancos és égua em disparada nas margens do meu leito, teus lábios carmim pulsam a cada arremetida do cerne da nossa luta, meu desejo sempre inacabado, meu desejo sempre adiado…penetro-te a noite, busco a alvorada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3694627770423530341?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3694627770423530341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/masturbacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3694627770423530341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3694627770423530341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/masturbacao.html' title='Masturbação'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3nH83IzH1I/AAAAAAAAAXI/xT9Gf6YW6N8/s72-c/mast.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3704732476009158785</id><published>2010-02-14T19:39:00.002Z</published><updated>2010-02-14T19:40:23.706Z</updated><title type='text'>Diz-me</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3hRoWevPII/AAAAAAAAAXA/m825_LkqBSk/s1600-h/sussurro+1_thumb%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438186303720995970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3hRoWevPII/AAAAAAAAAXA/m825_LkqBSk/s320/sussurro+1_thumb%5B3%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Encosta a boca ao meu ouvido&lt;br /&gt;Diz-me por onde andas,&lt;br /&gt;O que tens feito,&lt;br /&gt;Nem tanto para saber&lt;br /&gt;Mais para sentir&lt;br /&gt;O teu hálito quente,&lt;br /&gt;Saborear o som da tua voz,&lt;br /&gt;Cava no meu ouvido.&lt;br /&gt;Fecho os olhos e quase a sinto,&lt;br /&gt;Trinar de saudade&lt;br /&gt;Num crepúsculo sem fim&lt;br /&gt;Nesse soar sem tino&lt;br /&gt;Que se perde&lt;br /&gt;Na memória dos dias que passo sem ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encosta a boca ao meu ouvido,&lt;br /&gt;Fala-me das paragens&lt;br /&gt;Por onde andas ausente de mim,&lt;br /&gt;Vestida de mim&lt;br /&gt;Num abraço sem fim,&lt;br /&gt;Fecho os olhos e quase te vejo,&lt;br /&gt;Olhos de corça,&lt;br /&gt;Lábios de mel,&lt;br /&gt;Minha terra prometida&lt;br /&gt;Onde apascento o meu desejo,&lt;br /&gt;Assim só de te imaginar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem…&lt;br /&gt;Encosta a boca ao meu ouvido…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3704732476009158785?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3704732476009158785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/diz-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3704732476009158785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3704732476009158785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/diz-me.html' title='Diz-me'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3hRoWevPII/AAAAAAAAAXA/m825_LkqBSk/s72-c/sussurro+1_thumb%5B3%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1796963136938415034</id><published>2010-02-13T15:05:00.002Z</published><updated>2010-02-13T15:08:55.691Z</updated><title type='text'>Bocas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3bAMMELuoI/AAAAAAAAAW4/ycTj8F509dY/s1600-h/69"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437744915726187138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3bAMMELuoI/AAAAAAAAAW4/ycTj8F509dY/s320/69" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Devassa intima que me escorres&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Em boca despudorada &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Da língua que te escorre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Num passo que me descompassa.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Colírio da minh’alma,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Clítoris aguçado,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tremente…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Espera…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Solicito…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Túrgido…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Satisfeito, enfim…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Num revés de posição&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vara de sensações&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Em ponta de língua inflamada&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No membro flamejante&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que colérico descarrega&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Boca que traga&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sorve…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Lambe…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acaricia…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Engole…&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rápida súplica orgástica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1796963136938415034?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1796963136938415034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/bocas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1796963136938415034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1796963136938415034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/bocas.html' title='Bocas'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3bAMMELuoI/AAAAAAAAAW4/ycTj8F509dY/s72-c/69' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5226638497388485512</id><published>2010-02-10T21:32:00.003Z</published><updated>2010-02-10T21:44:35.292Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres VI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3MoufkE42I/AAAAAAAAAWw/UjO7NZSwgdE/s1600-h/negro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436733954378228578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3MoufkE42I/AAAAAAAAAWw/UjO7NZSwgdE/s320/negro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3MnT43Z26I/AAAAAAAAAWo/I0jWHw0cVL4/s1600-h/negro.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apareceu do nada no hall do andar, carregado de sacos plásticos, barba por fazer hirsuta e esbranquiçada, olhos claros com um olhar negro cor da pele, as calças eram farrapos que mal lhe tapavam o esqueleto e as partes pudibundas, um casaco amarrotado cuja cor já não se distinguia, calçado trazia a planta do pé rugosa e poeirenta. Os outros miúdos arrancaram a correr e a gritar abandonando o jogo do botão que originava acaloradas discussões quando pedia meças a palmo, eu continuei ali de joelhos boquiaberto, não de terror como os outros mas sim de surpresa pelo homem da triste figura que se me deparava.&lt;br /&gt;Caminhou diante de mim, como se me perpassasse sem olhar para mim, imune e ignorando o estupor que ostentava. Ao longo da varanda corrida que servia os apartamentos e cujas portas estavam abertas a triste figura a todas bateu sem alma e sem esperança, como um autómato, arrastando os pés num passo vagaroso e alquebrado.&lt;br /&gt;Pedia esmola ou algo para comer ou até mesmo algo velho que pudesse depois vender ou trocar, eu seguia-o silencioso um ou dois passos atrás. Uma vizinha deu-lhe um espelho e despachou-o:&lt;br /&gt;- Agora põe-te a andar daqui que não se suporta o cheiro – disse em voz severa e ríspida. Era a ultima casa, ele deu meia volta e recomeçou aquele compasso olhando e admirando o espelho, de repente este caiu no chão forrado de azulejos estilhaçando-se em vários pedaços, o homem olhou os pedaços incrédulo ajoelhou-se e começou a recolher os pedaços em movimentos maquinais, eu ajoelhei-me também incapaz de ignorar o sofrimento que se sentia no rosto hirto e ossudo.&lt;br /&gt;O homem pegou num dos pedaços e reflectiu-se nele o rosto, ele olhou-se no fragmento do espelho, as lágrimas explodiram-lhe nas íris, lamentando não se sabe o quê, se o espelho partido, se o fragmento de vida que lhe viu estampado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5226638497388485512?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5226638497388485512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/de-mim-e-de-outras-mulheres-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5226638497388485512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5226638497388485512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/de-mim-e-de-outras-mulheres-vi.html' title='De mim e de outras mulheres VI'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S3MoufkE42I/AAAAAAAAAWw/UjO7NZSwgdE/s72-c/negro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7008229974781447103</id><published>2010-02-04T22:11:00.002Z</published><updated>2010-02-04T22:11:56.474Z</updated><title type='text'>Seara de Maio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2tGJiR05uI/AAAAAAAAAWg/lo1mgSV5QZM/s1600-h/seara.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434514504986978018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2tGJiR05uI/AAAAAAAAAWg/lo1mgSV5QZM/s320/seara.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Céu recortado no horizonte&lt;br /&gt;Pela planície folheada a ouro&lt;br /&gt;Trigo de seara que não colhi&lt;br /&gt;Nesse olhar meu eterno tesouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá até onde alcança a vista&lt;br /&gt;Perdida em azuis de marés&lt;br /&gt;De um céu sem nuvens&lt;br /&gt;Sem um chão para poisar os pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbro fragmentos de mim&lt;br /&gt;Ventos no rosto que me sabem a ti&lt;br /&gt;Seara de Maio semeada assim&lt;br /&gt;Como um rio que em mim flui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não correm rios no teu chão&lt;br /&gt;Nas marés de ouro debruado&lt;br /&gt;Da mais pura filigrana recortada&lt;br /&gt;De um beijo em ti repousado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoitece na tua seara&lt;br /&gt;Entardeço nessa espera desmedida&lt;br /&gt;De um dia, queiram o céu e as estrelas&lt;br /&gt;Em que te afundas como que despida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer-te galáxia de mil sóis&lt;br /&gt;Em brilhos orgásticos de sol poente&lt;br /&gt;Na tarde em que te anoiteço&lt;br /&gt;Fazer-te madrugada de sol nascente&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7008229974781447103?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7008229974781447103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/seara-de-maio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7008229974781447103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7008229974781447103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/02/seara-de-maio.html' title='Seara de Maio'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2tGJiR05uI/AAAAAAAAAWg/lo1mgSV5QZM/s72-c/seara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2836494021802578340</id><published>2010-01-31T23:32:00.002Z</published><updated>2010-01-31T23:34:54.826Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres V</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2YTmPUxTUI/AAAAAAAAAWY/Ke-0zv_l5kI/s1600-h/dormitorio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433051548138687810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2YTmPUxTUI/AAAAAAAAAWY/Ke-0zv_l5kI/s320/dormitorio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O edifício era alto, muito alto para a idade que tinha, aquela idade em que tudo e todos nos parecem grandes, lembro-me de olhar para gente cuja altura hoje suplanto e achá-los altos. O edifício era um caso assim, mas só tinha 2 andares, 3 se contarmos o rés do chão mas parecia-me um arranha céus comparado com a pequenez em que me senti ao ver o meu pai e o meu tio desaparecerem por trás da grande porta de carvalho maciço que se fechou num ranger de dobradiças doídas pela ferrugem e pelos anos, dando os ferrolhos de ferro fundido que imediatamente a cerraram o ultimo toque na triste sinfonia do pior ano da minha vida, que adivinhei logo ali.&lt;br /&gt;Além de alto o edifício era enorme com longos corredores forrados em soalho de madeira oca que davam um estranho soar a cada passo, os tectos enormes eram a razão de ser tão alto e só ter 2 andares. Fui conduzido por um padre de batina preta e cara de poucos amigos aos dormitórios para depositar a minha bagagem e fazer a minha cama. Estreei uns lençóis amarelos com umas flores castanhas ainda embalados num saco plástico, estiquei um cobertor e coloquei a colcha da cama que me tinham dado igual a todas as outras, as camas era separadas umas pelas outras pela medida de uma mesa de cabeceira que não ultrapassava os 30-40 cms, a cabeceira da minha cama era delimitada pela cabeceira do colega da cama que se seguia, estava rodeado de camas, nunca tinha visto tantas camas, um mar de camas…E eu tão pequeno ali no meio…&lt;br /&gt;- Já acabaste? – A voz autoritária do padre com andar de ganso retirou-me dos meus pensamentos insignificantes. Respondi-lhe que sim e ele mandou-me apressar para acorrermos à capela que iria começar a eucaristia, que nesse dia seria celebrada pelo Emérito Bispo D. Eurico para dar as boas vindas ao novo ano lectivo. Lá fui atrás do padre até à enorme capela onde estariam umas 400 crianças como eu, uns mais velhos, outros mais novos mas todos dentro da mesma faixa etária. Por trás do altar destaco o enorme crucifixo pendurado do tecto como que vigiando cada um de nós num misto de terror e de respeito. O emérito bispo lá descarregou a ladainha da missa, num ritual em que se lhe notava o enfado tal como em quase todas as missas a que se assiste, o padre parece sempre muito aborrecido por ter de estar ali e não faz a mínima tentativa de o disfarçar.&lt;br /&gt;No fim da missa fomos avisados para não sairmos do nosso lugar, iria ter lugar uma explicação prévia de algumas regras que os novos elementos deviam seguir, sabia eu já na altura que há lei da bofetada e da chibatada, que o meu colega do lado no banco corrido da igreja me foi segredando á medida que a missa ia decorrendo.&lt;br /&gt;O padre Borges, reitor do seminário deu uma breve introdução da vida que nos esperava recheada de regras e leis absurdas e preconceituosas, o termos que andar sempre em fila indiana, não podermos andar de mãos nos bolsos, (parece que tinham medo que tocássemos as partes), não podermos ler livros que não fossem religiosos e mesmo esses só os constantes da biblioteca posta ao nosso dispor, o só podermos tomar banho às quartas e sábados pese embora o facto de sermos obrigados a jogar bola no recreio que se seguiria ao almoço já que éramos proibidos de jogar jogos a dois ou conversar ou outra qualquer actividade lúdica que não fosse o futebol e o volei, ficando eu a pensar onde iam meter 400 crianças a jogar num campo de vólei e 4 campos de futebol.&lt;br /&gt;Depois do vasto rol de regras e quejandos seguia-se a hora de jantar. Fomos mandados já em fila indiana para o refeitório, onde ficamos de pé alinhados em mesas de 6 lugares com tampos de mármore debruado a carvalho e bancos corridos. Só nos foi dada autorização para sentar depois de um pai-nosso rezado a preceito e devido sinal da cruz feito a correr tal a fome. Fome essa que desapareceu à vista das travessas com massa cotovelo envolta numas couves em cujo caldo devem ter cozido uma carne para dar sabor mas encarregarem-se de a retirar previamente. Comemos a frugal refeição atamancada com um pão recesso, só um, porque só tínhamos direito a um pão. No fim do jantar fomos para o enorme salão de estudo onde devíamos dispor o material escolar. Quando ficou tudo arrumado, rezamos o terço, e fomos de novo dispostos em fila indiana para seguirmos para os dormitórios. Duas ou três filas á minha frente um dos garotos foi apanhado pelo Padre António Luís a brincar, prontamente metido na ordem com uma chibatada rápida e vigorosa a varar as orelhas frias que feria o corpo e o orgulho e devia dar alguma satisfação sádica ao padre pela frequência com que a utilizava.&lt;br /&gt;Nos dormitórios tínhamos sido avisados para não tirarmos as roupas sem que as luzes estivessem desligadas, eles tinham medo que nos excitássemos com a visão mútua dos nossos corpos em cuecas.&lt;br /&gt;Já com os pijamas vestidos e de dentes lavados, rezamos as orações da noite ali mesmo de pé junto à cama.&lt;br /&gt;A luz foi apagada, o silêncio atingiu-me como uma bofetada, magoando-me o orgulho como aquela chibatada tinha magoado o colega há pouco. No meio da penumbra ouvia-se o ranger dos beliches dos miúdos que se viravam numa tentativa de conciliar o sono, um ou outro soluço de algum mais mimalho que sentiu falta do beijo reconfortante da mãe, do afago de testa do pai. O fragmento de saudade ganhou corpo em mim, lembrei a canção do Carlos do Carmo, naquela voz aconchegante: “parecem bandos de pardais, á solta, os putos…” Lembrei o pardal que tentei domesticar e que se recusou a comer até cair e o encontrar morto no chão da gaiola, numa ponta de angustia e remorso pensei na razão que me levou a não abrir a porta da gaiola ao pardal, tão bonito! O mais bonito que vi… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2836494021802578340?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2836494021802578340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2836494021802578340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2836494021802578340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-v.html' title='De mim e de outras mulheres V'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S2YTmPUxTUI/AAAAAAAAAWY/Ke-0zv_l5kI/s72-c/dormitorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5970556304381908425</id><published>2010-01-26T22:56:00.002Z</published><updated>2010-01-26T23:10:02.863Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S192Nq4XMcI/AAAAAAAAAWQ/6ZX5Ig61zBY/s1600-h/criancas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 257px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431189652853174722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S192Nq4XMcI/AAAAAAAAAWQ/6ZX5Ig61zBY/s320/criancas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tínhamos 3 anos, eu magro e ossudo o cabelo cortado em forma de tigela ao “estilo Beatle” como se dizia na altura, ela tinha aquele ar bonito a que não era alheio um estilo gorduchinho que as meninas nessa idade ostentam e lhes dá aquele ar trigueiro e roliço, característico da mulher minhota embora ainda fosse menina.&lt;br /&gt;Eu cheguei numa tarde Verão vindo não se sabe de onde para ocupar um apartamento que o meu pai tinha alugado naquele bloco estranho. Nunca tinha visto uma casa assim, em cima de outras casas à qual só se chegava subindo longos lances de escadas e sem um quintal. Fui logo conhecer os vizinhos e dei de caras com um senhor que se prontificou a ser meu tio para sempre já que eu achava que não tinha família suficiente, ficou a ser o meu tio Lino e por inerência a esposa ficou a tia Fatinha. Ainda hoje são meus tios. Andava numa lufa-lufa escada acima, escada abaixo a ajudar nas mudanças e dei de caras com a Maria do bloco ao lado, da minha idade, da minha altura, num vestido singelo de algodão acima do joelho que naqueles tempos andavam sempre sujos por força dos jogos na terra. Olhou-me num ar tímido por debaixo da repa de cabelo que lhe cobria a testa, eu dei-lhe um sorriso e ela devolveu-mo:&lt;br /&gt;- Como te chamas? – Perguntou-me&lt;br /&gt;- Zé Alberto, e tu? – Retorqui numa voz sumida&lt;br /&gt;- Eu sou a Maria, moro no prédio do lado, vieste morar para aqui? E onde moravas? Quem são os teus pais? Olha, sabes brincar ao eixo? E à macaca, sabes? Podemos brincar os dois se quiseres, sempre que quiseres. Tens algum elástico? Também gosto de jogar ao elástico mas eu não tenho nenhum, roubei um à minha mãe e ela bateu-me. A tua mãe bate-te se lhe fores buscar um elástico?&lt;br /&gt;A Maria ficou assim a metralhar palavras umas atrás de outras e eu a olhar para ela embevecido, esqueci-me das mudanças e fui jogar não me lembro o quê, mas sei que apanhei a primeira surra na nova casa nesse mesmo dia por descurar os meus deveres de ajuda nas lides da mudança, nesse tempo a colher de pau tocava afinada e na falta dela o chinelo sempre à mão de semear ou da perna que estivesse mais a jeito.&lt;br /&gt;Era a minha companhia de todos os dias, palradeira e risonha, atrevida e gaiata, mesmo quando não queria a companhia dela a Maria impunha-se não ligando aos meus ralhetes de que ela era menina e não tinha nada que andar sempre atrás de mim, que fosse brincar às casinhas com as outras meninas, mas ela não ia, queria sempre ficar comigo, então eu sentava-me na berma do passeio com os cotovelos apoiados nos joelhos, as palmas da mão suportando o queixo, ela sentava-se ao meu lado, na mesma posição, encostava a anca à minha, procurava sempre assim um contacto físico, eu coçava o nariz esticando um dedo, e ela fazia o mesmo, levantava o sobrolho e ela fazia o mesmo, esticava uma perna, ela esticava a dela, começando a dar ares de gozo travestido por um sorriso inocente, eu dava-lhe uma cotovelada, ela devolvia e desatava a correr a rir e eu atrás dela a rir também e a chamar-lhe nomes que se chamava na altura entre miúdos. Hoje acho que ainda ecoam esses risos nos penedos dos montes que se avistavam na altura e que agora a construção desenfreada se encarregou de encobrir e até destruir.&lt;br /&gt;Aos 5 anos subitamente fui para Angola com a família, ficamos anos sem nos vermos. Quando voltei numa tarde de verão também, para a mesma casa cujo aluguer o meu pai nunca cancelou, estava a olhar a fachada do prédio tentando refrescar a minha memória quando senti uma presença ao lado, uma mão que pegava a minha, e me disse “olá”, desta vez não falou como da outra, deitou o olhar tímido ao chão sempre a segurar-me a mão, parecia que vestia o mesmo vestido desta vez às flores sob um fundo azul-marinho, sem alças, onde despontava já um pequeno decote,um cabelo liso, quase negro ao longo das costas e os olhos… Os olhos tinham aquela indefinição entre o castanho e o negro emoldurados por umas pestanas longas e espessas. Eu disse “olá” também e pensei na quão mentirosa era a afirmação de que o amor juvenil é uma ilusão. Ficamos assim calados de mão dada, anca com anca sentados na berma do passeio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5970556304381908425?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5970556304381908425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5970556304381908425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5970556304381908425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-iv.html' title='De mim e de outras mulheres IV'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S192Nq4XMcI/AAAAAAAAAWQ/6ZX5Ig61zBY/s72-c/criancas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8134072323039391207</id><published>2010-01-24T22:35:00.002Z</published><updated>2010-01-24T22:38:51.280Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres III</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1zL81zSFpI/AAAAAAAAAWI/y5wf2Ojfx0Y/s1600-h/melro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430439496796739218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1zL81zSFpI/AAAAAAAAAWI/y5wf2Ojfx0Y/s320/melro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No nosso prédio, o nº 75, haviam 6 apartamentos, em todos eles haviam garotos excepto num, no r/c direito. O prédio tinha 2 andares, sem elevador, num estilo de habitação social, destinado aos trabalhadores têxteis das grandes fábricas do Sr. Conde.&lt;br /&gt;Causou estranheza aos putos do prédio os novos vizinhos que chegaram para ocupar o r/c direito, um casal de septuagenários já cansados das lides e da vida que naquele tempo era dura. A nossa relação inicial foi má, nós éramos os donos do prédio e bem cedo e em algazarra fazíamos questão de anunciar isso aos 4 ventos, em correrias desenfreadas e em apostas malucas de quem conseguiria saltar determinado nº de degraus de uma só vez sem partir uma gâmbia. O espalhafato era invariavelmente muito, o barulho ensurdecedor, mas só incomodávamos os “velhos” do r/c direito porque eram os únicos que não abalavam para as tecelagens e tinturarias ao primeiro raiar da alvorada. Um dia a Dona Joaquina não se veio queixar do barulho de vassoura em punho pronta a debandar quem se aproximasse ao alcance da piassaba, estranhamos essa ausência que era já parte da nossa brincadeira e apostas, “a quem é que a Quininha ia acertar hoje?”. O mistério foi revelado quando o carro do Dr. Machado parou em frente ao bloco, sob o nosso olhar atento por trás das colunas que decoravam os patamares das escadas. Passados 5 minutos chegou a ambulância e saiu o Sr. Luís de maca com a Quininha chorosa atrás amaldiçoando a vida e bendizendo a Sta Rita, que lhe salvasse o Luís dela.&lt;br /&gt;Passadas umas semanas, o Sr. Luís voltou, mas já não era o mesmo de voz tonitruante, e corpo feito de peito aberto, era um Sr. Luís débil com uma muleta e passou a ocupar uma cadeira de lona, à porta do prédio por onde espreitava a vida a passar-lhe à frente numa lentidão que até ali desconhecia, passavam a vida, os dias, os meses e os garotos em repelão em correria sem fim que quase lhe derrubava a cadeira, e lhe esticava o dedo médio quando ele resmungava impropérios contra nós. Ás vezes ele fazia queixa de mim à minha mãe e trabalhava a colher de pau nesses fins de tarde, logo vingado no dia seguinte, em que me punha do alto da minha varanda que se precipitava directamente sobre ele e destilava-lhe os meus interstícios líquidos, que tocados a vento lhe pareciam chuva e o levava a berrar para a mulher:&lt;br /&gt;- Ó Quina, apanha a roupa que vai chover, já me caíram aqui uns pingos. E eu lá em cima ria-me com escárnio do velho que via a vida sentado numa cadeira de lona.&lt;br /&gt;Depois fui crescendo e o velho ia-me vendo as borbulhas no rosto e perguntava-me em tom de gozo se andava a dar muitas marteladas no corpo. Assistia com alguma inveja à passagem das minhas namoradas e amigas que iam lá a casa “para estudar e fazer trabalhos de grupo” como dizia à minha mãe. Um dia a Quininha avisou a minha mãe que ás vezes haviam umas brincadeiras impróprias para um prédio de famílias, e foi logo prontamente repreendida pelo Velho Luís que “o rapaz é novo e precisa de se fazer homem”. Começou a partir daí a haver uma cumplicidade entre mim e o Velho Luís. Chegava do liceu e sentava-me na berma da tampa de esgoto onde ele assentava a cadeira e ficávamos ali a conversar, sobre a vida dele, sobre a minha e ás vezes até sobre nada, falávamos só e ficamos amigos, tão amigos como podem ser um octogenário e um garoto de 16 anos com a mania que era homem. Eu sentia-me bem porque o Velho Luís olhava para mim assim, como homem e acho hoje que ele foi o primeiro a ver um homem em mim, primeiro até do que eu próprio. Talvez porque o meu naco de vida que me passou como um relâmpago a ele passou-lhe em câmara lenta e apercebeu-se primeiro que eu já era um homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8134072323039391207?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8134072323039391207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8134072323039391207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8134072323039391207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/de-mim-e-de-outras-mulheres-iii.html' title='De mim e de outras mulheres III'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1zL81zSFpI/AAAAAAAAAWI/y5wf2Ojfx0Y/s72-c/melro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1268415837499484833</id><published>2010-01-21T00:26:00.002Z</published><updated>2010-01-21T00:29:15.950Z</updated><title type='text'>Há tanto tempo que não canto o mar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1efzSmi3_I/AAAAAAAAAWA/KEEkfDCijXU/s1600-h/mar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428983579334074354" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1efzSmi3_I/AAAAAAAAAWA/KEEkfDCijXU/s320/mar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há tanto tempo que não canto o mar,&lt;br /&gt;Não me recorda o teu olhar sereno&lt;br /&gt;O crepitar da maré contra a areia&lt;br /&gt;Nas vagas do teu corpo ameno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que não canto o mar&lt;br /&gt;Não me recorda o teu liso cabelo&lt;br /&gt;As ondas de espuma vagarosas&lt;br /&gt;Que acercas ao meu corpo sem apelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que não canto o mar&lt;br /&gt;Não me recordam os teus seios perfumados&lt;br /&gt;As dunas da mais bela praia&lt;br /&gt;O cheiro do sal por todos os lados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que não canto o mar&lt;br /&gt;Não me recorda o teu húmido ventre&lt;br /&gt;Tempestades de vagas alterosas&lt;br /&gt;Sagas e fábulas de amor ardente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que não canto o mar&lt;br /&gt;No lusco-fusco da madrugada&lt;br /&gt;Nessa hora dormente e amena&lt;br /&gt;Em que queres ser encontrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que não canto o mar&lt;br /&gt;Nesse cantar de sereia em que encantas&lt;br /&gt;Nesse torpor de esquecer, tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vestir a saudade do cheiro que espantas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1268415837499484833?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1268415837499484833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/ha-tanto-tempo-que-nao-canto-o-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1268415837499484833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1268415837499484833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/ha-tanto-tempo-que-nao-canto-o-mar.html' title='Há tanto tempo que não canto o mar'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1efzSmi3_I/AAAAAAAAAWA/KEEkfDCijXU/s72-c/mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4492240031521844609</id><published>2010-01-19T22:35:00.003Z</published><updated>2010-01-19T22:43:27.548Z</updated><title type='text'>Duas irmãs à conversa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1Y1XrXBE0I/AAAAAAAAAV4/utqf_CvJUIs/s1600-h/haiti.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428585081734239042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1Y1XrXBE0I/AAAAAAAAAV4/utqf_CvJUIs/s320/haiti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa madrugada igual a qualquer outra não interessa se de frio, se de calor, na azáfama de que ninguém se dá conta àquelas horas a palavra escrita foi projectada num embrulho de um furgão de distribuição pelas livrarias e quiosques. A palavra era a Verdade, escrita por alguém que ainda se importava com a sua importância, caiu a pobre Verdade no meio de outros embrulhos de outras publicações, como quem choca na virtualidade com um qualquer blog ou site de referência. Olhou para o lado e viu outras palavras como ela, muitas, escritas com igual desvelo como ela, outras nem por isso, outras ainda que eram a própria vergonha da Palavra, mãe da Verdade e das outras palavras todas é certo, mas quem não tem filhos dos quais não se orgulhe?&lt;br /&gt;A Verdade reparou na Hipocrisia mesmo ao seu lado escrita numa revista do social, travestida de piedade:&lt;br /&gt;- Que fazes aí Hipocrisia, minha irmã?&lt;br /&gt;- Olha, ganho a vida como tu, tenho tanto direito em aqui estar como tu ó Verdade -respondeu cínica a Hipocrisia.&lt;br /&gt;- Não achas que te expões demais, que cais no ridículo com essas tuas lágrimas de crocodilo só para pareceres que és muito sensível, que és muito amiga? - Retorquiu-lhe a Verdade tentando aconselhar a hipocrisia a mudar de atitude.&lt;br /&gt;- Olha lá ó Verdadinha e se te fosses meter na tua vida ou ainda te solto aqui as minhas amigas que caem já em cima de ti, já sabes como elas te mordem comigo, não sabes? Vens agora armar, bem viste o que fiz à Liberdade, à Caridade, à Solidariedade, ao Amor, ao Carinho, à Ternura, ou já te esqueceste? Porta-te mas é bem se queres continuar a ser publicada, como vês nesses jornalecos á tua volta já ninguém fala dos teus amigos, portanto comporta-te ou chamo a Ira, a Inveja, a Usura, a Falsidade, a Vaidade, a Usurpação e todas essas minhas amigas e derrotamos-te sua convencida e olha que somos muitas, podes chamar quem quiser, e agora deixa-me…&lt;br /&gt;A Verdade calou-se assim amordaçada, recolheu-se á sua insignificância, numa manhã que bem podia ser de frio intenso ouvindo a Hipocrisia com todas as colegas a carpir mágoas pelo desterro e pelas vitimas do Haiti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4492240031521844609?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4492240031521844609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/duas-irmas-conversa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4492240031521844609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4492240031521844609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2010/01/duas-irmas-conversa.html' title='Duas irmãs à conversa'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/S1Y1XrXBE0I/AAAAAAAAAV4/utqf_CvJUIs/s72-c/haiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-505049212581177987</id><published>2009-12-22T21:47:00.003Z</published><updated>2009-12-22T21:53:09.372Z</updated><title type='text'>banda de um homem só na Baía Farta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE_iKZwD-I/AAAAAAAAAVw/RsTRFNu9uag/s1600-h/Benguela-Baia+Farta+,.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418181682843881442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE_iKZwD-I/AAAAAAAAAVw/RsTRFNu9uag/s320/Benguela-Baia+Farta+,.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cai a cinza das horas nas unhas carcomidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um amarelo que enegrece a aura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rodopia no cérebro ensimesmado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A banda da Baía Farta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Farta de fome, farta de lixo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Farta de tristeza, farta de lágrimas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que lhe bordeja o pranto das marés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toca a banda a um só instrumento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tambor a rebate, o clarinete a óbito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toca a harpa em choro cadente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O piano marca o ritmo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No contrapasso da desarmonia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde flauta roufenha é rainha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na Baía outrora farta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toca a banda a um só instrumento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toca, toca…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não toca a alma de quem se perdeu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos ritmos de uma banda de um homem só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-505049212581177987?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/505049212581177987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/12/banda-de-um-homem-so-na-baia-farta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/505049212581177987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/505049212581177987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/12/banda-de-um-homem-so-na-baia-farta.html' title='banda de um homem só na Baía Farta'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE_iKZwD-I/AAAAAAAAAVw/RsTRFNu9uag/s72-c/Benguela-Baia+Farta+,.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6066569802656336393</id><published>2009-12-22T21:43:00.002Z</published><updated>2009-12-22T21:46:49.756Z</updated><title type='text'>Rimas simples ao dia 26</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE-Q7Fb1jI/AAAAAAAAAVo/XdX8tndivmY/s1600-h/sem+abrigo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418180287162734130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE-Q7Fb1jI/AAAAAAAAAVo/XdX8tndivmY/s320/sem+abrigo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tempo de esquecer no mar&lt;br /&gt;O ultimo raio de sol a pôr&lt;br /&gt;Tempo de olhos esbugalhados&lt;br /&gt;Contemplar montras com estupor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de angustia esquecida&lt;br /&gt;Numa gaveta do passado,&lt;br /&gt;Desaparecida na última curva&lt;br /&gt;Do hipócrita alarvado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos no pinheirinho&lt;br /&gt;Que é tempo de natal&lt;br /&gt;Tempo de exaltar&lt;br /&gt;E tomar o anti-gripal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecem-se as gargantas&lt;br /&gt;Os lápis são afiados&lt;br /&gt;Dá-se corda ás cantigas&lt;br /&gt;Os poetas cantam exaltados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdigotam às criancinhas&lt;br /&gt;E aos pobres sem abrigo&lt;br /&gt;Lembram-se da sopa dos pobres&lt;br /&gt;E outros que por fastio não digo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleivosias aos quatro ventos&lt;br /&gt;Insultos a quem passa fome&lt;br /&gt;Depois do dia vinte e cinco&lt;br /&gt;Ninguém se importa com o que come&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6066569802656336393?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6066569802656336393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/12/rimas-simples-ao-dia-26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6066569802656336393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6066569802656336393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/12/rimas-simples-ao-dia-26.html' title='Rimas simples ao dia 26'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SzE-Q7Fb1jI/AAAAAAAAAVo/XdX8tndivmY/s72-c/sem+abrigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6948897231697127584</id><published>2009-10-28T22:21:00.002Z</published><updated>2009-10-28T22:23:48.763Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SujEawQyiWI/AAAAAAAAAVg/6rLRwxeHReY/s1600-h/BRAGAS~1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397780117314505058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SujEawQyiWI/AAAAAAAAAVg/6rLRwxeHReY/s320/BRAGAS~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho furgão Ford Transit ia digerindo a estrada com algum sofrimento, sentia-se as entranhas gemerem a cada metro de caminho que galgava lambendo a berma da velha estrada em cada curva sinuosa. O banco da frente suportava 3 lugares, o do condutor meu tio o meu pai na pendura e eu no meio. O meu tio ia debitando as piadas gastas que já conhecia desde que me conhecia, o meu pai ria-se não sei se da piada se para fazer o jeito ao irmão mais velho. Eu ia calado no meio olhava a estrada sem a ver espartilhado pelos dois adultos pelo fato feito à medida e pelas incertezas do desconhecido para onde o velho furgão me levava. Olhava a estranha fatiota que o meu pai me mandou fazer no alfaiate da aldeia, que já era um homem e devia usar fato e gravata nos acontecimentos importantes como era o caso, dizia-me o meu pai enquanto o velho alfaiate me tirava as medidas. Era justo debaixo dos braços apertando-me os movimentos, as calças eram de boca-de-sino como se usava, uma moda que me fazia levar uns tabefes da minha mãe que eu não gostava de ver as calças a dançarem junto aos sapatos. O colarinho da camisa feito em entretela dura estrangulava-me o pescoço e os sentidos dificultando-me o simples acto de engolir numa rara impressão que me cortava a oxigenação do cérebro criando um vazio que eu queria combater. Mas nada me vinha a não ser o medo do desconhecido e ficava assim como os peixes que arribam à praia e morrem na areia de boca aberta num movimento ridículo, num “abre e fecha” angustiante.&lt;br /&gt;Os travões imobilizaram o furgão num resfolegar de radiador esforçado em frente a um edifício enorme de janelas debruadas a granito todas fechadas. A porta enorme em carvalho que se adivinhava grosso estava também fechada. Tinha um batente de ferro que o meu tio bateu com força, enquanto eu ajudava o meu pai a tirar a mala enorme de chapa da traseira do furgão, onde continha todo o enxoval que os padres mandaram trazer na convocatória que fizeram dando a conhecer aos meus pais que “graças a deus eu tinha sido escolhido para ingressar no seminário menor de braga” o que fez a minha mãe agradecer efusivamente à Sra da Aparecida prometendo logo ali que eu iria a pé ao Santuário da Sra lá no alto da serra. Pousei a mala e olhei as mãos doridas pelo peso e pela marca a vermelho das pegas em alumínio fino, como quem admira uma chaga – maldito fato… Porque tudo tem que ser tão doloroso? – Perguntei-me em silêncio. Um padre de aspecto severo vestido de batina preta franqueou-nos as portas, cumprimentou o meu pai e meu tio e deu-me instruções logo de imediato em jeito de interrogatório – Trouxeste livros? Se trouxeste entrega ao teu pai que não é permitido ler a não ser a bíblia e outros livros de carácter religioso que nós fornecemos. Não és chorão pois não? Espero que não que nós não gostamos de meninos que choram de noite com saudades da mama. – E ia debitando essas instruções enquanto caminhava num andar de ganso desconjuntado pelo longo corredor de ripas de carvalho no chão, com tectos altos debruados a gesso caiado. As molduras na parede branca eram em madeira trabalhada e finamente rendilhada e continham invariavelmente imagens de pessoas com bafos de santidade. O bafo do padre continuava-me a chegar aos ouvidos em forma de conselhos e ameaças veladas cujo cumprimento me dariam a nota de comportamento no final do período.&lt;br /&gt;O meu pai tinha ficado lá atrás com o meu tio de quem me separei e despedi com um “passou bem” à homem como dizia o meu pai. E apetecia-me tanto um abraço…! O colarinho de entretela agoniava-me, tirava-me o ar, só me chegava o cheiro bafiento do velho edifício perdigotar verrinoso do padre. Uma lágrima teimosa espreitava-me no canto do olho, abafei-a com as costas da mão… Maldito fato, porque tudo tem que doer tanto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6948897231697127584?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6948897231697127584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-mim-e-de-outras-mulheres-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6948897231697127584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6948897231697127584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-mim-e-de-outras-mulheres-ii.html' title='De mim e de outras mulheres II'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SujEawQyiWI/AAAAAAAAAVg/6rLRwxeHReY/s72-c/BRAGAS~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4624537596297600756</id><published>2009-10-26T23:14:00.002Z</published><updated>2009-10-26T23:18:49.121Z</updated><title type='text'>De mim e de outras mulheres</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuYuUoh-XWI/AAAAAAAAAVY/WIS-8FjS3HM/s1600-h/Peixeira.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397052135462296930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuYuUoh-XWI/AAAAAAAAAVY/WIS-8FjS3HM/s320/Peixeira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Mariazinha era assim a modos que uma Avó na idade que se sabia e aparentava fisicamente. Mas era uma gaiata na forma como encarava a vida de sorriso franco e maroto sempre engatilhado. A Maria Pequena, assim também era conhecida, era a peixeira da terra. Assentava tenda no balcão da estação de caminho de ferro fazendo coro com os rangidos doídos das velhas locomotivas que ali paravam na altura.&lt;br /&gt;Eu era um miúdo de joelhos ossudos e melenas na frente dos olhos que ia apanhar o comboio das 5.30 da manhã para ir para a escola depois de 2 quilómetros de marcha maldizendo a madrugada escura e fria durante cerca de meia hora até lá chegar. Ao chegar a Mariazinha já lá estava de cestas vazias á cabeça abençoando a Senhora da Agonia por me ver chegar são e salvo por entre o temporal. Sacava logo da garrafa termos e enchia-me uma malga de leite com café quentinho obrigando-me a beber tudo até ao fim, que me fazia bem, dizia ela enquanto se metia galhofeira com as minhas pernas finas e me apalpava o cúbito e o rádio – Vês, até se consegue distinguir os ossos, não te alimentas – dizia-me em tom de critica maternal que me acarinhava a alma e o espírito rebelde. Baixava os meus olhos castanhos e deixava-me envolver na meiguice da Mariazinha. No comboio rocinante e cansado, lado a lado nos bancos corridos de ripas de madeira, ela contava-me as desventuras de criar 7 filhos com o seu negócio, de como correu de casa com o marido bêbado por ele não partilhar das azafamas da casa e da vida e ainda lhe aquecer o lombo com o cinto. – dei 100 escudos ao Zé Repente para lhe dar uma sova de aviso, nunca mais lá pôs os pés em casa e foi o dinheiro mais bem gasto da minha vida – dizia ela quase nos convencendo que levou a partir daí uma vida feliz. Eu pela minha parte contava à Mariazinha as minhas desventuras amorosas com uma moreninha de face trigueira que insistia em ignorar os meus avanços e a Mariazinha não me respondia que isso eram tolices como os outros adultos, dizia-me para não desistir, um dia eu ia conquistar a Catarina e ela haveria de ir ao nosso casamento, afiançava-me. De maneira que a Mariazinha era assim a modos que a minha melhor amiga. Aos sábados ainda me guardava as sardinhas mais pequeninas que encontrasse na canasta que transportava no alto da cabeça sem mãos, ocupadas com sacos e sacos que arrastava atrás de si com uma força que nunca percebi.&lt;br /&gt;Um dia a Mariazinha não apareceu, estranhei, perguntei ao chefe da estação se sabia dela mas nada. Ao vir embora mal desembarquei fui ao sítio dela, e não a vi como de costume àquela hora a rematar os últimos carapaus por metade do preço, para deixar a canasta vazia. No dia seguinte disseram-me que a Mariazinha tinha sido atropelada quando ia para a estação naquela manhã e não tinha resistido aos ferimentos. Eu não quis acreditar, que não, a Mariazinha tinha uma força enorme, a Mariazinha resistiria, era como a rocha onde a lapa se agarrava para se segurar do mar revolto. Era a minha rocha, a minha certeza.&lt;br /&gt;A Mariazinha foi a enterrar numa manhã de sol linda como o sorriso que me desenhava todas as manhãs, levei-lhe um ramo de mimosas amarelas que ela tanto gostava que apanhei mesmo ali ao pé da estrada, ela iria gostar da oferta singela, eu tinha a certeza. Durante o féretro senti uma presença ao meu lado, olhei para o lado, a Catarina ao meu lado levava também ela um ramo de mimosas, deu-me a mão… E caminhou comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4624537596297600756?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4624537596297600756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-mim-e-de-outras-mulheres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4624537596297600756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4624537596297600756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-mim-e-de-outras-mulheres.html' title='De mim e de outras mulheres'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuYuUoh-XWI/AAAAAAAAAVY/WIS-8FjS3HM/s72-c/Peixeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3923786776733724252</id><published>2009-10-26T11:23:00.003Z</published><updated>2009-10-26T11:33:17.955Z</updated><title type='text'>O mar do teu corpo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuWHHOjldyI/AAAAAAAAAVQ/Fg-i24oJN7w/s1600-h/mare.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396868286709593890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuWHHOjldyI/AAAAAAAAAVQ/Fg-i24oJN7w/s320/mare.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Envolve-me a garoa fina&lt;br /&gt;No equinócio deste amor&lt;br /&gt;Sinto-a na humidade do teu corpo&lt;br /&gt;Fronteiras que queremos transpor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugas-me a vontade com essa sede&lt;br /&gt;Nesse ir e vir que não entendo&lt;br /&gt;Só provar e beber, saborear&lt;br /&gt;As palavras que me vais dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pardal de voo reduzido&lt;br /&gt;Asa para além do amar&lt;br /&gt;Queria transpor e descobrir-me&lt;br /&gt;Nos segredos desse mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas amenas que batem no meu rosto&lt;br /&gt;Assim me sabem as tuas palavras&lt;br /&gt;No marulhar de emoções&lt;br /&gt;Sempre ciciadas assim, delicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria o turbilhão do amor que me escondes&lt;br /&gt;Maré cheia de ti em vagas alterosas&lt;br /&gt;Queria a espuma dessa água nos meus poros&lt;br /&gt;Meu corpo praia, teu corpo maresia de rosas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3923786776733724252?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3923786776733724252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/envolve-me-garoa-fina-no-equinocio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3923786776733724252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3923786776733724252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/envolve-me-garoa-fina-no-equinocio.html' title='O mar do teu corpo'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SuWHHOjldyI/AAAAAAAAAVQ/Fg-i24oJN7w/s72-c/mare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3782030107895809253</id><published>2009-10-22T00:27:00.002+01:00</published><updated>2009-10-22T00:27:53.609+01:00</updated><title type='text'>de um poema e de uma nascente</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/St-Y81LHm1I/AAAAAAAAAVI/auS5SfOG66s/s1600-h/WaterDropSOH.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395199049446431570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/St-Y81LHm1I/AAAAAAAAAVI/auS5SfOG66s/s320/WaterDropSOH.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cai na vidraça a gota de chuva&lt;br /&gt;Que se espreguiça lentamente&lt;br /&gt;Vidro abaixo, cristalina&lt;br /&gt;Límpida e transparente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser essa gota&lt;br /&gt;No teu corpo a escorrer&lt;br /&gt;Em direcção á tua nascente&lt;br /&gt;E nela exausto e feliz morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beber vida em ti&lt;br /&gt;No renascer da esperança&lt;br /&gt;A minha sede saciar&lt;br /&gt;Em água de mudança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amena promessa que me fazes&lt;br /&gt;É azul de luar em noite parda&lt;br /&gt;Corcel de crina solta&lt;br /&gt;No curso da tua ilharga&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3782030107895809253?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3782030107895809253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-um-poema-e-de-uma-nascente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3782030107895809253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3782030107895809253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/de-um-poema-e-de-uma-nascente.html' title='de um poema e de uma nascente'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/St-Y81LHm1I/AAAAAAAAAVI/auS5SfOG66s/s72-c/WaterDropSOH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-507993645689135015</id><published>2009-10-17T22:06:00.003+01:00</published><updated>2009-10-17T22:10:17.320+01:00</updated><title type='text'>Os flamingos que substituiram os peixes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Stoylof55cI/AAAAAAAAAVA/13AiL6rkKKg/s1600-h/Flamingos-Eat-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393679125837374914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Stoylof55cI/AAAAAAAAAVA/13AiL6rkKKg/s320/Flamingos-Eat-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes sento-me aqui nesta secretária em frente ao pc com a certeza que vou escrever algo, um poema, uma crónica, um novo capítulo do romance esdrúxulo em que consiste a minha vida e regurgito um monossílabo que me impede de assim a classificar. E deveria escrever sobre o quê? A capitulação perante o monitor em branco é contrária á condição em que gosto de me pensar, de alguém que sabe escrever umas coisas. E penso-me imbecil na idiotice falha do meu cérebro. Nada me sai, a não ser um ai de comiseração por este céu-da-boca sem palato, pela visão que me foge das retinas, o silêncio que arrebenta os tímpanos, falanges curtas no tacto que lhes falta. Fico assim confortavelmente insensível como que parado no pilar do tédio que suporta a minha ponte. Não rio e não choro, não corro e já nem o velho berlinde que tipava com os dedos acerta na cova que ansiosamente cavei para a encher de mais berlindes, uns atrás dos outros numa roda de gaiatos que no silencio do jogo faziam uma algazarra que prometia pau no regresso a casa. Hoje olho a cova e ela está vazia como a página no monitor. Nada me sai e não ser uma complacência descomprometida com aquilo que desejava ser, um imbecil que escreve umas coisas. Agradeceria a Deus essa insensibilidade não fosse o facto de me rir de quem abençoa a Deus por ter sobrevivido a um relâmpago sem se lembrar de quem o enviou. Já não há peixes no meu lago, o sal adensou-lhe as águas e fico na esperança que venham os flamingos. Viro lago e as minhas lágrimas servem de repasto mineral aos seus bicos curvos que me penetram as íris.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-507993645689135015?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/507993645689135015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/os-flamingos-que-substituiram-os-peixes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/507993645689135015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/507993645689135015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/os-flamingos-que-substituiram-os-peixes.html' title='Os flamingos que substituiram os peixes'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Stoylof55cI/AAAAAAAAAVA/13AiL6rkKKg/s72-c/Flamingos-Eat-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-938225858682231536</id><published>2009-10-08T22:36:00.003+01:00</published><updated>2009-10-08T22:44:59.660+01:00</updated><title type='text'>A mulher que jurou não mais rezar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Ss5dKunT5II/AAAAAAAAAU4/GSquBwwELtY/s1600-h/serra.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390348242902049922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Ss5dKunT5II/AAAAAAAAAU4/GSquBwwELtY/s320/serra.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sta Bárbara nos proteja – repetiu Matilde ao enésimo trovão que se abateu sobre a serra. O relâmpago que o precedeu abriu dia na noite escura recortando as árvores e o caminho pedregoso na sua memória imediata, ao longe via-se uma ou outra luz de um qualquer casebre resistente à intempérie. A chuva que lhe fustigava o rosto tingia-lhe de roxo os lábios finos e sulcava-lhe na testa rugas de resistência ao frio intenso que lhe comia os ossos. Os pés calçados de sandálias abertas já acusavam o esforço de suportar as pernas finas e retesadas pelo frio que se lhe incrustava na pele auxiliado pelo vestido de algodão empapado no sal do esforço. Mais um relâmpago, seguido de um trovão, mais uma imprecação em jeito de prece á Sta das intempéries, mais um passo, mais um esforço, mais um declive, mais um ramo solto que lhe corta a pele. A chuva aumenta o seu ímpeto, o espaço entre as faíscas e o trovão encurtam as distâncias a cada relâmpago. Matilde tenta vislumbrar o caminho sinuoso que se desenha serra acima e segue a marcha resoluta segurando a lancheira vazia e os sacos de fruta e legumes que o Sr. das terras lhe deu em jeito de paga da jorna nas vinhas. O caminho encontra uma curva repentina num declive que logo sobe formando uma espécie de vale acoitado na encosta de mais um monte que se lhe segue. O pequeno casebre iluminado pela lamparina de azeite foi visão de paraíso aos olhos dela.- Graças a deus – agradeceu Matilde juntando mais uma prece á Sta da sua devoção. Abriu a pequena portinhola da entrada ladeada de pedra de xisto, pisou a laje também de pedra preta e sentiu uma dor repentina no rosto, que lhe atingiu a face direita e se prolongou para o ouvido, sentiu-a primeiro do que o som da estalada que se lhe seguiu que a fez cair desamparada no chão de terra batida da cozinha.- Onde andaste? Isto são horas de chegar a casa? Estamos eu e os teus filhos sem jantar e a senhora na mandriice? – Matilde tenta ajeitar o vestido que lhe cola ás coxas finas e sem lustro curtidas pelo sol do dia e pelo frio da noite.- Óh Home, tu não vês a tempestade que está que arrenega o diabo? O patrão mandou trabalhar até ao fim do dia e tive que abalar de noite para casa.- Faz mas é a janta que ‘tou morto de fome e deixa-te de lamechices porra, as mulheres de hoje só se queixam. A minha mãe teve 7 filhos e nunca fez isto. Ainda ‘tás aí caralho? Não ouviste?Matilde levantou-se silenciosa e começou a fazer o jantar, olhando pelo canto do olho o marido que mordiscava um pedaço de toucinho fumado enquanto esperava a comida atento ao que o rádio ia lamuriando ao som eterno de pilhas gastas.Olhava os filhos encolhidos no canto da cama no fundo da casa cujas divisórias eram cortinas que se recolhiam ao acordar.Matilde fez o jantar, pôs a mesa, serviu o marido e os cachopos, enquanto eles comiam veio cá fora de novo ao frio e alimentou os animais,meteu o dedo mindinho no cu das galinhas para vêr se haveria ovo, reparou com um pouco de sisal uma portada da janela que batia compassada com o vento, entrou de novo na casa fez as camas para o sono que se avizinhava cerrando as cortinas de forma a dar a intimidade necessária, ponteou as meias do marido para o dia seguinte, finalmente sentou-se á mesa e comeu o caldo que entretanto arrefeceu, entalou as couves com o pão duro que moeu com a mão para dar consistência á frugal sopa. O marido recolheu-se na cama e o seu ronco já ressoava no casebre quando deitou as crianças, não as beijou que não sentiu vontade mas obrigou-as a rezar primeiro as três Ave-marias. Varreu a cozinha, lavou os pratos, limpou a chapa ferrugenta do velho fogão.Ao sentar-se no balde com água para as abluções diárias, já com a longa camisa de noite vestida a noite ia alta, a chuva amainara, a trovoada passara. Ao cerrar os olhos na almofada de costas viradas para o homem lembrou-se que não tinha rezado as ave-marias…- Para quê? – pensou ela e deixou que a acalmia da noite a invadisse. Decidiu nunca mais bendizer Sta Bárbara.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-938225858682231536?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/938225858682231536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/mulher-que-jurou-nao-mais-rezar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/938225858682231536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/938225858682231536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/mulher-que-jurou-nao-mais-rezar.html' title='A mulher que jurou não mais rezar'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Ss5dKunT5II/AAAAAAAAAU4/GSquBwwELtY/s72-c/serra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-298443914231229944</id><published>2009-10-06T23:11:00.002+01:00</published><updated>2009-10-06T23:11:50.463+01:00</updated><title type='text'>O rio que me corro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsvAn2UyscI/AAAAAAAAAUw/JH2p5ficy-s/s1600-h/FozRioPaivaCastelodePaiva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389613169909084610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsvAn2UyscI/AAAAAAAAAUw/JH2p5ficy-s/s320/FozRioPaivaCastelodePaiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O rio que me corro&lt;br /&gt;Nasce lá no alto&lt;br /&gt;Desce montes e valados&lt;br /&gt;Toma o vale de assalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem em correria desenfreada&lt;br /&gt;Pelas margens maduras&lt;br /&gt;Do tua boca que profano&lt;br /&gt;No amor que me juras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espraio-me no teu vale,&lt;br /&gt;Percorro-te os sulcos, preguiçoso,&lt;br /&gt;Que espraias à minha água&lt;br /&gt;Que adentra teu recanto ocioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te penso nascente&lt;br /&gt;Nem sequer leito de nós&lt;br /&gt;Penso-te um fim de mim&lt;br /&gt;Na minha tormenta és minha foz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És todo um mar que adentro&lt;br /&gt;Em maré que quero cheia&lt;br /&gt;És o azul e o verde dessa água,&lt;br /&gt;Da minha saudade, minha panaceia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-298443914231229944?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/298443914231229944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/o-rio-que-me-corro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/298443914231229944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/298443914231229944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/o-rio-que-me-corro.html' title='O rio que me corro'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsvAn2UyscI/AAAAAAAAAUw/JH2p5ficy-s/s72-c/FozRioPaivaCastelodePaiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7440710838549938566</id><published>2009-10-01T23:46:00.002+01:00</published><updated>2009-10-01T23:50:44.680+01:00</updated><title type='text'>Poeta dos sete costados</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsUyPdRqEDI/AAAAAAAAAUo/MRQWBa1VlIc/s1600-h/Rid%25C3%25ADculo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387767770356781106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsUyPdRqEDI/AAAAAAAAAUo/MRQWBa1VlIc/s320/Rid%25C3%25ADculo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acordou envolto num bafo cujo cheiro lhe pareceu a lagar de rosas a boiar em águas que lavaram pés dormentes, coçou a micose do cúbito, afastou para o lado a ressaca que o cobria, arrumou a tontura onde repousara a cabeça e mirou longamente a colher de ternura retinta de queimada, preparou o pequeno almoço ali mesmo aquecendo a colher em botija de gás preparando o mata-bicho que lhe afastariam as gonorreias cerebrais de que padecia. Pronto o caldo e devidamente sugado pela jinga enfiou a ponta da agulha narina acima, o que lhe deixou um sabor de bacon e ovos fritos no céu da boca, soube-lhe a caviar e arrotou uma fossa, cujo cheiro lhe lembrou a água de rosas que entornara no caldo.&lt;br /&gt;Puxou do papel e da caneta que desenhava a carvão e lambeu uns arabescos nas margens de fora do arroto que tinha dado. Amarrotou a defecação e atirou-a ao passeio onde um transeunte distraído a abriu e pôde ler “muito amor ao mundo”, “deus na terra e Cristo no céu”, mais umas letras de um padre qualquer a quem passam a vida a chamar sábio, títulos de livros lidos e parangonas que tais. O transeunte amarrotou de novo o papel e como era adepto da reciclagem enfiou-o no vidrão mais próximo infectado da gripe da moda, virando também ele poeta dos sete costados com palavras que nunca dirá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7440710838549938566?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7440710838549938566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/poeta-dos-sete-costados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7440710838549938566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7440710838549938566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/10/poeta-dos-sete-costados.html' title='Poeta dos sete costados'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsUyPdRqEDI/AAAAAAAAAUo/MRQWBa1VlIc/s72-c/Rid%25C3%25ADculo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1078229502693327626</id><published>2009-09-29T14:29:00.002+01:00</published><updated>2009-09-29T14:37:28.697+01:00</updated><title type='text'>cama de sargaços</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsINh-6XmQI/AAAAAAAAAUg/6479DJUE2dc/s1600-h/oceantongue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386882981763193090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsINh-6XmQI/AAAAAAAAAUg/6479DJUE2dc/s320/oceantongue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E se no mar da minha angustia&lt;br /&gt;Brilhasses tu, estrela luminosa&lt;br /&gt;Que aclara o dia que não é&lt;br /&gt;Na ausência da tua chama fogosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nas algas do meu oceano&lt;br /&gt;Te fizesse cama de sargaços&lt;br /&gt;Puros como a profundidade&lt;br /&gt;Dos meus mais ternos abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nessa cama me oferecesses&lt;br /&gt;O sal do teu sabor, a maré do teu prazer&lt;br /&gt;Em vagas ondulantes nas tuas coxas&lt;br /&gt;Contra o meu corpo a perecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrancaria de teus seios o gemido&lt;br /&gt;Quando trova da sereia me cantasses&lt;br /&gt;Perdido no teu infinito&lt;br /&gt;Quando na minha cama te deitasses&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1078229502693327626?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1078229502693327626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/cama-de-sargacos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1078229502693327626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1078229502693327626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/cama-de-sargacos.html' title='cama de sargaços'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SsINh-6XmQI/AAAAAAAAAUg/6479DJUE2dc/s72-c/oceantongue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6220224092084354478</id><published>2009-09-25T01:46:00.002+01:00</published><updated>2009-09-25T01:49:09.070+01:00</updated><title type='text'>Composto por uma nota só</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrwTfrUfcfI/AAAAAAAAAUY/hsAtIR5tG_U/s1600-h/partitura1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385200689353814514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrwTfrUfcfI/AAAAAAAAAUY/hsAtIR5tG_U/s320/partitura1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vejo a minha vida ao longe&lt;br /&gt;Num desmontar de puzzle,&lt;br /&gt;As separações que o compõem&lt;br /&gt;Entrelaçam-me as cartilagens&lt;br /&gt;Num composto decomposto&lt;br /&gt;Pela minha ausência,&lt;br /&gt;Ossos emagrecidos pela ausência de tutano.&lt;br /&gt;Não virá o quebra-ossos&lt;br /&gt;Elevar-me nas alturas&lt;br /&gt;Para me despenhar&lt;br /&gt;Em queda abrupta do granito&lt;br /&gt;Que composto pela cor da minha partitura,&lt;br /&gt;Nem um dó me dará,&lt;br /&gt;Antes um sol abrasador e inclemente&lt;br /&gt;Que me decompõem nas bermas&lt;br /&gt;Compostas por mim que me observo…ao longe.&lt;br /&gt;Na minha partitura não cabe a minha alma,&lt;br /&gt;Ré do que escolhi ser&lt;br /&gt;Numa decomposição&lt;br /&gt;Que sendo minha sou eu&lt;br /&gt;Que a componho numa sinfonia&lt;br /&gt;Desequilibrada&lt;br /&gt;Sem mi, nem si, só o sol&lt;br /&gt;Inclemente que me apascenta embrutecido&lt;br /&gt;Na pedra gasta por outros ossos meus&lt;br /&gt;Que a besta lá do alto vai despenhando&lt;br /&gt;Na busca do tutano que já sugou&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6220224092084354478?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6220224092084354478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/composto-por-uma-nota-so.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6220224092084354478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6220224092084354478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/composto-por-uma-nota-so.html' title='Composto por uma nota só'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrwTfrUfcfI/AAAAAAAAAUY/hsAtIR5tG_U/s72-c/partitura1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5980807078475093791</id><published>2009-09-18T18:44:00.002+01:00</published><updated>2009-09-18T18:47:12.878+01:00</updated><title type='text'>Um dia, quem sabe...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrPHmoAECDI/AAAAAAAAAUQ/PsF6OVqImVI/s1600-h/a_morte_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382865446024513586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrPHmoAECDI/AAAAAAAAAUQ/PsF6OVqImVI/s320/a_morte_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Num trajecto&lt;br /&gt;Que ainda não inventei,&lt;br /&gt;Num caminho&lt;br /&gt;Cujo inicio não vislumbro&lt;br /&gt;Nas sendas&lt;br /&gt;Orvalhadas da memória&lt;br /&gt;Que não pressinto,&lt;br /&gt;De uma noite&lt;br /&gt;Que começa ao nascer do sol,&lt;br /&gt;Vejo na lua prateada&lt;br /&gt;O deambular furtivo&lt;br /&gt;Do que se faz anunciado&lt;br /&gt;Sem aparecer&lt;br /&gt;Na espera&lt;br /&gt;Interminável da esperança&lt;br /&gt;Que é a certeza do aziago dia&lt;br /&gt;Das madrugadas de sol poente.&lt;br /&gt;E será o reencontro da minha negação,&lt;br /&gt;O botão que encontra a rosa,&lt;br /&gt;O dia que se funde na noite,&lt;br /&gt;Predador tornado presa.&lt;br /&gt;O sal das minhas lágrimas&lt;br /&gt;Adoça-me o limbo da espera,&lt;br /&gt;Um dia, quem sabe para lá de mim…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5980807078475093791?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5980807078475093791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/um-dia-quem-sabe.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5980807078475093791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5980807078475093791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/um-dia-quem-sabe.html' title='Um dia, quem sabe...'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrPHmoAECDI/AAAAAAAAAUQ/PsF6OVqImVI/s72-c/a_morte_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5484973149629965390</id><published>2009-09-15T23:33:00.002+01:00</published><updated>2009-09-15T23:38:06.581+01:00</updated><title type='text'>Não me apetece escrever</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrAXSJXUAQI/AAAAAAAAAUI/piIIvNL4Khk/s1600-h/PINTURA_ABSTRATA_EM_CINZA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381827155226525954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrAXSJXUAQI/AAAAAAAAAUI/piIIvNL4Khk/s320/PINTURA_ABSTRATA_EM_CINZA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu vou escrever qualquer coisa,&lt;br /&gt;Olho o espaço em branco,&lt;br /&gt;Vazio de mim,&lt;br /&gt;Da minha verve que não escorre.&lt;br /&gt;Tinjo-lhe a alva expressão&lt;br /&gt;Maculando-o de um sangue exaurido&lt;br /&gt;De tanto correr em veias secas&lt;br /&gt;De sentimentos amarfanhados&lt;br /&gt;Que caem inertes no lixo.&lt;br /&gt;Numa sanha destruidora&lt;br /&gt;Puxo de outra folha&lt;br /&gt;Numa raiva que só o branco&lt;br /&gt;Sem mácula me sugere,&lt;br /&gt;As minhas falanges crispadas&lt;br /&gt;Seguram o gume da minha pena&lt;br /&gt;Numa fúria assassina&lt;br /&gt;Que quase rompe a folha&lt;br /&gt;Vertendo-lhe a sanha&lt;br /&gt;De um sentimento sem nome,&lt;br /&gt;O ódio de um amor desconhecido,&lt;br /&gt;Um rasgo de pungência em vómito excretor,&lt;br /&gt;Na alucinação perfeita entre o irreal e a utopia.&lt;br /&gt;Utópica a pena que me corre&lt;br /&gt;Na perseguição do irreal verbo,&lt;br /&gt;Cujo sentido desconheço,&lt;br /&gt;Debruçado na varanda da minha loucura&lt;br /&gt;Em abismos cujo fim não lhes vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria bom atingir o fim,&lt;br /&gt;Desabar em pino vertical&lt;br /&gt;E mergulhar no branco alvo&lt;br /&gt;Cuja limpidez o meu ego escurece&lt;br /&gt;Para lá do que consigo vislumbrar&lt;br /&gt;Num negro perfeito de branco sem igual,&lt;br /&gt;Rodeado do mais puro som de um silêncio impar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5484973149629965390?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5484973149629965390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/nao-me-apetece-escrever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5484973149629965390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5484973149629965390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/nao-me-apetece-escrever.html' title='Não me apetece escrever'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SrAXSJXUAQI/AAAAAAAAAUI/piIIvNL4Khk/s72-c/PINTURA_ABSTRATA_EM_CINZA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1505783259580786914</id><published>2009-09-10T18:59:00.002+01:00</published><updated>2009-09-10T19:01:41.407+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqk-_IRbsUI/AAAAAAAAAUA/pJh35m_HFR4/s1600-h/bolinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379900484144050498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqk-_IRbsUI/AAAAAAAAAUA/pJh35m_HFR4/s320/bolinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na tua varanda e eu na minha&lt;br /&gt;Tínhamos uma realidade paralela&lt;br /&gt;Da minha via-se a tua, da tua a minha&lt;br /&gt;Sem que os nossos pais dessem por ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recitava-te um poema na hora do terço&lt;br /&gt;Quando à Senhora se rezava a novena&lt;br /&gt;Via teu olhar gaiato, enrubescido&lt;br /&gt;Perdia-me de amores nessa face morena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrávamos pontos de fuga&lt;br /&gt;Roubávamos beijos às escondidas&lt;br /&gt;Não quero nunca esquecer&lt;br /&gt;Essas promessas que julgas perdidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tua varanda e eu na minha&lt;br /&gt;Fazíamos bolinhas de sabão&lt;br /&gt;Soprávamos com uma palhinha&lt;br /&gt;Criávamos essa terna ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De a minha e a tua bolinha&lt;br /&gt;Se encontrarem lá no alto&lt;br /&gt;Fundirem-se numa só&lt;br /&gt;E o teu coração tomar de assalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa bolinha tudo nos era permitido,&lt;br /&gt;Dizer-te que te amo e ouvir tua voz&lt;br /&gt;Responder-me que sim, que o infinito&lt;br /&gt;Nos pertencerá sempre a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não rebentou nunca essa bolinha&lt;br /&gt;Multicolor, cor do céu e do nosso amor&lt;br /&gt;Sobe ainda para lá da nossa vontade&lt;br /&gt;Cor de esperança e de ardor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tanto, tanto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1505783259580786914?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1505783259580786914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/na-tua-varanda-e-eu-na-minha-tinhamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1505783259580786914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1505783259580786914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/na-tua-varanda-e-eu-na-minha-tinhamos.html' title=''/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqk-_IRbsUI/AAAAAAAAAUA/pJh35m_HFR4/s72-c/bolinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7530695274731883087</id><published>2009-09-09T01:34:00.001+01:00</published><updated>2009-09-09T01:36:27.432+01:00</updated><title type='text'>o sal do teu (a)mar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqb4gfgynGI/AAAAAAAAAT4/OqH0uHnvZBk/s1600-h/sal.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379260042039172194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqb4gfgynGI/AAAAAAAAAT4/OqH0uHnvZBk/s320/sal.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Via ao longe o mar&lt;br /&gt;Que me falava de amores&lt;br /&gt;De azul intenso, verde a perder de vista&lt;br /&gt;E outras cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-me o mar&lt;br /&gt;Do amor que trazia e guardava&lt;br /&gt;Um profundo como seu ventre de sal&lt;br /&gt;Outro que na praia desaguava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de carinho e ternura que me segredava&lt;br /&gt;Com meus olhos no seu horizonte&lt;br /&gt;Sentado naquela praia de mar cantante&lt;br /&gt;Como se fosse a cristalina fonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da saudade que nos une&lt;br /&gt;Dos remos que damos á esperança&lt;br /&gt;De vogar assim no mar&lt;br /&gt;E abraçar-nos em serena temperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia quente não falamos mais de carinho&lt;br /&gt;Nem saudade, mesclada pelo marítimo ar&lt;br /&gt;Eu e tu olhos nos olhos decidimos para sempre&lt;br /&gt;Conjugar o verbo amar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7530695274731883087?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7530695274731883087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-sal-do-teu-amar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7530695274731883087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7530695274731883087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-sal-do-teu-amar.html' title='o sal do teu (a)mar'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sqb4gfgynGI/AAAAAAAAAT4/OqH0uHnvZBk/s72-c/sal.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4709724222428930441</id><published>2009-09-07T15:54:00.002+01:00</published><updated>2009-09-07T15:57:55.352+01:00</updated><title type='text'>essa palavra...ternura</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqUfbBwEm5I/AAAAAAAAATw/iITBqANC198/s1600-h/tulip2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378739879150918546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqUfbBwEm5I/AAAAAAAAATw/iITBqANC198/s320/tulip2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa palavra, carinhosa e meiga&lt;br /&gt;Presente na saudade, a ternura!&lt;br /&gt;Não será ela a semente&lt;br /&gt;Entranhada na pura fundura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o sentimento é universal&lt;br /&gt;Quando de ternura falamos&lt;br /&gt;Poderá ser de amor, carinho&lt;br /&gt;Quando a saudade atravessamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de ternura que se faz um filho&lt;br /&gt;É de ternura que cubro o teu corpo&lt;br /&gt;De ternura te talho assim&lt;br /&gt;Mármore cinzelada a escopro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ternura não existia o que nos une&lt;br /&gt;Pálpebras de sal banhadas em orgasmos&lt;br /&gt;Em êxtase que quero sentir, e sinto&lt;br /&gt;De cada vez que falamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cada vez que adivinho a tua voz&lt;br /&gt;Ao meu ouvido, em pura candura&lt;br /&gt;É de mim, de ti, de nós&lt;br /&gt;Que falas em quente ternura&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4709724222428930441?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4709724222428930441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/essa-palavraternura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4709724222428930441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4709724222428930441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/essa-palavraternura.html' title='essa palavra...ternura'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqUfbBwEm5I/AAAAAAAAATw/iITBqANC198/s72-c/tulip2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5996590782493079622</id><published>2009-09-06T19:08:00.002+01:00</published><updated>2009-09-06T19:11:12.958+01:00</updated><title type='text'>Luto pela tua ressurreição</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqP7OUNy-FI/AAAAAAAAATo/jDjT2LekmIQ/s1600-h/Liberdade%2520Guiando%2520o%2520Povo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378418603373819986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqP7OUNy-FI/AAAAAAAAATo/jDjT2LekmIQ/s320/Liberdade%2520Guiando%2520o%2520Povo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sempre te procurei desde o primeiro vagido,&lt;br /&gt;Quando rompi o ventre da minha mãe&lt;br /&gt;Sem sequer te conhecer,&lt;br /&gt;Sem saber o teu nome&lt;br /&gt;Era por ti que clamava.&lt;br /&gt;Em cada canto que te dedicam&lt;br /&gt;Invejo-lhes a inspiração,&lt;br /&gt;Em cada poema invejo-lhe a rima&lt;br /&gt;Soa-me a diferente tudo o que te repetem&lt;br /&gt;E sinto sempre insuficientes&lt;br /&gt;Os elogios que te proferem.&lt;br /&gt;Vejo em cada traço que te desenham&lt;br /&gt;As curvas que te compõem&lt;br /&gt;Em cada letra do teu nome&lt;br /&gt;É o infinito que aponta o ocaso do teu horizonte&lt;br /&gt;Tão difícil de alcançar como em te preservar&lt;br /&gt;És a gaiata de riso aberto, de mão em mão,&lt;br /&gt;Infiel mas leal&lt;br /&gt;És de todos sem ser propriedade de ninguém.&lt;br /&gt;Por ti Liberdade farei todos os sacrifícios&lt;br /&gt;Menos chorar a tua morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5996590782493079622?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5996590782493079622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/luto-pela-tua-ressurreicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5996590782493079622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5996590782493079622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/luto-pela-tua-ressurreicao.html' title='Luto pela tua ressurreição'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqP7OUNy-FI/AAAAAAAAATo/jDjT2LekmIQ/s72-c/Liberdade%2520Guiando%2520o%2520Povo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3436388473684116419</id><published>2009-09-04T22:06:00.003+01:00</published><updated>2009-09-04T22:11:22.211+01:00</updated><title type='text'>O teu lenço branco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqGCbykm6AI/AAAAAAAAATg/RefbuwmqaAs/s1600-h/len%C3%A7o+dos+namorados.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377722844000479234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqGCbykm6AI/AAAAAAAAATg/RefbuwmqaAs/s320/len%C3%A7o+dos+namorados.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei que mais te diga,&lt;br /&gt;Nas margens do sofrimento&lt;br /&gt;Escrevi-te o poema&lt;br /&gt;Que desdenhas sem lamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dás-me um sorriso amarfanhado&lt;br /&gt;No desdém em que o compões&lt;br /&gt;Sugas-me o instinto e a inspiração&lt;br /&gt;E nem vês como me pões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi o escadario do Sameiro&lt;br /&gt;Em penitência rezei ao bom Jesus&lt;br /&gt;Na Sta Luzia roguei em promessa&lt;br /&gt;De um olhar teu que me desse a luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada valeram minhas promessas&lt;br /&gt;Escorreu do alto monte a minha oração&lt;br /&gt;Lágrima vertida na urze e na giesta&lt;br /&gt;Dos verdes pinheiros em gestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai o Outono na minh’alma&lt;br /&gt;Anuncia-se em mim o frio inverno&lt;br /&gt;Sonho com o dia que me dirás&lt;br /&gt;Que acabou enfim o meu inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo ainda o lenço branco&lt;br /&gt;Que me deixaste nessa tarde&lt;br /&gt;Quando na romaria olhei teu rosto&lt;br /&gt;E no meu coração fizeste alarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso hoje que mo deste&lt;br /&gt;Com um firme propósito&lt;br /&gt;O de enxugar as lágrimas&lt;br /&gt;De que se tornou depósito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3436388473684116419?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3436388473684116419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-teu-lenco-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3436388473684116419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3436388473684116419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-teu-lenco-branco.html' title='O teu lenço branco'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SqGCbykm6AI/AAAAAAAAATg/RefbuwmqaAs/s72-c/len%C3%A7o+dos+namorados.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3830915004198799821</id><published>2009-09-03T16:03:00.002+01:00</published><updated>2009-09-03T16:04:09.411+01:00</updated><title type='text'>a foto que me deste</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp_a462UeWI/AAAAAAAAATY/pElsPXV1sD4/s1600-h/lagrima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377257151508281698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp_a462UeWI/AAAAAAAAATY/pElsPXV1sD4/s320/lagrima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Lembro o teu jeito gaiato&lt;br /&gt;No dia que finalmente te apareci&lt;br /&gt;Na foto que me deste&lt;br /&gt;O sorriso mais lindo que vi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fato de banho escuro&lt;br /&gt;Que realça a tua pele clara&lt;br /&gt;Mal esconde as formas que desejo&lt;br /&gt;A tua flor que adivinho rara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser a água que te banha&lt;br /&gt;Nessa foto à beira mar&lt;br /&gt;O sol que te ilumina&lt;br /&gt;O calor que vem a tua pele beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro o beijo que me deste&lt;br /&gt;Quando parti naquela manhã&lt;br /&gt;O que me disseste ao ouvido&lt;br /&gt;Não foi uma promessa vã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero a hora de descobrir&lt;br /&gt;Os fiapos de pele que só adivinho&lt;br /&gt;A ternura e a macieza que escondem&lt;br /&gt;Que me vão pôr em redemoinho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3830915004198799821?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3830915004198799821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/foto-que-me-deste.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3830915004198799821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3830915004198799821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/foto-que-me-deste.html' title='a foto que me deste'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp_a462UeWI/AAAAAAAAATY/pElsPXV1sD4/s72-c/lagrima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6601510286427083522</id><published>2009-09-03T11:29:00.002+01:00</published><updated>2009-09-03T11:38:03.419+01:00</updated><title type='text'>O banco...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp-cgQ0YmPI/AAAAAAAAATQ/ebiDagSCVc8/s1600-h/farol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377188558188091634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp-cgQ0YmPI/AAAAAAAAATQ/ebiDagSCVc8/s320/farol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O banco era em ferro fundido, com uma velhice orgulhosa que datava da época vitoriana. De assento corrido virado ao mar na marginal aquecida por um sol tímido. Ocupado por dois ciclistas extenuados das voltas contínuas e repetidas diariamente, o banco testemunhava a entrada da manhã quando o sol dilatava as ripas de madeira mil vezes substituídas e agora ocupadas por duas velhas entretidas no croché e na maledicência da filha da vizinha que marcara casamento á pressa. O sol ia mudando a sua posição na elipse diária carregando agora o sobrolho numas nuvens ameaçadoras que o insistiam em seguir na curva que estabelecia.&lt;br /&gt;O banco tinha nas pontas um espaldar para os braços em ferro dobrado à força de calor e martelada formando um semicírculo perfeito onde o velho pescador descansava os braços da labuta de tantos anos que já lhe perdera a conta. Via as ondas a bater no molhe e semicerrava os olhos como que lhe adivinhando a violência de encontro ao leme imaginário que segurava nos braços dormentes.&lt;br /&gt;Na tarde exausta que caía enfim o banco ficava de frente para o farol que guiava os marinheiros desde que existia ali e sentia a luz que ia e vinha no movimento perpétuo com que o afinaram. Era o traje de gala para a noite que se adivinhava onde o banco desta feita fazia de leito aos namorados, anfitrião de juras de amor que o velho ali mesmo tinha feito. Queria agora o velho reunir-se de novo ao objecto das suas juras no céu estrelado. O banco ficaria ali como sempre testemunhando as arribas das traineiras no mar encapelado que lhe salpicava os bordos debruçados sobre o molhe.&lt;br /&gt;Não enferruja o velho banco, nem com os salpicos da água, nem com a chuva que por vezes o torturava, nem com o suor da refrega dos amantes, nem com as lágrimas das mulheres que perdiam os homens nessa tarefa inglória de arribar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6601510286427083522?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6601510286427083522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-banco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6601510286427083522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6601510286427083522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/o-banco.html' title='O banco...'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp-cgQ0YmPI/AAAAAAAAATQ/ebiDagSCVc8/s72-c/farol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7044049223920254870</id><published>2009-09-03T00:00:00.002+01:00</published><updated>2009-09-03T00:03:30.149+01:00</updated><title type='text'>Elegia da loucura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp75uXf9_BI/AAAAAAAAATI/lXn4qkAKaVw/s1600-h/Loucura2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377009580104350738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp75uXf9_BI/AAAAAAAAATI/lXn4qkAKaVw/s320/Loucura2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não sou eu,&lt;br /&gt;Nem sou o outro,&lt;br /&gt;Nem sequer sou…&lt;br /&gt;Sou algo de ininteligível&lt;br /&gt;Entre mim e o outro,&lt;br /&gt;Farrapo diáfano mesclado&lt;br /&gt;De uma teia emaranhada&lt;br /&gt;Na trama que teço&lt;br /&gt;De um outro que não eu.&lt;br /&gt;Rompo a cervical&lt;br /&gt;Em movimentos alucinados&lt;br /&gt;Para lá e para cá&lt;br /&gt;De mim, para o outro&lt;br /&gt;Num batucar nervoso&lt;br /&gt;Que me rompe as falanges&lt;br /&gt;No batuque do outro,&lt;br /&gt;Ponte de intermédio&lt;br /&gt;De margens opostas&lt;br /&gt;De costas voltadas,&lt;br /&gt;Interstícios rebuscados&lt;br /&gt;Que fedem em defecações estagnadas&lt;br /&gt;Num devir mictório&lt;br /&gt;Que reluz amarelo na noite urinária&lt;br /&gt;Que não ordinária&lt;br /&gt;Por uma ordem desordenada.&lt;br /&gt;Rasto de sangue e puz&lt;br /&gt;Que água benta não lava&lt;br /&gt;Excretada por cus papais abençoados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou eu…&lt;br /&gt;Nem sou o outro&lt;br /&gt;Sou grão burilado&lt;br /&gt;Pela poeira soprada&lt;br /&gt;Da boca do outro&lt;br /&gt;Vela enfunada pelos ventos alísios&lt;br /&gt;Anticiclone manso&lt;br /&gt;Do cabrão que não sou eu&lt;br /&gt;Suco gástrico e aziático&lt;br /&gt;De uma modorra pestilenta&lt;br /&gt;Que se me esgota pelos apêndices&lt;br /&gt;Por todos…&lt;br /&gt;Sem saber … nem vir.&lt;br /&gt;Só lá…escorre-me pelos cantos da boca&lt;br /&gt;De lábios que não são meus.&lt;br /&gt;Do outro?&lt;br /&gt;E porque lhe sinto a amarga pestilência? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7044049223920254870?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7044049223920254870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/elegia-da-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7044049223920254870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7044049223920254870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/09/elegia-da-loucura.html' title='Elegia da loucura'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sp75uXf9_BI/AAAAAAAAATI/lXn4qkAKaVw/s72-c/Loucura2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5767413094099378206</id><published>2009-07-23T23:52:00.002+01:00</published><updated>2009-07-23T23:58:39.734+01:00</updated><title type='text'>Mushimá uêlê</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmjrFRGzCOI/AAAAAAAAATA/CUX-6Cx5FVA/s1600-h/angola1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361793832108361954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmjrFRGzCOI/AAAAAAAAATA/CUX-6Cx5FVA/s320/angola1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vou cumprir a promessa que te fiz&lt;br /&gt;Ainda pequenino e de malas aviadas&lt;br /&gt;De um dia te voltar a abraçar,&lt;br /&gt;Renovar as esperanças entretanto goradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazia nos olhos a espuma das cataratas,&lt;br /&gt;Kwanza em queda abrupta na Duque de Bragança&lt;br /&gt;Nas narinas o cheiro do capim do Cacuaco&lt;br /&gt;E a velha estrada do Caxito, ainda na lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho embondeiro que servia de forte&lt;br /&gt;Estará ainda lá orgulhoso e altaneiro?&lt;br /&gt;Será ainda a testemunha silenciosa&lt;br /&gt;Da flor que lhe roubei prazenteiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para colocar nas missangas às cores&lt;br /&gt;Que adornavam as tranças&lt;br /&gt;Finas e meticulosas da namorada&lt;br /&gt;Morena, que decorava as minhas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero percorrer os teus caminhos,&lt;br /&gt;Aferir do quanto envelhecemos&lt;br /&gt;Longe um do outro, mas porém perto&lt;br /&gt;Porque juntos esse caminho percorremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dir-te-ei da saudade, dir-me-ás das dores&lt;br /&gt;Que entretanto sofreste, espúria e esventrada&lt;br /&gt;Afagarei o teu chão, sorrirei ao teu povo&lt;br /&gt;Dar-te-ei a mão, quando olhar a velha estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá longe, sem fim à vista, como o amor que te tenho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5767413094099378206?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5767413094099378206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/mushima-uele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5767413094099378206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5767413094099378206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/mushima-uele.html' title='Mushimá uêlê'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmjrFRGzCOI/AAAAAAAAATA/CUX-6Cx5FVA/s72-c/angola1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4721537160539052315</id><published>2009-07-21T13:59:00.002+01:00</published><updated>2009-07-21T14:06:19.511+01:00</updated><title type='text'>Um boneco sem braço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmW9Q8hFQZI/AAAAAAAAASw/dGoN41uvQ18/s1600-h/menino+pobre.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360899030274883986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmW9Q8hFQZI/AAAAAAAAASw/dGoN41uvQ18/s320/menino+pobre.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Rumo sem destino e sem dono&lt;br /&gt;Sem pai, nem mãe que me aconchegue&lt;br /&gt;Não tive em menino o xaile da avozinha&lt;br /&gt;A fartura nunca é prato que me chegue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro em cada olhar de comiseração&lt;br /&gt;Para reviver sem motivo aparente&lt;br /&gt;Em qualquer esquina do descontentamento&lt;br /&gt;Prenha de tráfego e gente que me passa rente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho como amigos caixotes de lixo&lt;br /&gt;Onde busco restos de felicidade,&lt;br /&gt;Às vezes, um carrinho sem rodas&lt;br /&gt;Rouba-me à minha realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barco sem velas, boneca de trapos,&lt;br /&gt;Caderno velho, um lápis partido&lt;br /&gt;Ou até quem sabe, e se deus quiser&lt;br /&gt;Um hambúrguer meio mordido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bola furada, lego desemparelhado&lt;br /&gt;Rádio sem pilhas, boneco sem braço,&lt;br /&gt;Faço dele o menino que sonho ser&lt;br /&gt;Envolvo-o num terno abraço&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4721537160539052315?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4721537160539052315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/um-boneco-sem-braco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4721537160539052315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4721537160539052315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/um-boneco-sem-braco.html' title='Um boneco sem braço'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmW9Q8hFQZI/AAAAAAAAASw/dGoN41uvQ18/s72-c/menino+pobre.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1134491297959022623</id><published>2009-07-17T12:23:00.001+01:00</published><updated>2009-07-17T12:25:22.505+01:00</updated><title type='text'>No meu livro de português</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmBflyFNCjI/AAAAAAAAASo/3PKbjXur81o/s1600-h/livro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359388659274287666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmBflyFNCjI/AAAAAAAAASo/3PKbjXur81o/s320/livro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Guardo a tua foto, pequenina&lt;br /&gt;Entre páginas gastas pelo dedilhar&lt;br /&gt;Do meu livro de português&lt;br /&gt;Junto à pétala que se recusa a murchar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto da página tem uma marca&lt;br /&gt;Para encontrar sempre o teu sorriso&lt;br /&gt;O vinco que lhe fiz, marca-me a alma&lt;br /&gt;E encontro-te sempre que preciso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na página dos advérbios de modo&lt;br /&gt;Para eternizar o amor, simplesmente&lt;br /&gt;Como se fosse nosso o tempo&lt;br /&gt;Enganando a ausência sempre presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como presente é o teu sorriso&lt;br /&gt;Que ecoa assim sempre no meu ser&lt;br /&gt;Na marca que fiz na página da vida&lt;br /&gt;No momento que entraste no meu viver&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1134491297959022623?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1134491297959022623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/no-meu-livro-de-portugues.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1134491297959022623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1134491297959022623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/no-meu-livro-de-portugues.html' title='No meu livro de português'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SmBflyFNCjI/AAAAAAAAASo/3PKbjXur81o/s72-c/livro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2417640595171653302</id><published>2009-07-09T16:01:00.001+01:00</published><updated>2009-07-09T16:02:28.690+01:00</updated><title type='text'>ensaio sobre "o comer"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlYGfSHHRKI/AAAAAAAAASg/ilPyAKM7hH0/s1600-h/banquet1915.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356475941311169698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlYGfSHHRKI/AAAAAAAAASg/ilPyAKM7hH0/s320/banquet1915.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já corri toda a Europa, mesmo a antiga com fronteiras que já não existem e outras que entretanto foram construídas, percorri o norte de África, conheci ainda em miúdo a África austral. Da Ásia conheço o que Istambul me deixou ver, serei sempre reconhecido ao povo turco por isso, pelos sorrisos de orelha a orelha com que me convidavam a partilhar as frugais refeições comidas em comunidade onde todos mergulhavam a mão direita para se alimentarem (a mão esquerda é falta de educação e desrespeitosa para com o sagrado oficio de comer). Acompanhavam a refeição com um chá quente e amargo feito em infusão seguindo os trâmites do sagrado Corão.&lt;br /&gt;“O comer” como sói dizer-se em Portugal, é não só para nós como para quase todo o mundo antigo com tradições seculares uma arte. E não há povo como o português para classificar esse nobre acto (o de comer) como arte. Herdeiros de costumes latinos fazemos da mesa a nossa religião e ainda que façam a pé o caminho mais longo até Fátima, o farnel não pode faltar. Mas é de pés debaixo da mesa que esse culto é mais aprofundado. O pão não pode faltar, de milho de centeio, de trigo, não importa desde que não seja aquela coisa insípida de pão integral, tem é que ser encorpado e é a primeira coisa a ir para a mesa. Isso e o vinho a preceito servido de preferência em canecas profusas em quantidade. Se houverem umas azeitonas para acompanhar o pão, tanto melhor, se salgadas bem, é uma maravilha porque empurra a pinga. E começa-se assim por dar o primeiro aconchego a um estômago fustigado por uma fome de meia dúzia de horas, desde o pequeno-almoço, imaginem (!) que não se comia nada! Mas isso é frugal para quem passou tal penitência e ainda tem que esperar pela cozinheira azafamada na cozinha por isso o melhor é vir, só para abrir o apetite, uma alheira ou vá lá uns pezinhos de coentrada. O vinho assim vem em catadupa para sorver as gorduras, e deita mais pão que bem preciso é para chupar o vinho. E eis que o dono do tasco se lembra de colocar um presunto fatiado com um bocadinho de melão. O melão aqui tem o efeito de ser só “para desenjoar”. Finalmente vem a vedeta, que é o prato propriamente dito, pode ser um cabrito no forno, uma xanfana de cabra velha, um bacalhau á lagareiro ou até uma massa á lavrador, tudo caminha empurrado por uns bons copaços (ou malgas) de vinho. É a hora da felicidade suprema do português. É aqui que ele dá azo á fama de “bom garfo”, é aí que se diz que ele tem a “bicha solitária”, se for realmente um fora de série nessa arte diz-se até que ele “come como um abade” vá-se lá saber porquê. Findo o prato principal, pergunta-se se há uma sopinha, “para assentar” diz-se. Se for com feijão, couve e no meio vier uma tora (pedaço de toucinho cozido na sopa) isso é uma dádiva dos deuses e torna-a tão apetecida como o Ronaldo em pleno Santiago Barnabéu. E finalmente e só porque sobra vinho precisa de vir uma “lambeta” que é como quem diz uma sobremesa, chama-se assim porque é sobre a mesa que a queremos, doce, apelativa e carregada de açucares e outras coisas que tais que nos leva a gabar o nosso índice de colesterol a quem quiser ouvir. E finalmente vem mais uma vez, só “para desenjoar” a travessa da fruta “da época”, madura e suculenta e como o vinho já se acabou e a fruta está tão boa e pede mais uma pinga, venha de lá mais uma garrafa. Acabada a fruta fica-se a bebericar o vinho que restou, se não sobrou manda-se vir mais porque sabe bem ficar a saborear o vinho enquanto se fuma um cigarro e se conta umas anedotas badalhocas. Fumados os cigarros e bebido mais uma garrafosa de vinho é hora do cafezinho, curto e forte para alçar o palato a uma bagaceira de truz vinda lá daquele lavrador que todos conhecem, é “para deslaçar”, faz bem ao coração e á digestão. E fica-se então a bebericar findo o café mais uns quantos bagaços enquanto o índice de badalhoquice das anedotas sobe de tom.&lt;br /&gt;O repasto está feito, hora de combinar um lanchezinho lá para o meio da tarde, só para conversar um pouco e provar aquele chouriço caseiro que saiu do fumeiro ainda a semana passada.&lt;br /&gt;Ora digam lá se isto não é um povo de poetas? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2417640595171653302?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2417640595171653302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/ensaio-sobre-o-comer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2417640595171653302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2417640595171653302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/ensaio-sobre-o-comer.html' title='ensaio sobre &quot;o comer&quot;'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlYGfSHHRKI/AAAAAAAAASg/ilPyAKM7hH0/s72-c/banquet1915.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7451726100849292156</id><published>2009-07-08T15:07:00.001+01:00</published><updated>2009-07-08T15:07:40.438+01:00</updated><title type='text'>poema sem pontuação, nas margens do perfeito.</title><content type='html'>Eu quero o poema perfeito,&lt;br /&gt;O poema declamado de rua em rua&lt;br /&gt;Nas vielas e ruas escuras&lt;br /&gt;Nos salões e palacetes&lt;br /&gt;Quero-o até nas casas de putas&lt;br /&gt;Onde o verbo no infinito&lt;br /&gt;Rima com a palavra foder&lt;br /&gt;Eu quero um poema sem rimas&lt;br /&gt;Sem margens e marginalizado&lt;br /&gt;Que cante o amor clandestino&lt;br /&gt;A liberdade de boca em boca&lt;br /&gt;Quero-o na boca da parteira&lt;br /&gt;Que desentranha a vida&lt;br /&gt;Na boca do coveiro&lt;br /&gt;Que a entranha na terra escura&lt;br /&gt;Eu quero um poema sem vírgulas&lt;br /&gt;Nem pontos finais quero-o…&lt;br /&gt;Porque sim…&lt;br /&gt;Quero-o na mão que estende a esmola&lt;br /&gt;E na mão que a recebe&lt;br /&gt;A generosidade da palavra&lt;br /&gt;No palato da sopa dos pobres&lt;br /&gt;Quero o poema na chama da lareira&lt;br /&gt;Quero-o no zurzir do vento norte&lt;br /&gt;Quero-o no estupor da criança&lt;br /&gt;De esperança estropiada&lt;br /&gt;De arma á bandoleira&lt;br /&gt;Quero o poema perfeito&lt;br /&gt;Arma de sempre&lt;br /&gt;Em desenhos de cavernas&lt;br /&gt;Porque em cada linha&lt;br /&gt;Ainda que corrida&lt;br /&gt;Eu leio o poema da vida&lt;br /&gt;Umas vezes triste, outras alegre&lt;br /&gt;Mas o poema perfeito&lt;br /&gt;É a alma que se desenha&lt;br /&gt;E em cada alma escriturada&lt;br /&gt;Sou eu que renasço&lt;br /&gt;No prazer de a descobrir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7451726100849292156?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7451726100849292156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/poema-sem-pontuacao-nas-margens-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7451726100849292156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7451726100849292156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/poema-sem-pontuacao-nas-margens-do.html' title='poema sem pontuação, nas margens do perfeito.'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2195602500224324437</id><published>2009-07-07T12:04:00.002+01:00</published><updated>2009-07-07T12:06:42.107+01:00</updated><title type='text'>crónica sobre a condição feminina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlMsN7JhrFI/AAAAAAAAASY/RM9mPkHOK0o/s1600-h/velha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355672999601220690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlMsN7JhrFI/AAAAAAAAASY/RM9mPkHOK0o/s320/velha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. José era velho, tão velho que na aldeia ninguém se lembrava dele novo, como seria o seu falar ainda de rapaz ou a voz grossa de homem feito. Na tasca da aldeia onde os homens rompiam as falanges nos balcões de mármore no tamborilar impaciente da chegada de mais uma pinga dizia-se que ele devia ter mais de cem anos mas ninguém lhe dava mais de 50 e picos, 60 e coisa, 70 e tal. Uma indefinição que a jorna da terra lhe sulcava no corpo alquebrado, nos pés de galinha profundos em volta dos olhos, os rasgos no canto da boca que lhe afilavam os lábios já de si finos, e uma testa que parecia percorrida por um arado.&lt;br /&gt;O Sr. José ia casar finalmente com a Zulmira, mulher recatada e trabalhadeira, filha mais nova de um grupo de 15 irmãos e que tinha ficado na casa materna até que o Senhor chamara a mãe para a última morada cumprindo assim a tradição de cuidar dos velhos pais até ao último suspiro. A Zulmira fizera também ela essa dobra na idade em que já não se consegue definir os anos que lhe passaram nas vértebras doidas da espinha dobrada no manejo da enxada. Com a morte da mãe a sua única fortuna era a vaca galega cuja afeição a tinha impedido de a mandar para o matadouro quando os úberes secaram e as forças lhe faltaram para aguentar com o cabresto e puxar o arado e ficou assim a modos que o animal de estimação da Zulmira.&lt;br /&gt;O casamento foi motivo de galhofa e enriqueceu o anedotário da taberna, com piadas que punham em dúvida a virilidade do Sr. José e a capacidade que teria em meter dentro os tampos tão antigos da Zulmira, que todos juravam ceguinhos ela ainda teria por via da sua feiura que afugentara sempre os mais corajosos e afoitos. Por sua vez o Sr. José gozava da fama de mulherengo apesar da idade e contava-se à boca pequena as suas viagens à cidade grande onde gastaria o pequeno pecúlio arrecadado nos negócios fortuitos da venda de gado.&lt;br /&gt;O Sr. José era homem à antiga, que se fazia respeitar e a Zulmira mesmo casada com ele continuava a tratá-lo por Sr. José e dedicava-lhe o mesmo esmero e atenção que dedicou á mãe até à hora da morte. O Sr. José no fim do almoço ia para baixo da vinha no fundo do quintal gozando a sombra prazenteira com uma vasilha de tremoços e azeitonas, um pedaço de broa e uma enfusa de vinho, a qual quando acabava o fazia dar altos berros à Zulmira&lt;br /&gt;- Ó mulher enche-me a enfusa…- e lá vinha a Zulmira quintal abaixo buscar a enfusa vazia, subia o quintal, ia à adega enchia a enfusa, descia novamente o quintal deixava a enfusa ao Sr. José e subia de novo o quintal para continuar os afazeres. O Sr. José era cioso do aprumo do quintal:&lt;br /&gt;- Ó mulher, é preciso podar a pereira.&lt;br /&gt;-Ó mulher, é preciso capar os tomates&lt;br /&gt;- Ó mulher, a alface precisa de ser colhida para ir para a feira.&lt;br /&gt;E a Zulmira lá ia no seu vagar sem nunca reclamar acedendo às ordens do Sr. José.&lt;br /&gt;Um dia na volta de uma das suas misteriosas viagens o Sr. José trazia no alvo colarinho uma mancha suspeita. A Zulmira indagou-o da proveniência de tão indigna nódoa.&lt;br /&gt;- É sabão da barba…- respondeu o Sr. José.&lt;br /&gt;- Não pode ser Sr. José, isso parece aqueles “pozes” que as mulheres finas usam – respondeu a Zulmira numa voz segura e firme que surpreendeu até ao Sr. josé.&lt;br /&gt;- É sabão da barba, é sabão da barba e não se fala mais nisso. – Vociferou o Sr. José num tom de voz que não permitia réplicas. A Zulmira calou-se numa fúria que nunca tinha sentido, a vaca galega afinou a longa orelha percebendo os humores da dona. O Sr José tirou o laço, pegou na enfusa e dirigiu-se para o fundo da vinha seguido pela vaca galega. A Zulmira tinha feito á força de enxada um rego para conduzir as águas da fossa para o batatal enquanto o Sr. José estava fora, este não contando com o fundo rego caiu de frente no rego afundando o corpo em meio metro de águas pútridas e fedidas ricas em húmus para s terras, a vaca Zulmira inadvertidamente colocou-lhe a pata por cima da cabeça parando o andar lento e o olhar no fundo do quintal, abanando a cauda sobre o lombo para enxotar a mosca. A Zulmira estranhando a duração da enfusa que já devia ter esgotado foi quintal abaixo e encontrou o Sr. José afundado na merda e no mijo, já sem respirar, molhado e inerte, a vaca galega mugiu a finados…&lt;br /&gt;Os anos passaram-se e a Zulmira ficou dona das extensas terras do sr. José, as estradas já estavam alcatroadas, o lar de idosos da aldeia já tinha sido fundado.&lt;br /&gt;Ia pela estrada até ao cemitério decorar a campa dos seus pais e do seu Sr. José, à vinda perguntavam-lhe:&lt;br /&gt;- Ó Zulmira, porque não vais para o lar, ao menos lá tinhas companhia, alguém cuidava de ti…&lt;br /&gt;- Eu cá “num” preciso disso, tenho a minha galega que já me faz companhia que chegue – e continuava o seu passo quebradiço apoiado já por um cajado na berma da estrada coma galega a ladeá-la protegendo-a dos incautos motoqueiros e motoristas que aproveitavam o asfalto da estrada para se finarem nas bermas. A galega era a rocha em que contra tudo se desfazia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2195602500224324437?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2195602500224324437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/cronica-sobre-condicao-feminina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2195602500224324437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2195602500224324437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/cronica-sobre-condicao-feminina.html' title='crónica sobre a condição feminina'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SlMsN7JhrFI/AAAAAAAAASY/RM9mPkHOK0o/s72-c/velha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8589619252544381776</id><published>2009-07-01T12:45:00.002+01:00</published><updated>2009-07-01T12:46:54.242+01:00</updated><title type='text'>És Minha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SktMn0vAyxI/AAAAAAAAASQ/P3a-C9e4Td0/s1600-h/amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353456829114403602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SktMn0vAyxI/AAAAAAAAASQ/P3a-C9e4Td0/s320/amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ilha, promontório, península&lt;br /&gt;Escarpa frondosa no oceano&lt;br /&gt;Declive, fundura, abismo&lt;br /&gt;Vento de frente, suave abano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua escura, viela estreita&lt;br /&gt;Granito que resiste ao tempo&lt;br /&gt;Deserto o caminho, silêncio&lt;br /&gt;Batido pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma minha perdida&lt;br /&gt;Que na mão me vieste poisar&lt;br /&gt;Sei que agora de mim&lt;br /&gt;Nunca mais te vais apartar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És minha, como a claridade&lt;br /&gt;Pertence ao sol&lt;br /&gt;Com a força do canto da manhã&lt;br /&gt;Entoado pelo rouxinol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes da escarpa&lt;br /&gt;Cair ao mar&lt;br /&gt;Pode a rua&lt;br /&gt;Não ir a nenhum lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o teu amor&lt;br /&gt;Esse, morre-me na palma&lt;br /&gt;Da mão, renasce em mim&lt;br /&gt;Sentido único da minha alma&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8589619252544381776?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8589619252544381776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/es-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8589619252544381776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8589619252544381776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/07/es-minha.html' title='És Minha'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SktMn0vAyxI/AAAAAAAAASQ/P3a-C9e4Td0/s72-c/amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1546331496829070190</id><published>2009-06-28T21:03:00.002+01:00</published><updated>2009-06-28T21:06:08.922+01:00</updated><title type='text'>Morte em contramão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkfNK-55lcI/AAAAAAAAASI/FczrLD4GGRg/s1600-h/morte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352472270721357250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkfNK-55lcI/AAAAAAAAASI/FczrLD4GGRg/s320/morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numas águas furtadas de Lisboa, rompe as entranhas de uma mulher uma criança cujo sexo ainda não se sabe, rapidamente envolvida em plásticos e despejada num caixote do lixo.&lt;br /&gt;No Sudão, na região do Darfur morre uma criança esquelética agarrada aos úberes secos da mãe já antes morta de desgosto de uma vida curta na convivência com a morte, a fome e a guerra cujas realidades foram de tal forma únicas que perece assim sem saber que algures àquilo que ela chama existir existem pessoas que lhe chamam vida.&lt;br /&gt;Numa favela do Rio de Janeiro cai fulminado por uma bala perdida um menino cujo sonho era ter uma bola… Morreu sem a ter.&lt;br /&gt;Num mercado em Bagdad, no Iraque um menino cujos pais não conheceu pedia esmola quando uma bomba incendiária o roubou à triste existência, morreu sem lágrimas nem lamentos.&lt;br /&gt;Em Calcutá na Índia nas margens do Ganges ouve-se vindo de uma ruela o grito agudo de uma menina cuja perna é cortada a sangue frio para assim, estropiada aplacar os corações e ser merecedora da iníqua esmola.&lt;br /&gt;Algures em Si-Chuan na china há um infantário com dezenas de meninas á espera que a inanição venha rápido e as livre de uma morte ainda mais sofrida.&lt;br /&gt;Em todas estas crianças apesar de não se conhecerem há pontos em comum:&lt;br /&gt;- Morreram sem saber dançar o “moonwalk”.&lt;br /&gt;- Nunca ouviram o “thriller”.&lt;br /&gt;- Nunca leram revistas de social sobre a triste vida de um milionário preto que queria ser branco.&lt;br /&gt;- Ninguém lhe depositou flores na embaixada do seu país.&lt;br /&gt;- Ninguém… Mas mesmo ninguém lhes chorou a morte.&lt;br /&gt;- Nenhum poeta lhes dedicou um poema.&lt;br /&gt;Morreram enfim, na contramão da hipocrisia atrapalhando o trânsito de mentes canoras que cantam o nascer do sol e desdenharam o seu sol-posto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1546331496829070190?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1546331496829070190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/morte-em-contramao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1546331496829070190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1546331496829070190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/morte-em-contramao.html' title='Morte em contramão'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkfNK-55lcI/AAAAAAAAASI/FczrLD4GGRg/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4946891216669041531</id><published>2009-06-26T17:11:00.002+01:00</published><updated>2009-06-26T17:14:42.469+01:00</updated><title type='text'>Morte ao negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkTz6nw26mI/AAAAAAAAASA/NP7wY4HkE7Q/s1600-h/borboleta"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351670445654862434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkTz6nw26mI/AAAAAAAAASA/NP7wY4HkE7Q/s320/borboleta" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Morte ao negro da ignorância,&lt;br /&gt;Morte ao negro do pedestal&lt;br /&gt;Que segura a fraca e efémera esconjura,&lt;br /&gt;Aviltante do livre pensamento,&lt;br /&gt;Em voo raso ou altaneiro,&lt;br /&gt;Porque o voo não se explica,&lt;br /&gt;Apreende-se e observa-se.&lt;br /&gt;Morte ao negro da intolerância,&lt;br /&gt;Morte ao negro do egocentrismo,&lt;br /&gt;Porque o voo da garça&lt;br /&gt;Não é menos belo&lt;br /&gt;Que o voo da andorinha.&lt;br /&gt;Será mais nobre o voo do falcão&lt;br /&gt;Que busca a caça no ar&lt;br /&gt;Ou o deambular do abutre&lt;br /&gt;Que espera despojos em terra?&lt;br /&gt;Só quero ter asas e voar,&lt;br /&gt;Intrépido e capaz&lt;br /&gt;Como a águia de altos voos,&lt;br /&gt;Lento e rasante&lt;br /&gt;Como o albatroz&lt;br /&gt;Em ponto de fuga,&lt;br /&gt;Frágil e tremente&lt;br /&gt;Como o beija-flor em equilíbrio.&lt;br /&gt;Morte ao negro de alma&lt;br /&gt;De quem empunha o fuzil&lt;br /&gt;Na tentativa de me cercear.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4946891216669041531?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4946891216669041531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/morte-ao-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4946891216669041531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4946891216669041531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/morte-ao-negro.html' title='Morte ao negro'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkTz6nw26mI/AAAAAAAAASA/NP7wY4HkE7Q/s72-c/borboleta' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5445490203640219424</id><published>2009-06-25T23:41:00.002+01:00</published><updated>2009-06-25T23:46:22.603+01:00</updated><title type='text'>medidas exactas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkP-OJVOFkI/AAAAAAAAAR4/Yzls7B38eCc/s1600-h/abraco_F.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351400301222827586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkP-OJVOFkI/AAAAAAAAAR4/Yzls7B38eCc/s320/abraco_F.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Queria poder parar o tempo&lt;br /&gt;No exacto instante do teu beijo&lt;br /&gt;Sentir nos lábios que me ofertas&lt;br /&gt;Um suave e eterno desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ele assim parado&lt;br /&gt;Na exacta medida do restolhar&lt;br /&gt;De dois corpos que se unem&lt;br /&gt;Com fome e sede se querem amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria esse beijo com a ânsia&lt;br /&gt;Que espero o teu perfume&lt;br /&gt;A envolvência que me arrebata&lt;br /&gt;E algures em mim solta o queixume&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando não estás&lt;br /&gt;A suave espera que te faço&lt;br /&gt;É a exacta medida do meu querer&lt;br /&gt;Ter-te enlaçada no meu abraço&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5445490203640219424?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5445490203640219424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/medidas-exactas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5445490203640219424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5445490203640219424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/medidas-exactas.html' title='medidas exactas'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkP-OJVOFkI/AAAAAAAAAR4/Yzls7B38eCc/s72-c/abraco_F.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1690647049666663408</id><published>2009-06-23T11:15:00.002+01:00</published><updated>2009-06-23T11:29:41.672+01:00</updated><title type='text'>Deus?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkCujPoJIsI/AAAAAAAAARw/7suvfU0LHv8/s1600-h/irmaos-na-morte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350468277829706434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkCujPoJIsI/AAAAAAAAARw/7suvfU0LHv8/s320/irmaos-na-morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Será porventura breve&lt;br /&gt;A passagem&lt;br /&gt;Quando os olhos se me cerrarem&lt;br /&gt;Por força do caixão das pálpebras&lt;br /&gt;Outro me cravarão em mortalha de cedro&lt;br /&gt;Não ouvirei as marteladas dos pregos&lt;br /&gt;Introduzidos na catacumba do silêncio&lt;br /&gt;Que enfim me envolverá.&lt;br /&gt;Nada me espera, eu sei,&lt;br /&gt;Que de espiritual e etéreo&lt;br /&gt;Temos o amor dos vivos que nos choram.&lt;br /&gt;Deus a existir não me quererá&lt;br /&gt;Por força da razão da minha recusa&lt;br /&gt;Em lhe aceitar os terrenos caprichos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1690647049666663408?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1690647049666663408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1690647049666663408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1690647049666663408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/deus.html' title='Deus?'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SkCujPoJIsI/AAAAAAAAARw/7suvfU0LHv8/s72-c/irmaos-na-morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4869679579124928147</id><published>2009-06-19T16:28:00.002+01:00</published><updated>2009-06-19T17:03:12.772+01:00</updated><title type='text'>das mulheres sobre os homens</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjuvwzDmF8I/AAAAAAAAARo/eNwvDvr60OI/s1600-h/vilhena.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349062235306465218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjuvwzDmF8I/AAAAAAAAARo/eNwvDvr60OI/s320/vilhena.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda em relação ao casamento e agora vendo pelo prisma feminino, também não lhe enxergo virtudes depois da primeira semana de união. Eu sei que depois vão dizer que não, que com vocês é diferente, que continuam muito apaixonadas mas cá entre nós sabemos que não é bem assim, que se tivessem a certeza que ele não lia vocês confessavam que sonham com o Brad Pitt enquanto ele vos calca a bexiga feito um rossinante. Não me digam que não pensam nos mimos que o Patrick Swayze prodigaliza à Demi Moore no fim daquela queca no “ghost” enquanto ressona esvaido aquele barrigudo de cerveja ao vosso lado, sim aquele mesmo que vos fez fazer poemas de amor de fazer corar a Espanca. – quem precisava ser espancada era eu por ter casado com esta cavalgadura – pensam vocês que eu sei. Bem, e quando o anormal começa a comer? Enche aquela boca de feijãopreto, ri-se com os dentes cobertos das cascas de feijão dando um ar de cariado á dentadura de mongolóide que ostenta enquanto arrota para gáudio dos miudos que logo o começam a imitar dando lugar a um concurso de arrotos que as tiram do sério. Eu ás vezes compreendo porque é que quando uma gaja põe os cornos ao marido ele arma uma cena de faca e alguidar, despeja com ela na rua e promove-a a soldado raso entre as meninas que decoram a esquina lá do prédio a partir das 12.00 da noite, mas quando é ao contrário, o anormal corneia a legitima, ela arma uma cena de baba e ranho durante uns dias mas depois perdoa-lhe. Ela chora por o gajo não ter ficado com a outra, e perdoa-lhe porque ele, a pensar que ela o ama muito, dá-lhe umas quecas mais parecidas com as performances que obtinha enquanto ela lhe dedicava poemas. Mas é rápida a mudança, logo, logo ele volta ao mesmo. Provação das provações, ele vai sair com os amigos para uma noite de copos, chega bêbado e com tesão (psicológico), vocês fazem de conta que dormem para ver se o abestunto desiste mas não, ele enfia mãos e outras coisas (moles) por tudo quanto é lado e depois enjoado do balanço vai para a casa de banho vomitar, vomita no lavatório, vomita na sanita, vomita no bidé e adormece deitado no sofá da sala a acusá-las de frigidas… Haja paciência…E depois tem aquela maniazinha de não levantar a tampa da sanita e deixar aquilo molhado para o seguinte que são vocês, apertar a bisnaga da pasta de dentes a meio e deixar o lavatório todo borrado de sabão da barba… - Mas é mesmo burro, não aprende… - além de que para cuidar dos filhos tem sempre uma desculpinha, que mete nojo mudar fralda, mas esquece-se que também mete nojo ouvir e cheirar os peidos dele. Mas minhas amigas não se queixem, enquanto têm filhos conseguem sempre partilhá-lo um pouco com alguém, quando os filhos se forem embora ele vai ficar tudinho para vocês e aí nem a vizinha do 5º esquerdo o vai querer por muito rodada que seja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4869679579124928147?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4869679579124928147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/das-mulheres-sobre-os-os-homens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4869679579124928147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4869679579124928147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/das-mulheres-sobre-os-os-homens.html' title='das mulheres sobre os homens'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjuvwzDmF8I/AAAAAAAAARo/eNwvDvr60OI/s72-c/vilhena.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5596506050331553828</id><published>2009-06-17T15:54:00.002+01:00</published><updated>2009-06-17T15:59:20.187+01:00</updated><title type='text'>PUSSY, PUSSY, come on in pussy lovers</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjkEvkkcYHI/AAAAAAAAARg/eVUFEm0Mip0/s1600-h/casamento.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348311247796068466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjkEvkkcYHI/AAAAAAAAARg/eVUFEm0Mip0/s320/casamento.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto muito de ver os poetas e poetisas a falar de amor, é o tema mais abordado, mais cantado, mais adorado. O amor é assim a modos que a água que nos rega e nos faz medrar se somos correspondidos, ou um pontapé entre as gambias (sim, naquele sitio!) se não é correspondido. E agora? Digam-me lá o que isso tem de poético, as senhoras podem não entender do que falo, mas os homens sabem muito bem o que custa um pontapé nos ditos cujos. Desafio esses mais choramingas que andam por aqui sempre a verter lágrimas de amor a escrever um poema com essa dor lancinante nos penduricalhos.&lt;br /&gt;E direis vós: - mas não e tal, áhh porque o amor tem muitas vezes um final feliz e mais não sei quê… - pois, digo eu, eu concordo mas esses finais felizes acabam irremediavelmente com um solene “e viveram felizes para sempre”, ou seja o casal de pombinhos deu como epilogo a esse grande amor que os fez verberar poemas de paixão, um casamento, ou vá lá, uma união de facto que é mais moderno. Ou seja são burros, mais lhes valia deixarem-se andar com essas lamechices de poemazinhos para lá, poemazinho para cá, gritos surdos no peito para lá, corações trespassados para cá. Vi aqui há uns tempos em qualquer lado que se o casamento fosse uma coisa boa não eram precisas testemunhas. E depois, vamos convir que é chato, a primeira semana ainda vá lá, mas acordar ao fim de trinta anos com uma dor no maxilar que uma gaja que dorme ao nosso lado nos enfiou com o cotovelo numa das mil voltas que dá na cama durante a noite, santa paciência… mas não se preocupem, depressa esquecem a dor no maxilar ao ver o susto de mulher que tem ao lado, a dormir num ar abandonado que num poema o poeta classificaria como ar angelical, mas não… A gaja ressona que se farta, produz por baixo dos lençóis gás natural que dá vontade de mandar os Ucranianos cortarem de vez relações com os russos, aquilo dava para canalizar até à Austrália. Mas se pensa que já passou tudo, está redondamente enganado, vem aí a manhã, a derradeira provação. Bem, se ela não lhe apetecer acordá-lo e interromper o sonho delicioso que está ter num terno cavalganço com a Maité Proença já está com sorte, mas de uma coisa não se safa, ao acordar estremunhado a resmungar com o despertador, com a ciática que não o larga, aquela comichão nas virilhas que o faz ter vontade cortar rentes as jóias da família, para além de tudo isso entra na casa de banho e vê aquela mulher com quem andou a desperdiçar poemas de amor, sentada no vaso sanitário com umas cuecas de gola alta penduradas nos tornozelos, o rosto vermelho de esforço na tentativa de excretar um urubu grossíssimo que insistiu em se prender aos esfíncteres e dali não sai nem ninguém o tira exalando um cheiro nauseabundo na casa de banho exígua, que dá sentido que se chame à merda do seu quarto o pomposo nome de suite. E quando um gajo sai para o trabalho ainda querem um beijo nos beiços, não queriam mais nada pois não? Depois somos nós que já não somos românticos… mas há romantismo que resista a isto? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5596506050331553828?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5596506050331553828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/pussy-pussy-come-on-in-pussy-lovers.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5596506050331553828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5596506050331553828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/pussy-pussy-come-on-in-pussy-lovers.html' title='PUSSY, PUSSY, come on in pussy lovers'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjkEvkkcYHI/AAAAAAAAARg/eVUFEm0Mip0/s72-c/casamento.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1379369129837334502</id><published>2009-06-14T12:50:00.002+01:00</published><updated>2009-06-14T12:55:11.006+01:00</updated><title type='text'>Um menino que me sorriu numa tarde de chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjTlFtAOTWI/AAAAAAAAARY/dE2X-9oEhJ8/s1600-h/nevoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347150543738260834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjTlFtAOTWI/AAAAAAAAARY/dE2X-9oEhJ8/s320/nevoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acendi um cigarro, formei uma bola de fumo na primeira baforada que expeli, o menino ofereceu-me um sorriso cariado, perante a façanha propositada para lhe desapertar o laço da língua, ficou assim com o sorriso castanho desenhado, olhitos brilhantes, pele já macerada:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Queres uma chiclete? – Perguntei-lhe. Abanou um dos ombros como que passando para mim essa decisão, a de ele querer ou não. Eu decidi que sim, e mandei o Jorge dar-lhe a chiclete.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Diz obrigado ao senhor – Ordenou a mãe numa tentativa de demonstrar que lhe ensinava boas maneiras. O menino desenhou de novo o sorriso primeiro para a mãe, depois para mim. A mãe desenhou outro sorriso, este farseiro de dente em falta, numa aparente disponibilidade que recusei com um desviar de olhar, virando-o de novo para o menino que acorria já ao chamamento da mãe. A rua desenhava-se nevoeiro dentro, salpicado pelos aguaceiros, indolentes as imagens desapareciam à medida que caminhavam. Caminham sempre as imagens, vêm não sei de onde mas sempre em rota de fuga no nevoeiro que as adensa. Até ao sorriso do menino… Adivinho-lhe o sumiço.O cigarro esquecido entre os dedos queimou-me as falanges.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vens? – Perguntou-me um amigo que me esperava para almoçar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1379369129837334502?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1379369129837334502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/um-menino-que-me-sorriu-numa-tarde-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1379369129837334502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1379369129837334502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/um-menino-que-me-sorriu-numa-tarde-de.html' title='Um menino que me sorriu numa tarde de chuva'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjTlFtAOTWI/AAAAAAAAARY/dE2X-9oEhJ8/s72-c/nevoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8242802370992075979</id><published>2009-06-10T22:24:00.003+01:00</published><updated>2009-06-10T22:32:47.496+01:00</updated><title type='text'>Amor vertido pelo chão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjAlhQuyMSI/AAAAAAAAARQ/vlmLLgx0mns/s1600-h/nude3alexanderklevanpoedb2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345814011045884194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjAlhQuyMSI/AAAAAAAAARQ/vlmLLgx0mns/s320/nude3alexanderklevanpoedb2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Arrancas-me os botões&lt;br /&gt;Em pressas compassadas&lt;br /&gt;Espalhas pelo chão o amor&lt;br /&gt;De suspiros e lágrimas brotadas&lt;br /&gt;Desarrumas-me os sentidos&lt;br /&gt;Vertes-me a alma aos teus pés&lt;br /&gt;Um desarranjo consentido&lt;br /&gt;Entre cadeiras, sofás e canapés&lt;br /&gt;Arrastas-me para a tua cama&lt;br /&gt;Vertes a tua alma no meu corpo&lt;br /&gt;Desenho-to e rasgo-te em linho&lt;br /&gt;Debruo-te a martelo e escopro&lt;br /&gt;Emaranhado de suor, sol e lua&lt;br /&gt;Não descrevem o paroxismo,&lt;br /&gt;Não vertem corpos escaldados,&lt;br /&gt;Verto-te eu no ventre, meu abismo.&lt;br /&gt;Entro sol alto, saio lua cheia&lt;br /&gt;Que ilumina o meu andar&lt;br /&gt;Felino esgueirado nas sombras&lt;br /&gt;Seguido pelo teu doce olhar&lt;br /&gt;Rasgos de corpos vertidos&lt;br /&gt;E nascidos para se amar&lt;br /&gt;Consentido pelo chão&lt;br /&gt;De um amor por arrumar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8242802370992075979?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8242802370992075979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/arrancas-me-os-botoes-em-pressas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8242802370992075979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8242802370992075979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/arrancas-me-os-botoes-em-pressas.html' title='Amor vertido pelo chão'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SjAlhQuyMSI/AAAAAAAAARQ/vlmLLgx0mns/s72-c/nude3alexanderklevanpoedb2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4968846393086588255</id><published>2009-06-04T14:39:00.002+01:00</published><updated>2009-06-04T14:43:59.703+01:00</updated><title type='text'>Não vás para longe</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SifPmJFJHZI/AAAAAAAAARI/Ve4RcEF_Tac/s1600-h/saudade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343467737077849490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SifPmJFJHZI/AAAAAAAAARI/Ve4RcEF_Tac/s320/saudade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não te escrevo há tanto tempo&lt;br /&gt;Que me morde de ti a saudade&lt;br /&gt;Colaste-me na doce lembrança&lt;br /&gt;Ferras-me o amargo da contrariedade&lt;br /&gt;De saber que algures te possuo&lt;br /&gt;De sentir que a mim te queres dar&lt;br /&gt;Adivinhar-te em doce espera&lt;br /&gt;Do beijo que em ti vou poisar&lt;br /&gt;Distância efémera, a que nos separa&lt;br /&gt;Afago cálido, eterna esperança&lt;br /&gt;De em cada partida que encetas&lt;br /&gt;Seja o regresso a doce confiança&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4968846393086588255?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4968846393086588255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/nao-vas-para-longe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4968846393086588255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4968846393086588255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/06/nao-vas-para-longe.html' title='Não vás para longe'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SifPmJFJHZI/AAAAAAAAARI/Ve4RcEF_Tac/s72-c/saudade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6502575611892111265</id><published>2009-05-27T11:42:00.002+01:00</published><updated>2009-05-27T11:45:25.696+01:00</updated><title type='text'>Aquele amor de verão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sh0ZvGIwpDI/AAAAAAAAARA/uAdwXoB5aDk/s1600-h/menina+na+praia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340453030023177266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sh0ZvGIwpDI/AAAAAAAAARA/uAdwXoB5aDk/s320/menina+na+praia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Naquele verão em que te conheci&lt;br /&gt;Na praia ventosa e desmaiada&lt;br /&gt;Aos pés da serra que se escondia&lt;br /&gt;Da tua bela figura apetecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encoberta pelo nevoeiro da manhã&lt;br /&gt;Espreitava entre as nuvens lá no alto&lt;br /&gt;Meu olhar envergonhado e tímido&lt;br /&gt;Meu coração em sobressalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixavas as pegadas na areia&lt;br /&gt;Leve como a brisa que cheirava&lt;br /&gt;Contentava-me tão só em beijar&lt;br /&gt;O chão que o teu pé pisava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava as ondas que desfaleciam&lt;br /&gt;Na praia, nesse terno verão&lt;br /&gt;Sentia-me essa vaga compassada&lt;br /&gt;Maré cheia da minha paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite junto ao velho barco&lt;br /&gt;Com a lua como testemunha&lt;br /&gt;Contava as estrelas, com os beijos&lt;br /&gt;Que a tua boca na minha punha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo ainda em contra luz&lt;br /&gt;Na madrugada rarefeita,&lt;br /&gt;Do teu corpo entrelaçado&lt;br /&gt;No meu, em felicidade perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6502575611892111265?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6502575611892111265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/aquele-amor-de-verao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6502575611892111265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6502575611892111265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/aquele-amor-de-verao.html' title='Aquele amor de verão'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sh0ZvGIwpDI/AAAAAAAAARA/uAdwXoB5aDk/s72-c/menina+na+praia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4794827059392372783</id><published>2009-05-26T10:57:00.004+01:00</published><updated>2009-05-26T11:09:38.965+01:00</updated><title type='text'>Dia europeu do(a) vizinho(a)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shu-SeMuN2I/AAAAAAAAAQ4/7wpR080Lhv0/s1600-h/vizinha.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340071007731201890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shu-SeMuN2I/AAAAAAAAAQ4/7wpR080Lhv0/s320/vizinha.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu estou admirado, então onde estão aqueles que acorrem a lembrar-nos dos dias temáticos? É o dia dos namorados já andam uma semana antes a poluir o site com poemas inflamados dedicados aquela (e) a quem andam a fazer olhos de carneiro mal morto. Vem a Páscoa então…é um autêntico lixo virtual. E no natal? Lembram-se todos de ser bonzinhos, é paz e amor para aqui, menino nas palhinhas para ali… prolongam aquilo ao máximo do desespero e da paciência. Já para não falar daquelas coisas de cortes de energia, de andarmos todos de bicicleta, essas então moem-me o juízo. E então hoje? Ninguém diz nada? Pois é… hoje é o dia europeu do vizinho. Por isso a besta do meu vizinho do 2º direito hoje me cumprimentou no elevador. Eu resmunguei-lhe uma resposta á laia de cumprimento, uma forma de o mandar para o raio que o parta em surdina. Pois, tem que ser em surdina que o gajo é um autêntico armário. Mas agora percebi a insistência da vizinha do quinto esquerdo numa visita minha logo á noite que o marido está deslocado para as obras de um qualquer centro comercial lá para os lados de Lisboa (que aquela gente só quer centros comerciais). Tenho para mim que me vai obsequiar com um dia dos namorados antecipado em jeito de celebração por tão bonito dia. Por isso hoje decidi ser simpático com os vizinhos, não escarrar na entrada do anormal do 6º direito que estende a roupa por cima da minha. Não dizer á velha esclerosada do 4º frente o quanto me irritam os gatos dela e o chilrear dos periquitos que põe na varanda. Não riscar o carro do paspalho do R/C que gosta de o estacionar debaixo daquela árvore que dá sombra á qual tenho direito porque vivo lá há mais tempo. Hoje, mas só hoje e por ser o dia que é, não vou dizer aos meus fedelhos para mijarem da varanda para o terraço do abstunto do r/c que se me adiantou na compra do apartamento perdendo eu a oportunidade de ter uma churrasqueira no apartamento, além de que um terraço dá sempre jeito para esticar uma rede e bater umas sornas á tarde. Hoje se partir o retrovisor do gajo que tem lugar de garagem ao lado do meu, vou tentar pô-lo direito e aí sim, se não conseguir não ficarei com problemas de consciência por não lhe deixar um bilhete a avisar. E para celebrar até estou a pensar em fazer-me convidado para comer uma fatia de bolo no fim do trabalho na casa do bigodes do 3º dir. e depois para fechar o dia em beleza vou fazer a visita á tal vizinha, coitada que se deve sentir tão só…  Só espero que tenha feito a depilação.&lt;br /&gt;Eu sou um vizinho fantástico…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4794827059392372783?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4794827059392372783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/dia-europeu-doa-vizinhoa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4794827059392372783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4794827059392372783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/dia-europeu-doa-vizinhoa.html' title='Dia europeu do(a) vizinho(a)'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shu-SeMuN2I/AAAAAAAAAQ4/7wpR080Lhv0/s72-c/vizinha.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-727657723629016427</id><published>2009-05-24T21:59:00.002+01:00</published><updated>2009-05-24T22:00:51.504+01:00</updated><title type='text'>Ser pobre um dia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shm1fOTmqLI/AAAAAAAAAQw/CQAodMBILXI/s1600-h/pobre-maos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339498381245327538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shm1fOTmqLI/AAAAAAAAAQw/CQAodMBILXI/s320/pobre-maos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O João da Nora trabalha no campo&lt;br /&gt;Rompe a pele em cabo de enxada&lt;br /&gt;Trabalha também na fábrica&lt;br /&gt;Rompe os pulmões até de madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira a bosta de boi durante o dia&lt;br /&gt;O amoníaco ácido durante a noite&lt;br /&gt;Que lhe queima os pulmões e o cérebro&lt;br /&gt;A jorna acaba dorida como um açoite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva na lancheira o pão e a tristeza&lt;br /&gt;Por todos os poros arrota desgraças&lt;br /&gt;Já não é novo, ele sabe-o e sente-o&lt;br /&gt;Roga ao Senhor, lhe traga novas graças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pede muito o João, velho&lt;br /&gt;Embora de idade seja novo&lt;br /&gt;Pede o direito á diferença&lt;br /&gt;Entre os velhos deste povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha os olhos ajoelhado ao Altar&lt;br /&gt;E pede a graça de ser pobre um dia&lt;br /&gt;Para que assim não o seja todos os dias&lt;br /&gt;Que lhe renove uma vida sem agonia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-727657723629016427?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/727657723629016427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/ser-pobre-um-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/727657723629016427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/727657723629016427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/ser-pobre-um-dia.html' title='Ser pobre um dia...'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Shm1fOTmqLI/AAAAAAAAAQw/CQAodMBILXI/s72-c/pobre-maos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4771017461574781464</id><published>2009-05-21T22:44:00.003+01:00</published><updated>2009-05-21T22:45:43.997+01:00</updated><title type='text'>Oh Danny Boy over the green fields of our beloved Ireland</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShXLcWBMCtI/AAAAAAAAAQo/M5NT8dEhJok/s1600-h/743792_not_fot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338396621124930258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShXLcWBMCtI/AAAAAAAAAQo/M5NT8dEhJok/s320/743792_not_fot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ès Celta Danny Boy&lt;br /&gt;Vens lá dos confins da história&lt;br /&gt;Orgulhoso dos verdes campos&lt;br /&gt;Da tua Irlanda pátria e glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta a cabeça Danny Boy&lt;br /&gt;Não cai sobre ti a vergonha&lt;br /&gt;Continua a tua marcha de orgulho&lt;br /&gt;Mostra-nos a tua face risonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino pobre acolhido&lt;br /&gt;Pela igreja que te traiu&lt;br /&gt;Escravo, te fizeram e possuíram&lt;br /&gt;Na casa que te instituiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue-te Danny Boy&lt;br /&gt;Que não é tua a peçonha&lt;br /&gt;Tua, são os verdes da Irlanda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que verguem eles a feia carantonha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4771017461574781464?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4771017461574781464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/oh-danny-boy-over-green-fields-of-our.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4771017461574781464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4771017461574781464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/oh-danny-boy-over-green-fields-of-our.html' title='Oh Danny Boy over the green fields of our beloved Ireland'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShXLcWBMCtI/AAAAAAAAAQo/M5NT8dEhJok/s72-c/743792_not_fot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8196492835214626851</id><published>2009-05-20T11:27:00.002+01:00</published><updated>2009-05-20T11:28:22.782+01:00</updated><title type='text'>Poema a um Mulherão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShPbQIFJFcI/AAAAAAAAAQg/8BlytzK7RaM/s1600-h/bruxelas01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337851053457610178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShPbQIFJFcI/AAAAAAAAAQg/8BlytzK7RaM/s320/bruxelas01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Avó Maria, baixinha e anafada&lt;br /&gt;Carrega o neto pela escada&lt;br /&gt;Com cuidado o mergulha na tina&lt;br /&gt;Para um banho em água temperada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já adulto e sem tino nem razão&lt;br /&gt;O neto só abana as mãos e a cabeça&lt;br /&gt;Em jeito de agradecimento&lt;br /&gt;Esperando que o passeio aconteça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lavado e perfumado&lt;br /&gt;Coloca-o a peso na cadeira&lt;br /&gt;E vai apanhar o catorze&lt;br /&gt;Que pára na pasteleira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrega-o no autocarro&lt;br /&gt;Perante o olhar indiferente&lt;br /&gt;Do motorista e do passageiro&lt;br /&gt;Adulto imbecil e velha indigente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai a avó Maria do catorze&lt;br /&gt;Apanha o metro para o hospital&lt;br /&gt;Em dia de tratamento físico&lt;br /&gt;Para seu neto doente mental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonado pela mãe&lt;br /&gt;Esquecido pelo pai, seu filho&lt;br /&gt;Que a abandonou também&lt;br /&gt;E a deixou neste andarilho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque não o interna aqui?”&lt;br /&gt;Pergunta-lhe o médico no hospital&lt;br /&gt;“E quem me ensinaria a amar?”&lt;br /&gt;Pergunta a avó em ar normal&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8196492835214626851?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8196492835214626851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/poema-um-mulherao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8196492835214626851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8196492835214626851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/poema-um-mulherao.html' title='Poema a um Mulherão'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShPbQIFJFcI/AAAAAAAAAQg/8BlytzK7RaM/s72-c/bruxelas01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1501240914500162884</id><published>2009-05-19T10:53:00.002+01:00</published><updated>2009-05-19T10:54:59.785+01:00</updated><title type='text'>O amor da minha vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShKB7ZRtoNI/AAAAAAAAAQY/IX_zx3LiiLQ/s1600-h/utopia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337471365784903890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShKB7ZRtoNI/AAAAAAAAAQY/IX_zx3LiiLQ/s320/utopia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vou-te continuar a seguir&lt;br /&gt;Ainda que me digam e berrem&lt;br /&gt;Que não tenho razão&lt;br /&gt;Quero-te antes que os olhos se cerrem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão com que te sigo&lt;br /&gt;Está na força do meu querer&lt;br /&gt;No chão que piso e calcorreio&lt;br /&gt;No horizonte de vista a perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não perco a vontade&lt;br /&gt;Nem sequer na corrida o norte&lt;br /&gt;Busco-te em demandas loucas&lt;br /&gt;Quero-te antes da minha morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não te encontrar&lt;br /&gt;Quero nessa busca morrer&lt;br /&gt;Que de mim se diga que morri&lt;br /&gt;Na tentativa de te conhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não te veja&lt;br /&gt;Quero a tua face beijar&lt;br /&gt;No leito de esperança em que vivo&lt;br /&gt;Quero que nua e rara me venhas abraçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolve-me o teu longo e doce abraço&lt;br /&gt;Leva-me nos firmamentos em que navegas&lt;br /&gt;Utopia amada, como te quero e amo&lt;br /&gt;Utopia, nunca cansas dos sonhos que carregas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1501240914500162884?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1501240914500162884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/o-amor-da-minha-vida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1501240914500162884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1501240914500162884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/o-amor-da-minha-vida.html' title='O amor da minha vida'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ShKB7ZRtoNI/AAAAAAAAAQY/IX_zx3LiiLQ/s72-c/utopia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7055787982830517017</id><published>2009-05-15T23:49:00.003+01:00</published><updated>2009-05-15T23:53:00.957+01:00</updated><title type='text'>essa palavra, liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sg3yIuQzblI/AAAAAAAAAQQ/maB696Emrg4/s1600-h/liberdade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336187365175291474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sg3yIuQzblI/AAAAAAAAAQQ/maB696Emrg4/s320/liberdade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Surge-nos a ilha assim de momento&lt;br /&gt;Banhada por intolerância a poente&lt;br /&gt;Causa-nos estranheza que resista&lt;br /&gt;Ás vagas da inquisição a nascente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertou-se da gravata e do laço&lt;br /&gt;Maculou o alvo colarinho&lt;br /&gt;Verberou o ímpio maldizente&lt;br /&gt;Mostrou afilado o feio focinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançou sobre ela a matilha&lt;br /&gt;De raivosos e de ira lançados&lt;br /&gt;Sobre ela que é tua e minha&lt;br /&gt;Os cães, rafeiros de toga trajados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a palavra não se deixa vencer&lt;br /&gt;Vive mesmo quando fala de morte&lt;br /&gt;É ilha altaneira cume de rocha&lt;br /&gt;Que as vagas e outro tipo de sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que monstruosas e diletantes&lt;br /&gt;É essa soma que escreve verdade&lt;br /&gt;É por um simples conjunto de letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que se escreve palavra e liberdade&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7055787982830517017?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7055787982830517017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/essa-palavra-liberdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7055787982830517017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7055787982830517017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/essa-palavra-liberdade.html' title='essa palavra, liberdade'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sg3yIuQzblI/AAAAAAAAAQQ/maB696Emrg4/s72-c/liberdade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2160722452378213835</id><published>2009-05-13T22:02:00.002+01:00</published><updated>2009-05-13T22:05:06.172+01:00</updated><title type='text'>A sina da minha aldeia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sgs19MFnl8I/AAAAAAAAAQI/6xh6A_dFBbk/s1600-h/votar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335417508883568578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sgs19MFnl8I/AAAAAAAAAQI/6xh6A_dFBbk/s320/votar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do alto da serra o vento espreita&lt;br /&gt;A neblina clara e fria mais abaixo&lt;br /&gt;Vislumbra telhados fugazes&lt;br /&gt;Na povoação que se esconde debaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequena aldeia empedrada&lt;br /&gt;De paciência e suor construída&lt;br /&gt;Teimosa, rompe os ventos&lt;br /&gt;E a tempestade empedernida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dias de sol e flores de estio&lt;br /&gt;Espreguiça-se dolente serra acima&lt;br /&gt;Serpenteia os riachos cantantes&lt;br /&gt;Deslumbra quem se aproxima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconde um segredo a velha aldeia,&lt;br /&gt;No granito cinzento que a compõe&lt;br /&gt;Vive as gentes desta terra esquecida&lt;br /&gt;Esquecidos por quem deles dispõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mesmas mãos que a construíram&lt;br /&gt;Entra o papelucho na preta urna&lt;br /&gt;Com uma cruz num boneco qualquer&lt;br /&gt;Alarve, eleito espera qu’essa gente durma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo segredo, já há muito&lt;br /&gt;Deixou de ser, cochichado a preceito&lt;br /&gt;choram-se da miséria e da fome&lt;br /&gt;A que os votou quem foi eleito&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2160722452378213835?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2160722452378213835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/sina-da-minha-aldeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2160722452378213835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2160722452378213835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/sina-da-minha-aldeia.html' title='A sina da minha aldeia'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sgs19MFnl8I/AAAAAAAAAQI/6xh6A_dFBbk/s72-c/votar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-661219166341632633</id><published>2009-05-13T15:54:00.002+01:00</published><updated>2009-05-13T15:55:26.852+01:00</updated><title type='text'>Inutilidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgrfV3PdVXI/AAAAAAAAAQA/ETj2z1FE9W4/s1600-h/sorte.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335322275272807794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgrfV3PdVXI/AAAAAAAAAQA/ETj2z1FE9W4/s320/sorte.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O dia caiu maduro coberto pela noite&lt;br /&gt;O sol pôs-se nesse dia a nascente&lt;br /&gt;Na elipse que descreveu, prometeu&lt;br /&gt;Nascer no outro dia a poente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rios viraram ao contrário&lt;br /&gt;Inverteram o sentido da corrente&lt;br /&gt;Começaram a nascer no mar&lt;br /&gt;E a desaguar na ínfima nascente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua envergonhada não mais namorou&lt;br /&gt;De lua cheia virou quarto crescente&lt;br /&gt;E veio para quarto minguante&lt;br /&gt;Perdeu o brilho de beleza aparente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secou o mar e secaram as fontes&lt;br /&gt;Secou o brilho dos teus olhos salgados&lt;br /&gt;Vencidos pela força da intempérie&lt;br /&gt;Cristalizaram lábios outrora molhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida deixou de se chamar assim&lt;br /&gt;Na impossibilidade da morte&lt;br /&gt;Sem sentido, existência inútil&lt;br /&gt;À vida passou-se a chamar sorte&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-661219166341632633?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/661219166341632633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/inutilidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/661219166341632633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/661219166341632633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/inutilidades.html' title='Inutilidades'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgrfV3PdVXI/AAAAAAAAAQA/ETj2z1FE9W4/s72-c/sorte.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2373222056065827209</id><published>2009-05-12T18:22:00.002+01:00</published><updated>2009-05-12T18:23:19.706+01:00</updated><title type='text'>O velho que morreu sem ver o mar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmwgA35YgI/AAAAAAAAAP4/0NRx5pvHA_c/s1600-h/pastor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334989297633812994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmwgA35YgI/AAAAAAAAAP4/0NRx5pvHA_c/s320/pastor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Velho como a serra que calcorreia,&lt;br /&gt;De perna bamba, às costas o cajado,&lt;br /&gt;Barba rala, nariz adunco, pele macerada&lt;br /&gt;Por companhia leva as ovelhas ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suja e gasta presa nos finos ossos&lt;br /&gt;A carne que lhe resta entremeada na pele&lt;br /&gt;O velho caminha sem destino e sem lar&lt;br /&gt;Exaurido pelos anos que das narinas expele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barqueiro sem barco, nem jangada&lt;br /&gt;Em rio sem vida de margem estreita&lt;br /&gt;Sobe a serra em passo dolente&lt;br /&gt;Na busca de pasto e da paisagem perfeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos olhos reflecte o verde dos montes&lt;br /&gt;Mas era o azul imenso que ele queria,&lt;br /&gt;Do grande rio sem margens, que lhe falam&lt;br /&gt;As gentes que dali saíram um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rio imenso onde pastaria sonhos&lt;br /&gt;Perdido no alcance da margem inatingível.&lt;br /&gt;Lá onde o céu se une a esse rio&lt;br /&gt;Podia ser então o seu sonho possível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser menino outra vez e nos pés ter areia,&lt;br /&gt;Não a terra ingrata que nunca o soube amar,&lt;br /&gt;Morrer desfalecido na visão do azul,&lt;br /&gt;Do imenso azul do céu e do mar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2373222056065827209?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2373222056065827209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/o-velho-que-morreu-sem-ver-o-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2373222056065827209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2373222056065827209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/o-velho-que-morreu-sem-ver-o-mar.html' title='O velho que morreu sem ver o mar'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmwgA35YgI/AAAAAAAAAP4/0NRx5pvHA_c/s72-c/pastor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6554613288118881654</id><published>2009-05-12T15:24:00.003+01:00</published><updated>2009-05-12T15:25:52.971+01:00</updated><title type='text'>Templo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmGwYOqztI/AAAAAAAAAPw/DqHaFpBfmk0/s1600-h/afrodite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334943399292882642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmGwYOqztI/AAAAAAAAAPw/DqHaFpBfmk0/s320/afrodite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Busco a manhã nos teus olhos&lt;br /&gt;O orvalho que te escorre na íris&lt;br /&gt;Te limpa o rosto beija-te os seios&lt;br /&gt;Teu ventre abençoado por Osíris&lt;br /&gt;Terra mar e ar confundem-se&lt;br /&gt;No horizonte do amor que te sinto&lt;br /&gt;Afrodite do meu imaginário&lt;br /&gt;Tornas-me de ti Baco faminto&lt;br /&gt;Saboreio-te aos gomos&lt;br /&gt;Pedaço a pedaço em oração&lt;br /&gt;Descubro o teu santuário&lt;br /&gt;Oráculo do meu coração&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6554613288118881654?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6554613288118881654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/templo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6554613288118881654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6554613288118881654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/templo.html' title='Templo'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgmGwYOqztI/AAAAAAAAAPw/DqHaFpBfmk0/s72-c/afrodite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3912166945468085428</id><published>2009-05-07T16:33:00.002+01:00</published><updated>2009-05-07T16:34:34.560+01:00</updated><title type='text'>memórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgL_fY3Lg6I/AAAAAAAAAPo/xmz3n8rf1ZQ/s1600-h/geers01a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333105823475008418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgL_fY3Lg6I/AAAAAAAAAPo/xmz3n8rf1ZQ/s320/geers01a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou um rapazinho com uma memória excelente, diria mais até portentosa. A minha mãe ainda hoje se admira das coisas que sou capaz de ir buscar ao baú das recordações. Fica pasmada por exemplo quando falo da primeira recordação de que me lembro, uma coisa do outro mundo, diz ela. Indo aos primórdios da minha existência tenho como primeira recordação ter ido a um piquenique com o meu pai, e vir com a minha mãe. Lembro com exactidão o tinto carrascão que o meu pai levou como parte operante nesse convívio que depois me deu uma azia tamanha que ainda hoje sofro dela.&lt;br /&gt;Enquanto (quase) toda a gente só começa a ter recordações a partir dos 4-5 anos de idade, eu nessa altura já brincava aos médicos e enfermeiros com a Zé (Maria José – nome fictício porque a mocinha hoje é casada e mãe de filhos e o marido pode ficar chateado), lembro as borbulhas nas nádegas na hora em que lhe ia dar as picas (este tratamento era medicado para todas as maleitas que a mocinha se queixasse, fosse constipações ou diarreia), a cuequinha branca que afastava para meio das coxas da rapariguinha e sentia crescer em mim coisas que só muito depois fui capaz de explicar pese embora a minha inteligência avançada para a idade. Mesmo a mocinha que passados alguns anos era afoita a tratamentos desse tipo e nessa altura também ela detentora de uma excelente capacidade de interpretação não percebia essa minha elevação de espírito.&lt;br /&gt;Lembro os beijos que a Rita me dava para me ensinar a beijar de língua (nome também fictício por motivos óbvios). A Rita era um pedaço mais velha que eu, já sabia o que fazia e decidiu ser minha professora nessa nobre arte de beijar e consequências tais. Ainda hoje me diz a rapariga que eu fui o melhor aluno dela. Entrevejo na memória desses instantes o decote generoso onde ela me metia a mão para me explicar como se apalpavam os dilectos úberes de que era possuidora. De como me impulsionava pelas ancas numa pura demonstração da nobre arte de cavalgar toda a sela.&lt;br /&gt;Lembro a minha catequista da comunhão solene (ai, a Natália!) o quanto me martirizava os joelhos nas longas rezas que me punha a fazer, porque foi ela que me deu a conhecer a verdadeira noção do pecado, ainda hoje lhe agradeço por isso, lembro as mimosas amarelas no meio do monte e dos problemas que tínhamos em descobrir as cuecas dela (também amarelas) arrancadas no frisson e jogadas Deus sabe lá onde (estão a ver a importância do catecismo aqui?).&lt;br /&gt;Já no colégio interno saltava os muros para ir ter com a Cristina, sábia na arte de se fazer santa e na arte do cavalgar. Essa mostrou-me como é bom por vezes ser passivo, entregar as rédeas e ser sela, cavalgadas em disparada…&lt;br /&gt;Um dia…continuo… ( não queriam mais nada pois não?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3912166945468085428?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3912166945468085428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/memorias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3912166945468085428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3912166945468085428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/memorias.html' title='memórias'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgL_fY3Lg6I/AAAAAAAAAPo/xmz3n8rf1ZQ/s72-c/geers01a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1506752112277457731</id><published>2009-05-05T22:14:00.002+01:00</published><updated>2009-05-05T22:16:34.326+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgCspW7664I/AAAAAAAAAPg/BQhfD2OwLtQ/s1600-h/friendship2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332451785338186626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgCspW7664I/AAAAAAAAAPg/BQhfD2OwLtQ/s320/friendship2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em correria pelos campos&lt;br /&gt;Nos jogos de pião e arca&lt;br /&gt;Ao botão e á macaca&lt;br /&gt;É o teu sorriso que me abarca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelo ao vento, coração aberto&lt;br /&gt;Nas calçadas dos meninos&lt;br /&gt;Nas ruas que são nossas&lt;br /&gt;Espalhamos amores e carinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dás-me o bilhete às escondidas&lt;br /&gt;Em papel de linhas e perfumado&lt;br /&gt;Que leio escondido de sorriso aberto&lt;br /&gt;Sonhar-te sempre ao meu lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreito sem que ninguém veja&lt;br /&gt;Ao passar a tua casa como por acidente&lt;br /&gt;A janela do teu quarto entre as cortinas&lt;br /&gt;Na esperança do teu sorriso complacente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é tão lindo o teu sorriso&lt;br /&gt;Tão doce a tua forma de amar&lt;br /&gt;Um bem-querer que me desatina&lt;br /&gt;Sempre que vou sem te olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me à noite a rezar&lt;br /&gt;À Sta Rita, ao Sr. da Cruz&lt;br /&gt;Para que leias o recado&lt;br /&gt;Que no parapeito te pus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco encontro no mesmo sítio&lt;br /&gt;Testemunha dos amores.&lt;br /&gt;O campanário da aldeia&lt;br /&gt;Ri-se dos nossos ardores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será inveja dos teus lábios doces?&lt;br /&gt;Cujo sabor te roubo a medo,&lt;br /&gt;No aconchego do teu doce abraço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero-te amar assim em segredo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1506752112277457731?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1506752112277457731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/em-correria-pelos-campos-nos-jogos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1506752112277457731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1506752112277457731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/em-correria-pelos-campos-nos-jogos-de.html' title=''/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgCspW7664I/AAAAAAAAAPg/BQhfD2OwLtQ/s72-c/friendship2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4533250061372694898</id><published>2009-05-05T12:46:00.003+01:00</published><updated>2009-05-05T12:49:01.861+01:00</updated><title type='text'>Retalho XIX Água conspurcada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAnPryJV8I/AAAAAAAAAPY/p---CbkEBkU/s1600-h/tanque2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332305109211240386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAnPryJV8I/AAAAAAAAAPY/p---CbkEBkU/s320/tanque2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhava a água que descia do rego cavado no granito encaminhando-se para o grande tanque comunitário onde as mulheres da aldeia lavavam a roupa, a água limpa e translúcida que desabava em correria sobre a outra já azulada e espumosa pelas mil lavagens das mil peças de roupa que as mil mulheres carpideiras de mil sofrimentos ali lavavam. O Artur morrera, disseram-lhe assim como se fosse uma coisa normal. E ela parara ali a contemplar a água fria e cristalina ainda livre do conspurco da roupa suja, lembrando quando se casara, a lua-de-mel, as promessas de amor eterno, a melena oleosa na frente dos olhos, o corpo poderoso que por instantes fugazes a fizera feliz, lá atrás, muito lá atrás… seguindo-lhe o curso descendente olhou a água já suja do sabão, das fraldas pestilentas, dos lençóis manchados, das camisolas suadas, das cuecas embotadas, tantas das mais de mil que já lhe passaram pelas mãos cortadas pelo frio daquela água e do químico do sabão. Só se ouvia o som da água a cair no tanque, as outras mulheres estavam em silêncio tentando adivinhar o que lhe ia na alma. A morte era algo normal, vivida e chorada por todos e depressa esquecida embora estas mortes não fossem normais. Odete recolheu vagarosamente o lençol que tinha em mãos já torcido, caminhou lentamente em direcção ao pequeno terreno elevado acima do tanque e começou a estender o lençol aos tímidos e teimosos raios de sol que espreitavam entre as nuvens ameaçadoras. Mas era preciso aproveitar o sol em Janeiro… estendeu maquinal e cuidadosamente o lençol, que não mais aconchegaria o seu Artur, não mais testemunharia as estaladas que ele lhe dava, nem os seus estertores orgásticos que a deixavam dorida e conspurcada como a água do tanque. A confusão instalara-se-lhe na alma de uma forma que não conseguia destrinçar, se era alivio se era sofrimento o que sentia… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4533250061372694898?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4533250061372694898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/retalho-xix-agua-conspurcada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4533250061372694898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4533250061372694898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/retalho-xix-agua-conspurcada.html' title='Retalho XIX Água conspurcada'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAnPryJV8I/AAAAAAAAAPY/p---CbkEBkU/s72-c/tanque2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-667550238520486232</id><published>2009-05-05T10:36:00.004+01:00</published><updated>2009-05-05T10:47:51.195+01:00</updated><title type='text'>Diário de Bordo II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAKtguNSWI/AAAAAAAAAPQ/FEHPPwe5WkE/s1600-h/diario+de+bordo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332273735800801634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAKtguNSWI/AAAAAAAAAPQ/FEHPPwe5WkE/s320/diario+de+bordo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAKZJ-ZXoI/AAAAAAAAAPI/auOBB5C5X7M/s1600-h/diario+de+bordo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAJn0wQrtI/AAAAAAAAAPA/OLMljKveeA8/s1600-h/diario+de+bordo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já fui cardume em correria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelos rápidos deste rio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Roí as malhas da paciência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deste rede que me estenderam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quis virar a própria corrente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Virei peixe em sentido ascendente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vogo agora em contra ciclo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subo o rio, liberto do estuário&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da foz que todos partilham.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou subindo, espartilhado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas margens que afunilam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em direcção á nascente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alheio á força em sentido descendente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faço dos predadores que me buscam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De dente em riste, e garra afiada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da guerra que lhes enceto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mote da minha viagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Peixe alado contra as levadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Determinado e consciente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes morto nesta subida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que vivo na temperança complacente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-667550238520486232?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/667550238520486232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/diario-de-bordo-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/667550238520486232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/667550238520486232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/05/diario-de-bordo-ii.html' title='Diário de Bordo II'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SgAKtguNSWI/AAAAAAAAAPQ/FEHPPwe5WkE/s72-c/diario+de+bordo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3981691329514305403</id><published>2009-04-30T14:57:00.001+01:00</published><updated>2009-04-30T14:59:05.737+01:00</updated><title type='text'>lançamento da minha editora</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfmuo4nC4JI/AAAAAAAAAO4/7BmB1VWle40/s1600-h/toque2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330483651383845010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfmuo4nC4JI/AAAAAAAAAO4/7BmB1VWle40/s320/toque2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando corpo a um sonho tido numa noite que adormeci bêbado pendurado pelo pescoço no bordo de uma sanita nojenta numa casa de passe lá para os lados do intendente, decidimos eu e uns sócios de bebedeiras e carrispanas várias, formar uma editora que desse voz ao singelo orgulho que assola o peito dos poetas. Decidimos dar-lhe o nome de “toque rectal, edições e outras merdas”. E “toque rectal” porquê? Perguntareis vós. Simples… O toque rectal é uma coisa incómoda (quem já o fez sabes disso) mas ser enrabado é muito mais (penso eu, outros falarão disso com mais propriedade). E como a ideia é fazê-lo aos poucos e devagarinho embora às vezes e em alguns casos sem vaselina, como pretendemos pôr-vos a pagar as edições e não nos preocuparmos em divulgar nem em distribui-las decidimos pôr esse feliz nome que me lembrei nesse fatídico dia. Sim, porque se vocês já pagaram o livro porque carga de água nos vamos preocupar com coisas chatas como divulgação, publicitação, distribuição e coisas afins? Porque carga de água havemos de nos preocupar em vos fazer apresentações condignas onde não estejamos preocupados em vender livrecos de outros autores mas sim os vossos? Sim, porque é com vocês que queremos ganhar dinheiro, não com os leitores. Os leitores é um problema vosso, andem vocês atrás deles, isso é tão enfadonho, eu fico no tal bar do intendente a beber copos e filar as coxas das gajas que pululam por lá. É que a ideia realmente fantástica é essa, tenho para mim que até devia figurar no quadro de jovens empreendedores. As editoras honestas ganham dinheiro com os leitores, fazendo divulgação, distribuição publicidade, dando relevo ao escritor, nós não, nós sabemos que vocês gostam de escrever e como tal têm o sonho de editar. Então nós a troco de uns míseros tostões mas que chegam para pagar a edição com algum lucro, cumprimos esse vosso sonho embora, pronto seja necessário o tal “toque rectal” que sabemos vos dói mas a vida tem desses sacrifícios.Por isso já sabem, mandem-me os vossos poemas e escritos…é honesto, escreve só por passatempo e acha que não tem qualidade para ser editado? Deixe lá isso, nós editamos não se preocupe com isso, desde que pague claro. Precisa de uns livros para tentar vender aos amigos? Mas é claro, deixa ficar o respectivo cheque e leva os que quiser. Pois é, que nós não corremos riscos, essa é a sua parte do negócio. Agora diga lá, somos ou não somos uns espertalhões? E além de espertalhões ainda dizemos e escrevemos para quem quiser ouvir e ler que somos intelectuais, pois não seremos? Com ideias destas…!Por isso já sabe, “toque rectal” é o que precisa…já plantou uma árvore? Já fez um filho? Então agora só lhe falta o “toque rectal”…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3981691329514305403?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3981691329514305403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/lancamento-da-minha-editora.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3981691329514305403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3981691329514305403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/lancamento-da-minha-editora.html' title='lançamento da minha editora'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfmuo4nC4JI/AAAAAAAAAO4/7BmB1VWle40/s72-c/toque2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8596164741804012694</id><published>2009-04-29T15:55:00.002+01:00</published><updated>2009-04-29T16:01:55.692+01:00</updated><title type='text'>retalho XVIII , sem hora de partida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfhr2aHFh5I/AAAAAAAAAOw/t2CupNfZpJo/s1600-h/A1rvore%2Be%2Bo%2Bvento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330128741459134354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfhr2aHFh5I/AAAAAAAAAOw/t2CupNfZpJo/s320/A1rvore%2Be%2Bo%2Bvento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo do corredor comprido ladeado de armários em chapa, Francisco caminhava com os olhos postos no chão, observando os ladrilhos sujos nas intersecções com o olhar parado e a mente em rebuliço pelo aviso repentino para ir á direcção da escola. O contínuo que agora lhe guiava e marcava a cedência dos passos entrara de repelão pela sala interrompendo a aula:&lt;br /&gt;- O Francisco tem que ir já á direcção – dissera.&lt;br /&gt;- Mas, o que foi que eu fiz? - Apoquentara-se o Francisco com tão inusitada intimação que normalmente significava castigo por alguma malandrice.&lt;br /&gt;- Nada filho, o director é que quer falar contigo – respondera o contínuo em tom condescendente. O tom do contínuo descansara-o pela desmesurada candura que o surpreendeu, pondo-se assim em marcha, atrás do contínuo após assentimento do professor&lt;br /&gt;Mas no caminho ia pensativo pelos motivos da solicitação, divagando a mente e o olhar pelo longo corredor do liceu, olhou para lá das vidraças observando as árvores fustigadas pelo vento, as balizas sem rede do campo de futebol, o lamento da chuva escorrendo no vidros sujos. Olhou as unhas para ver se estavam limpas que o director era exigente nessas coisas, sacudiu a roupa tentando retirar restos da borracha dos lápis que se pegavam às malhas. Apareceu-lhe na testa a mesma ruga horizontal que a mãe, a Odete, fazia quando as preocupações eram muitas. Aos poucos começou a sentir o aperto e o frio do tempo lá fora a invadi-lo numa premonição que não lhe augurava nada de bom. O seu corpo era franzino, não herdara a corpulência do pai, antes a beleza serena da mãe. A intuição, a candura no olhar faziam lembrar sempre a mãe a quem os conhecia:&lt;br /&gt;- Ó Odete, para fazer este não precisaste da ajuda do “home”, ele não tem nada do teu Artur. Fizeste-o sozinha, não? – E riam as comadres na algazarra dos fins de missa.&lt;br /&gt;Chegaram ao gabinete do director, o contínuo bateu á porta e abriu-a de seguida:&lt;br /&gt;- Já tá aqui o Francisco Sr. director – anunciou respeitosamente.&lt;br /&gt;- Ele que entre Sr. Lopes – respondeu lá de dentro o director em voz grave e séria.&lt;br /&gt;O Francisco sentia os joelhos a fraquejarem, entrou a medo e desconfiado, mirou o director sentado a pigarrear perante os inúmeros papéis que ocupavam a secretária.&lt;br /&gt;- Senta-te – ordenou o director tentando colocar um tom de voz claro e sem a aspereza que a caracterizava. Francisco obedeceu, sentou-se na larga cadeira com as mãos crispadas entre as pernas, ombros caídos, olhar vago sem pronunciar palavra.&lt;br /&gt;- olha filho – começou o director – aconteceu algo muito mau mas quero que tenhas noção que a vida é mesmo assim, é feita de partidas e chegadas. Algo de divino que não entendemos faz as suas escolhas e nós aqui em baixo resta-nos aceitar e pensar sempre que é a sua vontade. Não nos devemos nunca revoltar, antes aceitar e glorificar a sua presença sobre nós.&lt;br /&gt;Francisco não estava a perceber nada dos preâmbulos do director, fixou o olhar no pisa papéis em vidro grosso com um escorpião embalsamado, a longa cauda pontiaguda, a cor preta do lacrau… enquanto o director continuava o discurso de afago desconcertante de dores que ainda não sentia mas sentia prestes e numa explosão perguntou:&lt;br /&gt;- Mas afinal o que aconteceu á minha mãe? - Perguntou já num tom apavorado como se as palavras do director tivessem feito luz no seu íntimo.&lt;br /&gt;- Nada filho… foi o teu pai, faleceu esta manhã – desabafou o director quase num suspiro de alívio. De repente uma janela cedeu ao esforço do vento e abriu intempestivamente, pondo os papéis da secretária num redemoinho, o director levantou-se a correr a fechá-la, e a apanhar os papéis espalhados no chão. O Francisco ficou indiferente, envergonhado pelo alivio que sentira ao saber que não tinha sido a mãe, o pai nunca foi o companheiro que muitas vezes quisera mas naquele momento lembrava-se do balão que lhe dera no dia da romaria já há uns anos, lembrava-se de quando ele o ensinara a andar de bicicleta, a sensação de segurança quando ainda bebé lhe transmitiam os seus braços fortes, o apelo másculo do filho pelo pai, diferente do apelo maternal da mãe, do mimo e dos afectos. As lágrimas corriam-lhe profusas e silenciosas, herdara da mãe o silêncio do choro, fixou de novo o olhar no pisa papéis numa visão enevoada pela lágrima teimosa que lhe pendia dos olhos rasgados, o escorpião lá continuava imóvel mas feroz como a fama que tinha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8596164741804012694?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8596164741804012694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xviii-sem-hora-de-partida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8596164741804012694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8596164741804012694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xviii-sem-hora-de-partida.html' title='retalho XVIII , sem hora de partida'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfhr2aHFh5I/AAAAAAAAAOw/t2CupNfZpJo/s72-c/A1rvore%2Be%2Bo%2Bvento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6056669361954068559</id><published>2009-04-28T18:35:00.002+01:00</published><updated>2009-04-28T18:38:19.674+01:00</updated><title type='text'>7 pecados capitais - Ira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfc_A_ENLoI/AAAAAAAAAOo/XZ02Z7cWkHU/s1600-h/ira+giotto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329797970177896066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfc_A_ENLoI/AAAAAAAAAOo/XZ02Z7cWkHU/s320/ira+giotto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Jugular inflamada&lt;br /&gt;De vermelhos repassada&lt;br /&gt;Seios desabridos aos repelões&lt;br /&gt;Maiores que em feira de melões:&lt;br /&gt;“Trastes, milhafres de eira alheia”&lt;br /&gt;Olho arregalado de raiva inteira:&lt;br /&gt;“Farsantes hipócritas maltratantes”&lt;br /&gt;A todos clama a todos os instantes&lt;br /&gt;Verso incontido, rasgo sem medida&lt;br /&gt;Sem meta à vista nem hora de partida&lt;br /&gt;Ajoelha-se à virgem e pede castigo&lt;br /&gt;Para os incautos que lhe não dão abrigo&lt;br /&gt;Das usuras mil vezes repetidas&lt;br /&gt;Trastes, aquém e além paridas&lt;br /&gt;Brada aos céus tonitruante&lt;br /&gt;Mas também sabe ser pedante&lt;br /&gt;Congrega conquistas amorais&lt;br /&gt;Como colecciona castiçais&lt;br /&gt;De chamas perenes ao vento&lt;br /&gt;Tão frágil…o irado lamento…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6056669361954068559?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6056669361954068559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-ira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6056669361954068559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6056669361954068559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-ira.html' title='7 pecados capitais - Ira'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sfc_A_ENLoI/AAAAAAAAAOo/XZ02Z7cWkHU/s72-c/ira+giotto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6274786208473017854</id><published>2009-04-27T15:33:00.002+01:00</published><updated>2009-04-27T15:36:48.986+01:00</updated><title type='text'>7 Pecados Capitais - Inveja</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfXC-QDeZQI/AAAAAAAAAOg/gi_9J8lqKlk/s1600-h/Inveja_covarrubias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329380108780070146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfXC-QDeZQI/AAAAAAAAAOg/gi_9J8lqKlk/s320/Inveja_covarrubias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trinca em falso&lt;br /&gt;Parte o dente&lt;br /&gt;Rói tíbia e perónio&lt;br /&gt;Sem dente para o trincar&lt;br /&gt;Congestão de ego&lt;br /&gt;Diarreia de egoísmo&lt;br /&gt;Verborreia de incompetência&lt;br /&gt;Termómetro anal,&lt;br /&gt;Quarenta graus á sombra&lt;br /&gt;Mente capta outros feitos&lt;br /&gt;Que queria seus&lt;br /&gt;Mas vomita o esmalte dos dentes&lt;br /&gt;Gastos no roer do osso&lt;br /&gt;Que não é seu…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6274786208473017854?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6274786208473017854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-inveja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6274786208473017854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6274786208473017854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-inveja.html' title='7 Pecados Capitais - Inveja'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfXC-QDeZQI/AAAAAAAAAOg/gi_9J8lqKlk/s72-c/Inveja_covarrubias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6785056472021873625</id><published>2009-04-27T10:59:00.002+01:00</published><updated>2009-04-27T11:06:42.309+01:00</updated><title type='text'>7 pecados capitais - Vaidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfWDqOtnSjI/AAAAAAAAAOY/ygr412FUZ1E/s1600-h/vaidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329310495590009394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfWDqOtnSjI/AAAAAAAAAOY/ygr412FUZ1E/s320/vaidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Toca a campainha três vezes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Toca três vezes o palato&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três vezes no céu-da-boca&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três vezes na falha do dente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três grunhidos de deleite&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três estalos palatinos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três versos paladinos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três declamados por lábio leporino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três a rimar com hino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três doces lamentos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três dedos em movimento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tocam três vezes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três bastam&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três…a conta que deus fez&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três… soberba, presunção e vaidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três repetições&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três alucinações&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três orgasmos...de nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6785056472021873625?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6785056472021873625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-vaidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6785056472021873625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6785056472021873625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/7-pecados-capitais-vaidade.html' title='7 pecados capitais - Vaidade'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SfWDqOtnSjI/AAAAAAAAAOY/ygr412FUZ1E/s72-c/vaidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6194487722061699778</id><published>2009-04-22T14:20:00.003+01:00</published><updated>2009-04-22T14:24:12.779+01:00</updated><title type='text'>Dia Mundial Da Hipocrisia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se8aXI3B0WI/AAAAAAAAAOQ/i9g6-HMe1mE/s1600-h/sadworld1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327505869020189026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se8aXI3B0WI/AAAAAAAAAOQ/i9g6-HMe1mE/s320/sadworld1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia mundial da terra, mais um dia em que se exaltam as virtudes, renovam-se promessas, arrebanha-se vontades porfiadas pelo socialmente correcto, porque é bem falar do verde dos montes, das águas cristalinas, do buraco de ozono (mesmo que muitos não façam a pequena ideia do que isso é), do degelo do árctico, da morte precipitada dos ursos polares, da extinção dos gorilas de dorso prateado, do tigre da Sibéria, do rinoceronte africano. Àh, e do lince da Málcata (já me esquecia deste). Se me esqueci de algum, envio daqui as minhas desculpas aos visados. E hoje, não há uma daquelas iniciativas fabulosas tipo desligar a luz no mundo inteiro a uma determinada hora durante uns minutos? Ou daquelas (uma das minhas preferidas) de fechar o centro das cidades ao transito e pôr a populaça a andar de bicicleta? Não? Que pena, porque se houvesse amanhã retomava a minha vida com a consciência tranquila, gozando os prazeres do meu carro, as luzes fantásticas do meu jardim e a vida segue em frente. Podia até quem sabe comprar uma pele de zibelina daquelas electrocutadas pelo ânus para que a pele saia perfeita. São dias fantásticos estes dias mundiais de qualquer coisa, gosto pronto, especialmente daqueles dedicados a uma doença qualquer como a sida por exemplo e nesse dia fala-se dos milhões de infectados por essa África fora, os abutres da comunicação social arribam hospitais fora em busca de depoimentos daqueles de fazer chorar as pedras da calçada. E nesse dia temos muita pena deles… mas o meu preferido mesmo, é um qualquer que não me lembro o nome mas contra a fome, e lá vêm as imagens dos pretinhos de barriga inchada agarrados aos úberes secos de mães esquálidas. Embora aí me irrite porque passam isso no telejornal, e normalmente estou a jantar e aquelas moscas varejeiras que volteiam os ranhosos dão-me um certo asco, mas lá faço um “tsc, tsc” de comiseração e ataco a fumegante arrozada com um batalhão de lagostins em parada, e mando o puto mudar para a sport Tv que deve estar a começar o Benfica. No fim do jantar separo o lixo ciente dos meus deveres sociais. E nesse dia tenho muita pena deles… dos meus filhos que mais sensíveis com essas coisas ficaram agoniados com a visão das moscas.&lt;br /&gt;Sou de opinião que deve haver todos os dias um dia mundial mas de todas as maleitas, todos os dias, reflectindo todos os dias nessas coisas que me (não) tiram o sono. Reflectíamos no mesmo dia, todos os dias sobre a terra, sobre o mar, sobre a sida, sobre a fome, sobre a pobreza, sobre o aquecimento global… (deixo ficar as reticências, se alguém se lembrar de mais algum é só acrescentar). E propunha-lhe um nome…todos os dias seriam esse dia, já viram que boa ideia, 365 dias por ano, 366 nos anos bissextos e acabávamos com esta confusão de dias diferentes, um do pai, outro da mãe, avozinho, do cão, do gato e dos pobres(?) vejam lá… De manhã mal me levanto a primeira pergunta que faço à primeira pessoa que encontro é: “desculpe, hoje é dia mundial de quê?” e lá me incuto da necessária reflexão sobre o assunto em questão. Por isso vamos dizer BASTA, a partir de agora todos os dias são dias de todas as preocupações que assolam o mundo. Eu sou realmente uma pessoa espectacular, inteligente e acima de tudo preocupado. Eu propunha-lhe o nome de … DIA MUNDIAL DA HIPOCRISIA.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6194487722061699778?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6194487722061699778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/dia-mundial-da-hipocrisia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6194487722061699778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6194487722061699778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/dia-mundial-da-hipocrisia.html' title='Dia Mundial Da Hipocrisia'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se8aXI3B0WI/AAAAAAAAAOQ/i9g6-HMe1mE/s72-c/sadworld1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5534348770931378870</id><published>2009-04-21T11:43:00.002+01:00</published><updated>2009-04-21T11:48:25.616+01:00</updated><title type='text'>Retalho XVII memórias da rádio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2kb-DlELI/AAAAAAAAAOI/4sXDnty7uxY/s1600-h/escritorio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327094734670598322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2kb-DlELI/AAAAAAAAAOI/4sXDnty7uxY/s320/escritorio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge Maria, ficou sentado a pensar na revelação que o sargento acabava de proferir, mirou o retrato a carvão dos pais a dominar o espaço por trás da secretária, as estantes repletas de livros carcomidos pela poeira do tempo que decoravam a sala, a pesada secretária do pai em tampo de couro lustroso, os seus tinteiros e aparos em prata, a mancha ao lado da porta que teimava em não sair apesar de lavado e esfregado tantos anos, mirou o tecto em gesso que acusava os anos sem restauro mas mantinha o ar austero no debruado manual que o decorava. Tentava pensar rapidamente:&lt;br /&gt;- E o que tenho eu a ver com isso? Disparou a pergunta como um dardo agudo e seco.&lt;br /&gt;- Ò Senhor Jorge, todos sabemos que o Sr. tem contas a ajustar com essas pessoas, pelo menos assim o pensa. Respondeu o sargento.&lt;br /&gt;- Mas porque diz que tenho contas a ajustar com eles? Há quase quinze anos que não venho à terra e no dia a seguir em que chego o facto de eles morrerem faz-me merecer a vossa visita?&lt;br /&gt;- Por isso mesmo, a terra estava calma, de repente chega o Sr e acontecem estas mortes todas? Todos sabemos a circunstancia da morte do Sr. seu pai, a sua saída extemporânea. Isso faz-me pensar em si como suspeito.&lt;br /&gt;- Mas o que tem a morte do meu pai a ver com a morte destes infelizes Sr. Sargento?&lt;br /&gt;O sargento calou-se, sentindo que tinha caído na armadilha, ajeitou o largo cinturão em volta da barriga, olhou desconfortável o criado mudo por trás do Jorge. Investiu noutra direcção:&lt;br /&gt;- Onde estavam os dois hoje a partir das 7.30 da manhã? Perguntou muito resoluto no seu papel de investigador.&lt;br /&gt;- O Sr. não respondeu á minha pergunta Sargento. Respondeu o Jorge.&lt;br /&gt;- Quem está aqui para responder a perguntas é o Sr. e não eu…atacou o Sargento&lt;br /&gt;- Nesse caso o Sr. ponha-se fora da minha casa e só falarei consigo quando estiver munido de uma intimação para recolher o meu depoimento. Retrucou o Jorge.&lt;br /&gt;- Pensei que podíamos levar isto a bem Sr. Jorge mas pelos vistos o Sr. é tão teimoso como o seu pai. Quando proferiu isto o velho António dá um passo em frente com os olhos munidos de fúria assassina, Jorge levantou o braço impedindo o avanço dele. Levantou-se e sem proferir uma palavra dirigiu-se á porta do escritório, abriu-a, não ficou surpreendido por dar de caras com a sua irmã Joana do outro, virou-se para trás e fez um sinal com a cabeça para o sargento, que compreendendo o gesto se pôs em movimento em direcção á saída:&lt;br /&gt;- Eu voltarei Sr. Jorge e desta vez será pior para si ou para esse seu maldito criado mudo. Ameaçou entre dentes mal disfarçando a raiva que sentia pela humilhação sofrida.&lt;br /&gt;- António, acompanha estes senhores ao portão e volta aqui por favor. Disse em voz seca o Jorge. O António naquele seu andar silencioso assentiu com a cabeça, deu um esgar de satisfação e empurrou leve mas firme o braço do soldado que deu uma sacudidela e encaminharam-se para a saída.&lt;br /&gt;Na volta António entrou de novo no escritório, mirou o Jorge de alto a baixo depois olhou para Joana, mudo abriu os braços dirigindo-se ao Jorge, este entre o surpreendido e o agradecido acolhe aquele abraço e deixa-se envolver pelos braços rijos e fortes de António. Lembrou-se que fora ele que o ensinara a andar de bicicleta, que o ensinara a pescar. Veio-lhe á memória o olhar reprovador dele quando com a arma de pressão de ar matara um pardal. Fizera-lhe uma data de sinais, coléricos mas que ele percebera… O belo não se mata. Que saudade tivera do António fiel criado, amigo e confidente. Joana emocionada limpou uma lágrima rebelde com o avental. António mirou o Jorge e depois Joana, fez um sinal ao Jorge na direcção de Joana que este percebeu:&lt;br /&gt;- Joana, importaste de sair? Joana ficava sempre furibunda quando a punham de parte, mas já sabia que nem valia a pena refilar, era assim com o pai, seria assim com o Jorge. Saiu contrafeita, fechando a porta com estrondo atrás de si. António dirigiu-se á porta encostou o ouvido nela como se assim conseguisse ouvir um indicio de que Joana ficara do outro lado a ouvir. Dirigiu-se ao grande rádio Am, ligou-o pondo o som alto o suficiente para se tornar quase incomodativo. Dirigiu-se á janela mais afastada do rádio e deu sinal a Jorge para que se acercasse. Este tinha estado o observar o António atónito, e acedeu a juntar-se-lhe no beiral da janela.&lt;br /&gt;- Eu já sei quem fez isso. Ciciou António num ar triunfante e com um sorriso gaiato nos olhos que Jorge nunca tinha visto. Deu um salto para trás num misto de surpresa e incredulidade não pelo que disse…mas por dizer.&lt;br /&gt;- Mas… tu… tu falas? A sala envolveu-se num cheiro espesso de cachimbo, até o travo da água-de-colónia do pai se sentia. Percebeu então porque sempre que o António se fechava com o pai no escritório ouvia o som rachado daquele rádio a transmitir emissões de antenas longínquas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5534348770931378870?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5534348770931378870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xvii-memorias-da-radio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5534348770931378870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5534348770931378870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xvii-memorias-da-radio.html' title='Retalho XVII memórias da rádio'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2kb-DlELI/AAAAAAAAAOI/4sXDnty7uxY/s72-c/escritorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6272313425115849235</id><published>2009-04-21T10:10:00.002+01:00</published><updated>2009-04-21T10:10:58.358+01:00</updated><title type='text'>Hora de ponta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2Nmk8sJlI/AAAAAAAAAOA/4fqzd0m_Y-0/s1600-h/hora+de+ponta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327069628141938258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2Nmk8sJlI/AAAAAAAAAOA/4fqzd0m_Y-0/s320/hora+de+ponta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tanto tempo no trajecto&lt;br /&gt;Ainda sem meta à vista,&lt;br /&gt;De frente com o tempo&lt;br /&gt;Raso de chão calcorreado&lt;br /&gt;Pisado na esfera de palmilhas gastas&lt;br /&gt;Na pressa de trajectos sem janta á vista&lt;br /&gt;Na ditadura do ponteiro das horas&lt;br /&gt;Do tempo que dita a estrada&lt;br /&gt;Nos congestionamentos&lt;br /&gt;Que volteiam a norte&lt;br /&gt;Em encruzilhada cardeal&lt;br /&gt;Do tempo em espera&lt;br /&gt;Subtilezas de quem, apressado&lt;br /&gt;Rodeia o moribundo&lt;br /&gt;Sem hora para esperar&lt;br /&gt;Que a morte lhe bata á porta.&lt;br /&gt;Zebra de passadeira,&lt;br /&gt;Buzina ensandecida&lt;br /&gt;Escape roto&lt;br /&gt;Autocarro em queda livre&lt;br /&gt;Avenidas&lt;br /&gt;Ruas e ruelas&lt;br /&gt;Becos de mão estendida&lt;br /&gt;Trôpegos de vida parida&lt;br /&gt;Sem saída os mendigos&lt;br /&gt;Que já foram meninos&lt;br /&gt;Mortos…em contramão&lt;br /&gt;Relógio que dita o tempo&lt;br /&gt;Do tempo que se perdeu&lt;br /&gt;Com o morto que na desdita&lt;br /&gt;Tempo perdeu…aos que a casa voltam&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6272313425115849235?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6272313425115849235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/hora-de-ponta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6272313425115849235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6272313425115849235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/hora-de-ponta.html' title='Hora de ponta'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Se2Nmk8sJlI/AAAAAAAAAOA/4fqzd0m_Y-0/s72-c/hora+de+ponta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4845135988763425810</id><published>2009-04-20T11:36:00.001+01:00</published><updated>2009-04-20T11:38:27.504+01:00</updated><title type='text'>Um sítio perfeito para dizer que te amo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SexQfYd8r_I/AAAAAAAAAN4/5TYRt-ZjL0o/s1600-h/bb-04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326720959346683890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SexQfYd8r_I/AAAAAAAAAN4/5TYRt-ZjL0o/s320/bb-04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo,&lt;br /&gt;No alto de Santa Luzia com Viana aos pés&lt;br /&gt;O lima a espreguiçar-se oceano dentro&lt;br /&gt;Colorir-te de esperança nesse verde que és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;No Alentejo em seara de loiro trigo&lt;br /&gt;Encontrar esse infinito nos teus olhos&lt;br /&gt;Saborear esses cheiros e sabores contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;Terra bruta pelo esforço amainada&lt;br /&gt;Devorar as vinhas do teu corpo deleitado&lt;br /&gt;Nas veredas do Douro, de lágrimas sublimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;Do alto da Serra de Cerveira, avisto o mar&lt;br /&gt;O infinito que o teu amor abarca&lt;br /&gt;Teus lábios no meu ouvido a sussurrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;A serra do Soajo, afluente granítico do Geres&lt;br /&gt;Se Deus existisse dir-lhe-ia que tu e essa montanha&lt;br /&gt;São as coisas mais belas que ele fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;No labirinto das ravinas erectas sobre o mar&lt;br /&gt;Da alentejana costa onde sempre que o sol se põe&lt;br /&gt;Há mil motivos para te amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sítios perfeitos para dizer que te amo&lt;br /&gt;Entre lençóis suados, e almofadas sufocantes&lt;br /&gt;Gritos de esperanto de amores clandestinos&lt;br /&gt;De traços que compõem as historias de amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternos que somos…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4845135988763425810?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4845135988763425810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/um-sitio-perfeito-para-dizer-que-te-amo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4845135988763425810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4845135988763425810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/um-sitio-perfeito-para-dizer-que-te-amo.html' title='Um sítio perfeito para dizer que te amo'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SexQfYd8r_I/AAAAAAAAAN4/5TYRt-ZjL0o/s72-c/bb-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6821508558704075972</id><published>2009-04-17T15:51:00.002+01:00</published><updated>2009-04-17T15:52:23.987+01:00</updated><title type='text'>Sabe-me a sal o teu porão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeiXog8U-_I/AAAAAAAAANw/8pudOSRobo0/s1600-h/por+de+sol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325673281659141106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeiXog8U-_I/AAAAAAAAANw/8pudOSRobo0/s320/por+de+sol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Deixa-me descer ao teu porão,&lt;br /&gt;Não quero mais ser âncora,&lt;br /&gt;Quero flutuar&lt;br /&gt;Pelo mar bravio do teu corpo&lt;br /&gt;E afundar-me no precipício da tua intimidade.&lt;br /&gt;Rasgar-te o ventre&lt;br /&gt;Como quilha contra a maré,&lt;br /&gt;Enfunar as velas em contra ciclo&lt;br /&gt;Do vento norte.&lt;br /&gt;Tomar tua boca como gomo de citrino&lt;br /&gt;Que refresca e sara as feridas&lt;br /&gt;Da longa viajem,&lt;br /&gt;Saciar em teus seios a sede de água doce&lt;br /&gt;Do teu corpo que ondula a cada vaga do desejo&lt;br /&gt;Que nos assola.&lt;br /&gt;No teu ventre procuro a noite&lt;br /&gt;De águas plácidas em calmaria,&lt;br /&gt;Lua ao largo em reflexos de prata&lt;br /&gt;Que se estendem pelas praias de areia&lt;br /&gt;Quente do meu corpo.&lt;br /&gt;Quando entro no teu porão&lt;br /&gt;Em vagas ondulantes,&lt;br /&gt;Sou pirata do teu mar,&lt;br /&gt;Corsário destemido&lt;br /&gt;Em busca de abrigo da longa jornada&lt;br /&gt;Desse mar sem fim,&lt;br /&gt;Cabo das tormentas&lt;br /&gt;Que vira Boa-Esperança,&lt;br /&gt;No reencontro cálido&lt;br /&gt;Do Atlântico com o Indico,&lt;br /&gt;Do Pacifico quente na dobra da patagónia&lt;br /&gt;Ao encontro do frio do pólo.&lt;br /&gt;Suavizamos as marés nesse encontro,&lt;br /&gt;Celebramos cada reencontro&lt;br /&gt;Em investidas ondulantes&lt;br /&gt;Que bebemos nos lábios,&lt;br /&gt;Regatos de amor que alimentam oceanos.&lt;br /&gt;Sabe-me a oceano o teu porão salgado,&lt;br /&gt;Sabe-me a infinito a quilha da tua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6821508558704075972?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6821508558704075972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/sabe-me-sal-o-teu-porao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6821508558704075972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6821508558704075972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/sabe-me-sal-o-teu-porao.html' title='Sabe-me a sal o teu porão'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeiXog8U-_I/AAAAAAAAANw/8pudOSRobo0/s72-c/por+de+sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-1742404945763294294</id><published>2009-04-17T11:09:00.003+01:00</published><updated>2009-04-17T11:15:11.410+01:00</updated><title type='text'>Bracara minha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SehWLwhX_SI/AAAAAAAAANo/ifquXUBdX5c/s1600-h/braga1800600cz0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325601319369047330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SehWLwhX_SI/AAAAAAAAANo/ifquXUBdX5c/s320/braga1800600cz0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bordada pelo verde e pelo amarelo,&lt;br /&gt;Das mimosas minhotas a mais bela,&lt;br /&gt;Braga sendo velha é menina de&lt;br /&gt;Face morena e trigueira à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundada no granito imperial&lt;br /&gt;Roça-nos os sentidos matizados&lt;br /&gt;Pelo cinzento outonal das ruas&lt;br /&gt;E vielas, labirintos enrolados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medieval presença da velha Sé&lt;br /&gt;Que austera vigia a noite dos namorados&lt;br /&gt;E dos passos que a percorrem em volta&lt;br /&gt;Busca das tabernas, pelo tinto inebriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebe nas ruas, e nas tabernas&lt;br /&gt;Nas noites de folia, à média luz&lt;br /&gt;Sobe o escadario em penitência&lt;br /&gt;E ajoelha-se temente no Bom-Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È lá que faz a promessa e passeia,&lt;br /&gt;Namora, em andar prazenteiro&lt;br /&gt;Pede graças á Virgem e ao Senhor&lt;br /&gt;E vai pagá-las à Senhora do Sameiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme aos pés das serras&lt;br /&gt;Recebe a brisa do mar&lt;br /&gt;Que longínqua lhe chega&lt;br /&gt;Desfalece a conjugar o verbo amar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-1742404945763294294?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/1742404945763294294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/bracara-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1742404945763294294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/1742404945763294294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/bracara-minha.html' title='Bracara minha'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SehWLwhX_SI/AAAAAAAAANo/ifquXUBdX5c/s72-c/braga1800600cz0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8942467921619706507</id><published>2009-04-16T17:58:00.003+01:00</published><updated>2009-04-16T18:09:38.515+01:00</updated><title type='text'>Retalho XVI, A visita</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SedmCJ_uphI/AAAAAAAAANg/7hJyA2HZnq8/s1600-h/flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325337271617889810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SedmCJ_uphI/AAAAAAAAANg/7hJyA2HZnq8/s320/flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Absorta Joana arrumava a cozinha, metodicamente encastelava as bacias, limpava os pratos lavados de véspera e arrumava-os no louceiro de madeira com pequenas ripas separadoras para cada prato, as chávenas eram colocadas em pequenos ganchos suspensas pela asa, bem como os talheres meticulosamente separados pelas suas funções na gaveta devida. Na parte de baixo do armário arrumava as travessas e saladeiras. Quando se agachava para colocar uma travessa viu uns pés que reconheceu de imediato, um frio percorreu-lhe a espinha, apesar de habituada nunca conseguiu deixar de sentir esse arrepio:&lt;br /&gt;- Ó António, quantas vezes é preciso dizer que não gosto que me apareças assim de repente como um gato? Pareces uma alma penada… - O António exibiu um esgar que para ela podia ser interpretado como um sorriso, fez um sinal com dois dedos por cima do ombro esquerdo e apontou para cima, de seguida unindo as palmas das mãos inclinou a cabeça sobre elas e abanou os ombros em jeito de interrogação.&lt;br /&gt;- Ainda deve estar a dormir António, que lhe queres? Atirou a Joana interpretando a pergunta de António. Acto continuo o António abanou os ombros dando-lhe e entender que não era assuntos dela.&lt;br /&gt;- Ó António, não vais começar agora com esses segredos com ele como fazias com o meu pai, que nunca ninguém, percebeu, isso. O empregado voltou a abanar os ombros como que não se importando com as lengalengas dela. O sino do portão tocou estridente e insistente. Joana e António entreolharam-se interrogativamente, o sino tocou novamente ainda mais insistente.&lt;br /&gt;- Ó António vai lá ver quem é a estas horas, o carteiro não pode ser que é cedo.&lt;br /&gt;O Velho desceu o escadario á saída da porta da cozinha, rodeou a casa pelo trilho entre os arbustos, acercando-se do portão, espreitou pelas frestas, e viu o sargento, e um soldado do posto da Guarda da aldeia. Virou-se para trás, viu o vulto do Jorge numa das janelas do piso superior, virou-se de novo e abriu repentinamente o portão, tão rápido que os dois militares deram um salto para trás. O Sargento Malheiro fumegou de impaciência e deu um passo em frente resoluto na intenção de entrar pela propriedade dentro, António moveu o tronco impedindo a sua passagem, o sargento resfolegou de impotência num ar assoberbado que lhe fazia a rotunda barriga ainda maior.&lt;br /&gt;- Eu já sei que o Sr. Jorge está cá, aconteceram várias coisas sobre as quais preciso de lhe fazer umas perguntas. Disse o sargento para o António. Este manteve-se impávido, mirando o Sargento de cima da sua altura, o sol por trás da sua nuca dava um ar sinistro á imagem que o sargento mirava com os olhos semi-cerrados. As ervas altas, o longo muro empedrado, o telhado visível por cima das camélias. “que raio, em Janeiro camélias em flor? E este cheiro a tabaco de cachimbo e não está aqui ninguém a fumar” cogitava o assustado sargento, em ar furibundo com o António.&lt;br /&gt;- António? – Fez-se ouvir – Abre o portão a esses senhores. O Sargento espreitou por trás dos altos ombros do António e descortinou o semblante carregado e grave de Jorge, naquela altivez que o “maldito pai” tinha. O sargento aproveitou a aberta que o desviar de António prontamente lhe proporcionou e aprestou-se a entrar na propriedade.&lt;br /&gt;- Sr. Jorge, tenho pena de não lhe poder dar as boas-vindas, algo de muito grave aconteceu… - começou o sargento de imediato a falar enquanto caminhava para o Jorge de mão estendida para o cumprimentar. Jorge não retirou as mãos dos bolsos.&lt;br /&gt;- Porque não falamos lá dentro Sr. Sargento? – interrompeu o Jorge virando as costas ao sargento e iniciando a sua marcha para a entrada principal da casa completamente alheio ao arfar de esforço que fazia o sargento a subir as escadas com o soldado atrás de si e o António a fechar a fila serpenteante pela estrada da casa no caminho até ao escritório. Ali chegados António estacou á porta.&lt;br /&gt;- Entre António – Ordenou o Jorge.&lt;br /&gt;- Não Sr. Jorge, eu queria falar consigo em privado. Retrucou o Sargento.&lt;br /&gt;- O Sr. está em minha casa, e vai falar na presença de quem eu quiser…- disse o Jorge.&lt;br /&gt;O Sargento olhou para o soldado olhou de novo para o Jorge e calou-se num jeito de assentimento. António entrou e ficou de pé por trás do Jorge que entretanto se sentara na poltrona que dominava a sala:&lt;br /&gt;- Então os que os trás cá – perguntou o Jorge não os convidando para sentar, deixando-os numa posição incómoda face ao visível conforto do Jorge. “Maldito!”, pensou o sargento deixando transparecer esse pensamento numa centelha que não passou despercebido ao António, que lhe sorriu num esgar que o arrepiou.&lt;br /&gt;- Hoje foram assassinados o Sr. Miguel Tondela de Barros e o seu motorista e mais dois moços da aldeia que trabalhavam para ele crimes que tudo indica estarem relacionados já que se deram com diferença de 2 horas entre o primeiro e o ultimo assassínio - O Jorge não transpareceu nenhuma emoção, mas o intimo dele ficou em alvoroço, o olhar pareceu perdido ao Sargento mas Jorge mirava o espelho na parede com a moldura em talha dourada onde se reflectia o rosto de António, sem emoção, sem surpresa…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8942467921619706507?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8942467921619706507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xvi-visita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8942467921619706507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8942467921619706507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xvi-visita.html' title='Retalho XVI, A visita'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SedmCJ_uphI/AAAAAAAAANg/7hJyA2HZnq8/s72-c/flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-4714800558829827985</id><published>2009-04-15T15:45:00.002+01:00</published><updated>2009-04-15T15:52:54.455+01:00</updated><title type='text'>do outro lado do espelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeX0ucBBexI/AAAAAAAAANY/9Pl66Xn2RRs/s1600-h/oespelhodaestalagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324931213067123474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeX0ucBBexI/AAAAAAAAANY/9Pl66Xn2RRs/s320/oespelhodaestalagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olho-me em frente ao espelho&lt;br /&gt;Perscruto-me o rosto, leio o diário&lt;br /&gt;Dos traços que me compõem&lt;br /&gt;Todo o meu percurso solitário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada ruga esconde uma história&lt;br /&gt;Cada traço uma aventura&lt;br /&gt;As cicatrizes são testemunhas&lt;br /&gt;Da vida que já me foi dura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida que vivi é a que quis viver&lt;br /&gt;Nem os erros já lamento&lt;br /&gt;Embora não me vanglorie&lt;br /&gt;Que tenham trazido acrescento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á vida que vivi, umas vezes certa&lt;br /&gt;Outras em cata-vento, ou redemoinho&lt;br /&gt;Preferia com os erros dos outros&lt;br /&gt;Ter aprendido o meu caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foram os meus, esses que vivi&lt;br /&gt;Que umas vezes me deram alegrias&lt;br /&gt;Outras tristezas, outras…não sei&lt;br /&gt;Nem explicar mesmo nestas poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro-me ainda do lado de lá do espelho&lt;br /&gt;Sigo os trilhos que a minha vida sulcou&lt;br /&gt;Canais curvilíneos do meu ser em voltas&lt;br /&gt;E voltas quem nem o tempo amainou&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-4714800558829827985?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/4714800558829827985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/do-outro-lado-do-espelho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4714800558829827985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/4714800558829827985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/do-outro-lado-do-espelho.html' title='do outro lado do espelho'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeX0ucBBexI/AAAAAAAAANY/9Pl66Xn2RRs/s72-c/oespelhodaestalagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7881612264298201183</id><published>2009-04-11T12:20:00.002+01:00</published><updated>2009-04-11T12:26:15.071+01:00</updated><title type='text'>Devolve-me a madrugada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeB-T70xMCI/AAAAAAAAANQ/pYs0Ho1jfdg/s1600-h/bonnard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323393640493559842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeB-T70xMCI/AAAAAAAAANQ/pYs0Ho1jfdg/s320/bonnard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na fúria insana do teu desprezo&lt;br /&gt;Rasguei os versos que te plantei&lt;br /&gt;Hoje, do que tenho mais saudades&lt;br /&gt;É das palavras que te dediquei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não do teu peito oferecido&lt;br /&gt;Nem do teu ventre húmido&lt;br /&gt;Choram-me os olhos plácidos&lt;br /&gt;Pelo verso em ti colorido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eram tão lindos os meus versos&lt;br /&gt;Como o romper da aurora&lt;br /&gt;Nessa madrugada que me roubaste&lt;br /&gt;No limbo que me sinto agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi ao Sr. dos Santos Passos&lt;br /&gt;Subi o escadario do Bom Jesus&lt;br /&gt;Fiz novenas á Santa Rita&lt;br /&gt;A Sto António pedi a luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum santo me valeu&lt;br /&gt;Em nenhum encontrei o versejar&lt;br /&gt;Das doces palavras que te fiz&lt;br /&gt;Inspirado no teu doce andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolvo-me no leito que já foi teu&lt;br /&gt;Procuro-te nos espaços vazios&lt;br /&gt;Perdi para sempre esse calor&lt;br /&gt;De lençóis húmidos de mil cios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não choro pelo teu triste canto&lt;br /&gt;Choro por este triste fado&lt;br /&gt;De te perder e contigo teres levado&lt;br /&gt;Os versos que te fiz enamorado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve-me as palavras que te fiz&lt;br /&gt;Que te versejei ao ouvido sem pudor&lt;br /&gt;Vem ao meu cantar-me sussurrante&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As estrofes urdidas em amor&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7881612264298201183?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7881612264298201183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/devolve-me-madrugada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7881612264298201183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7881612264298201183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/devolve-me-madrugada.html' title='Devolve-me a madrugada'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SeB-T70xMCI/AAAAAAAAANQ/pYs0Ho1jfdg/s72-c/bonnard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6858472070094732270</id><published>2009-04-09T11:41:00.002+01:00</published><updated>2009-04-09T11:43:16.544+01:00</updated><title type='text'>já não há andorinhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sd3RP8e3lnI/AAAAAAAAANI/9yAfEP2ZabI/s1600-h/andorinha8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322640406485636722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sd3RP8e3lnI/AAAAAAAAANI/9yAfEP2ZabI/s320/andorinha8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já não há andorinhas na primavera&lt;br /&gt;Já não há sol em dia claro&lt;br /&gt;Não há trevas na noite escura&lt;br /&gt;Não há consolo que dê amparo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não há azar em dia aziago&lt;br /&gt;Nem sorte em dia de descoberta do ouro&lt;br /&gt;Que já não é amarelo, como prata&lt;br /&gt;Em quantidade deixou de ser tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascem os rios no mar, morrem peixes na areia&lt;br /&gt;Já não há gaivotas em terra, secam-se as fontes&lt;br /&gt;Onde desaguam os rios que no mar não nascem&lt;br /&gt;E sobem apressados os valados e montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmorona o pensamento na purga&lt;br /&gt;Sai mestria da boca dos dementes&lt;br /&gt;Perdigotos excretados na prostituição&lt;br /&gt;Do engano aos pobres e doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não vazam excrementos e quejandos&lt;br /&gt;Na retrete pútrida que lhes aparou a vida&lt;br /&gt;Arengam as verdades em formas fálicas&lt;br /&gt;Com as quais fodem os de vida parida&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6858472070094732270?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6858472070094732270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/ja-nao-ha-andorinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6858472070094732270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6858472070094732270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/ja-nao-ha-andorinhas.html' title='já não há andorinhas'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sd3RP8e3lnI/AAAAAAAAANI/9yAfEP2ZabI/s72-c/andorinha8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3724919520316556624</id><published>2009-04-08T11:24:00.002+01:00</published><updated>2009-04-08T11:30:03.156+01:00</updated><title type='text'>Quero-te</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdx8pfpGqtI/AAAAAAAAANA/BnNytiMcC6o/s1600-h/janela.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322265911955466962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdx8pfpGqtI/AAAAAAAAANA/BnNytiMcC6o/s320/janela.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quero-te, com a força da terra seca&lt;br /&gt;Que aspira por água, ficando fecunda&lt;br /&gt;Germinando flores bravas e cheirosas&lt;br /&gt;Que te adornam em pureza profunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te como o colibri quer o néctar&lt;br /&gt;Que com suavidade debica a planar&lt;br /&gt;Na beleza etérea que só a simplicidade&lt;br /&gt;Confere nesse acto de puro desejar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te com a força do rio bravo&lt;br /&gt;Que manso e sereno corre da nascente&lt;br /&gt;E num turbilhão acelera com a visão&lt;br /&gt;Do mar que cálido o espera a poente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te e procuro-te como o pastor&lt;br /&gt;Em busca da ovelha tresmalhada&lt;br /&gt;Que abandona tudo na ânsia da noite&lt;br /&gt;Encontrá-la ao romper da madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te como se o tempo parasse&lt;br /&gt;Algures ao dobrar de uma esquina&lt;br /&gt;Da vida que já me foi dura&lt;br /&gt;Encontrar em ti luz que me ilumina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te no aconchego do meu leito&lt;br /&gt;Quero vida beber do teu peito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esvair no teu ventre o meu desejo&lt;br /&gt;O teu corpo da minha razão o ensejo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3724919520316556624?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3724919520316556624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/quero-te.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3724919520316556624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3724919520316556624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/quero-te.html' title='Quero-te'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdx8pfpGqtI/AAAAAAAAANA/BnNytiMcC6o/s72-c/janela.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3104319643612938690</id><published>2009-04-07T11:51:00.003+01:00</published><updated>2009-04-08T11:31:15.179+01:00</updated><title type='text'>Poeta que não queres ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdswRmRZSjI/AAAAAAAAAM4/jpnWvoi5U48/s1600-h/dan%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321900463557790258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdswRmRZSjI/AAAAAAAAAM4/jpnWvoi5U48/s320/dan%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Profetas da desgraça que tendes a palavra usada como arma de arremesso.&lt;br /&gt;De falsos poetas e prosadores que confundem a arma com a guerra.&lt;br /&gt;A guerra é o acto, a arma o instrumento, a palavra é a adaga&lt;br /&gt;Presa no pulso, nunca arremessada que o bom soldado&lt;br /&gt;Nunca se separa da sua arma, usa-a na batalha&lt;br /&gt;E morre agarrado a ela, extensão do corpo&lt;br /&gt;Tresmalhada pelo mesmo sangue&lt;br /&gt;Que escorre profuso&lt;br /&gt;No calor da luta&lt;br /&gt;Refrega&lt;br /&gt;Sangue&lt;br /&gt;Pus.&lt;br /&gt;No&lt;br /&gt;Passo&lt;br /&gt;Descompassado&lt;br /&gt;Da palavra em riste&lt;br /&gt;Desmesurada na violência&lt;br /&gt;Que emprega na arte de ferir, solta&lt;br /&gt;A palavra que fere mas também consola,&lt;br /&gt;Afaga os tristes, liberta os oprimidos, rasga fronteiras,&lt;br /&gt;Dobra a finados na hora da tua morte, dá esperança e alivio a quem&lt;br /&gt;Por ti chora. A palavra é em si vida e morte, negação de si própria, atribulações&lt;br /&gt;De ti e de mim, se sem ela não vives porque é com ela que queres destruir, ferir e matar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3104319643612938690?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3104319643612938690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/danca-com-as-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3104319643612938690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3104319643612938690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/danca-com-as-palavras.html' title='Poeta que não queres ser'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdswRmRZSjI/AAAAAAAAAM4/jpnWvoi5U48/s72-c/dan%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-5423054292356429475</id><published>2009-04-07T10:59:00.002+01:00</published><updated>2009-04-07T11:03:08.619+01:00</updated><title type='text'>A última carta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdsk1Uu1pPI/AAAAAAAAAMw/yTPSaqLlNqk/s1600-h/konchilis___sna_by_Eliara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321887883185202418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdsk1Uu1pPI/AAAAAAAAAMw/yTPSaqLlNqk/s320/konchilis___sna_by_Eliara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No fim da missa de domingo&lt;br /&gt;Marcaste encontro comigo&lt;br /&gt;Esperei toda a semana&lt;br /&gt;O momento de estar contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas saíste sem levantar os olhos&lt;br /&gt;Nem sequer para mim olhaste&lt;br /&gt;Num mutismo que me desgostou&lt;br /&gt;E vi nos olhos que por mim não choraste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a ver afastar-se a tua figura&lt;br /&gt;Viraste as costas ao meu amor&lt;br /&gt;Que te dediquei sempre sem nada pedir&lt;br /&gt;Botão de rosa que nunca será flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser lamechas nem piegas&lt;br /&gt;E dizer que me cravaste o peito&lt;br /&gt;Mas digo-te aqui e agora&lt;br /&gt;À nossa memória faltaste ao respeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ainda guardas as cartas de amor&lt;br /&gt;Que te dediquei no mais puro enlevo&lt;br /&gt;Quero que mas devolvas na volta do correio&lt;br /&gt;Esta é a última que te escrevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda-me também as fotos&lt;br /&gt;Que tiramos em dia de romaria&lt;br /&gt;Naquela em que nos ajoelhamos&lt;br /&gt;E pedimos á santa que nos casasse um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me como a santa dessa imagem&lt;br /&gt;No alto do andor, carregado com alegria&lt;br /&gt;Própria das festas, percebo agora&lt;br /&gt;Porque lhe chamam Senhora da Agonia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-5423054292356429475?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/5423054292356429475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/ultima-carta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5423054292356429475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/5423054292356429475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/ultima-carta.html' title='A última carta'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Sdsk1Uu1pPI/AAAAAAAAAMw/yTPSaqLlNqk/s72-c/konchilis___sna_by_Eliara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6539423011220554549</id><published>2009-04-03T14:09:00.002+01:00</published><updated>2009-04-03T14:10:15.720+01:00</updated><title type='text'>sim, eu confesso...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdYKsXC5H5I/AAAAAAAAAMo/uHm2s9HDBXU/s1600-h/amo-te%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320451767001489298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdYKsXC5H5I/AAAAAAAAAMo/uHm2s9HDBXU/s320/amo-te%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rasgo-te, em cada palavra&lt;br /&gt;Brota de mim um instinto puro&lt;br /&gt;Na auto-preservação&lt;br /&gt;Da minha demência,&lt;br /&gt;Alimentada pelo sangue que te derramo.&lt;br /&gt;Não procuro sequer desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgo-te prostituído pela vontade de te possuir&lt;br /&gt;Não só o corpo, antes a alma&lt;br /&gt;Que me dizes minha mas que a distancia, teima&lt;br /&gt;Em adiar presente nas dores que te (nos) provoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgo-te no impulso do meu querer vagabundo e clandestino&lt;br /&gt;Gumes afiados por dentro do teu bem-querer&lt;br /&gt;Que sei que tens, que sei que me dedicas&lt;br /&gt;No porfiar das promessas que me fazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgo-te sem que o consintas&lt;br /&gt;Quiçá pesado na desilusão da saudade&lt;br /&gt;Sempre presente, nunca saciada.&lt;br /&gt;Que de ti meu amor, angustia da alma,&lt;br /&gt;Sorriso do meu ser&lt;br /&gt;Nunca me sacio… a saudade é ela própria&lt;br /&gt;O rasgo do meu querer&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6539423011220554549?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6539423011220554549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/sim-eu-confesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6539423011220554549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6539423011220554549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/sim-eu-confesso.html' title='sim, eu confesso...'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdYKsXC5H5I/AAAAAAAAAMo/uHm2s9HDBXU/s72-c/amo-te%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-8589776200774536968</id><published>2009-04-02T11:08:00.001+01:00</published><updated>2009-04-02T11:09:45.933+01:00</updated><title type='text'>Não encontro o poema que te fiz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdSO5RqjhTI/AAAAAAAAAMg/6dIl5OMQ4Bo/s1600-h/ouvido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320034174476977458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdSO5RqjhTI/AAAAAAAAAMg/6dIl5OMQ4Bo/s320/ouvido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabes? Fiz-te um poema…&lt;br /&gt;Ainda sem saber ler nem escrever&lt;br /&gt;Mas já te adivinhava algures&lt;br /&gt;Nas penumbras do meu ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse poema falo da promessa&lt;br /&gt;Cálida em teus olhos de mar&lt;br /&gt;Falo do abismo da tua boca,&lt;br /&gt;Morango silvestre para eu ferrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo do cheiro do teu cabelo&lt;br /&gt;Do perfume que me inebria,&lt;br /&gt;Tua pele de sabor salgado&lt;br /&gt;Adivinho o prazer que me daria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes? Fiz-te um poema assim&lt;br /&gt;Mas não o encontro, na tal gaveta&lt;br /&gt;Onde guardo a ternura da alma.&lt;br /&gt;Voou nas asas de uma borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei-a no verde dos campos&lt;br /&gt;Emparedados nas mimosas dos montes&lt;br /&gt;Procurei-o nos valados em declives&lt;br /&gt;Que alimentam as águas das fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei no cantar dos riachos&lt;br /&gt;Debruados de azul em noite de luar&lt;br /&gt;Cerram-se os olhos cala-se a voz&lt;br /&gt;Por o teu poema não encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes? Nesse poema ainda te não conhecia&lt;br /&gt;Mas sabia que algures me esperavas&lt;br /&gt;Queria agora declamar-te o poema que fiz,&lt;br /&gt;Rendilhar de ternuras da minha voz brotadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-8589776200774536968?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/8589776200774536968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/nao-encontro-o-poema-que-te-fiz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8589776200774536968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/8589776200774536968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/nao-encontro-o-poema-que-te-fiz.html' title='Não encontro o poema que te fiz'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdSO5RqjhTI/AAAAAAAAAMg/6dIl5OMQ4Bo/s72-c/ouvido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-3409963697674357586</id><published>2009-04-01T16:12:00.001+01:00</published><updated>2009-04-01T16:13:32.580+01:00</updated><title type='text'>Retalho XV, silenciamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdOElvr94zI/AAAAAAAAAMY/VTagpAVpvU8/s1600-h/sniper-header.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319741368845591346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdOElvr94zI/AAAAAAAAAMY/VTagpAVpvU8/s320/sniper-header.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Miguel Tondela de Barros era dono de mais de meia aldeia e a outra meia prestava-lhe vassalagem por medo ou por necessidade dos préstimos que fazia á populaça ficando sempre esta a dever-lhe favores. Sentado à secretária do seu gabinete ponderava as acções a tomar perante os últimos acontecimentos. Olhou o quadro de Dali na parede em frente, onde uma mulher de seios desnudos irrompia das águas do mar entre penhascos, ofuscando com a beleza emprestada pelo pincel do artista toda a beleza selvagem em seu redor. Imergia pensativo naquele mar deambulando pelos receios e ódios que o acometiam naquele momento. Tinha que tomar medidas, já, rápidas, antes que os sócios soubessem daquela importuna visita. Tinha que juntar os dois verdugos que tinha a soldo e tomar as acções que se impunham. Ligou o intercomunicador e ordenou para a secretária:&lt;br /&gt;- Ligue ao café e diga ao Tónio para vir ter comigo a minha casa imediatamente –&lt;br /&gt;- Sim Dr. Miguel Barros – Miguel nunca se tinha licenciado mas impunha o tratamento de Doutor aos seus funcionários, mas normalmente todos o tratavam por patrão tal como ao seu pai antes dele.&lt;br /&gt;- Diga também ao motorista que prepare o carro para me levar a casa.&lt;br /&gt;Feito isto apressou-se a sair, vestiu o sobretudo de caxemira, e encaminhou-se para a saída do complexo de escritórios onde o motorista já o aguardava.&lt;br /&gt;Entrou no carro e aconchegou-se nos estofos de cabedal dos bancos.&lt;br /&gt;- Leva-me para casa. Ordenou ao motorista&lt;br /&gt;O carro pôs-se em andamento num ronco suave, galgando a estrada fronteira ao edifício, transpôs o portão de fábrica e aumentou a velocidade na via empedrada em paralelo de granito cinzento e gasto como o tempo que se fazia sentir. Chegado ao portão de sua casa o motorista parou o carro e saiu como sempre para abrir o portão sob o olhar pensativo de Miguel Barros, ao acercar-se do portão ouviu-se um disparo, o motorista caiu sobre os joelhos, acto contínuo viu-se uma mancha de sangue a alastrar nas costas do casaco do uniforme…sem pensar Miguel Barros abre a porta repentinamente e corre na sua direcção, outro tiro…o motorista agita o corpo e cai dobrado sobre si mesmo. Antes ainda de chegar ao pé do motorista, Miguel sentiu primeiro a dor lancinante a atravessar-lhe o tronco, só depois ouviu o tiro, atirou-se para o chão de imediato na tentativa de fugir ao segundo tiro que adivinhava prestes, e novo sentiu a mesma dor insuportável atravessar-lhe a coxa direita, tenta rastejar em direcção ao carro, o terceiro tiro atinge-lhe a nuca e Miguel Barros deixou de ter dores…&lt;br /&gt;Um vulto saltou da árvore em do outro lado da estrada, entra num carro ali estacionado e arranca a toda a velocidade…&lt;br /&gt;Um vulto esguio afasta-se ocultado pela sombra de uma sebe…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rosa Maria – Fica aqui ao balcão um bocado que tenho que ir ao patrão que ele chamou-me. Diz o Tónio á mulher que esbaforida irrompe da porta de comunicação da mercaria com o café.&lt;br /&gt;- porra home, e vou ficar aqui com a mercearia e o café sozinha? – retrucou a Rosa&lt;br /&gt;- Faz o que te mando caralho, ou arranco-te esses dentes, não ando com paciência para te aturar. Dito isto a Rosa calou-se e o Tónio arrancou pelo café fora fechando a porta com estrondo.&lt;br /&gt;- Boa coisa não é, sempre que o patrão chama vai logo lamber-lhe o cu, só tem tomates ‘pá mulher e ‘pós filhos e para os clientes bêbados. Cogitava a Rosa com seus botões, de repente ouviu um estrondo.&lt;br /&gt;- Cruzes, credo – gritou a Rosa imobilizando-se de terror perante o estrondo familiar. Deu a volta ao balcão, outro estrondo… - Ai minha nossa senhora, óh Tónio – chamou num grito aflito. Abriu a porta da rua, um carro preto arrancava a toda a velocidade não dando para a Rosa lhe perceber sequer a marca, ficou especada a vê-lo desaparecer na curva logo ali, olhou para o outro lado, o seu Tónio jazia numa poça de sangue cujo cheiro quente empestava a manhã de inverno.&lt;br /&gt;Do outro lado da estrada o vulto ocultou-se por trás do velho carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó Artur, vai á arrecadação buscar uma chave de rodas para o empilhador – Disse o mestre mecânico ao impaciente Artur que não parava de congeminar na notícia da manhã.&lt;br /&gt;Sem sequer responder Artur encaminhou-se para a grande arrecadação. Ao entrar ligou o interruptor, mas a luz não acendeu.&lt;br /&gt;- Foda-se, as putas das luzes estão sempre a fundir, ainda vou ter que mudar a lâmpada, que dia de merda! Artur seguiu o seu caminho às apalpadelas para o sítio das lâmpadas, ouviu um ruído, como um arrastar de pés. Imobilizou-se, calado:&lt;br /&gt;- Quem está aí? Gritou… de novo o mesmo barulho, agora mais perto…&lt;br /&gt;- Foda-se, quem está aí, se é alguma brincadeira aviso já que hoje é mau dia.&lt;br /&gt;Artur ainda lhe sentiu a respiração na base do pescoço, uma mão forte agarrou-o por trás torneando-lhe o pescoço com uma força de ferro, sentiu a picadela pelas costas á altura das costelas como que tentando abrir espaço entre elas, sentiu a roupa, depois a carne a ceder, o terror instalou-se nas órbitas abrindo-as desmesuradamente, quando a lamina lhe atingiu o coração Artur já estava morto pela aceleração do coração descompassado. O homem desenterrou a faca do corpo de um só gesto e limpou a lâmina nas roupas de Artur. Veio á estrada, espreitou e desapareceu no buliço dos funcionários.&lt;br /&gt;Fora do muro alto que ladeava o estaleiro da fábrica o vulto alto inicia a descida do velho eucalipto, quase tão velho como a rocha do alto da Serra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-3409963697674357586?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/3409963697674357586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xv-silenciamento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3409963697674357586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/3409963697674357586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/retalho-xv-silenciamento.html' title='Retalho XV, silenciamento'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdOElvr94zI/AAAAAAAAAMY/VTagpAVpvU8/s72-c/sniper-header.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7386265214434318309</id><published>2009-04-01T10:15:00.002+01:00</published><updated>2009-04-01T10:18:58.439+01:00</updated><title type='text'>à noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdMxP62Q7eI/AAAAAAAAAMQ/DgD0XumHgTE/s1600-h/GRITO%25C2%25BA-foto%2Bpoema%2Ber%25C3%25B3tico%2B%25C3%25A9%2Ba%2Balma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319649734419344866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdMxP62Q7eI/AAAAAAAAAMQ/DgD0XumHgTE/s320/GRITO%25C2%25BA-foto%2Bpoema%2Ber%25C3%25B3tico%2B%25C3%25A9%2Ba%2Balma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fascinas-me nesse compasso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de me convidares sem me fazer convidado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;passo-me no sabor do teu regaço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nesse convite mil cheiros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que me emprestas sem me dar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;amo-te a cada toque das tuas ancas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de encontro ao meu ventre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que te dou sem emprestar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nos seios que me ofertas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;coxas que me arregaçam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dás-me o cheiro selvagem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dos momentos que não me queres dar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;deambulo pelos cantos do teu corpo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nos recantos que só me ofertas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas não dás...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quisera eu posssuir-te no amanhecer do teu corpo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entardecer no cheiro do teu ocaso&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7386265214434318309?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7386265214434318309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/fascinas-me-nesse-compasso-de-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7386265214434318309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7386265214434318309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/04/fascinas-me-nesse-compasso-de-me.html' title='à noite'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdMxP62Q7eI/AAAAAAAAAMQ/DgD0XumHgTE/s72-c/GRITO%25C2%25BA-foto%2Bpoema%2Ber%25C3%25B3tico%2B%25C3%25A9%2Ba%2Balma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-7981834257608596649</id><published>2009-03-31T15:19:00.002+01:00</published><updated>2009-03-31T15:19:40.837+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdImdusdNVI/AAAAAAAAAMI/nKY2A9qa44o/s1600-h/facada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319356402070533458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdImdusdNVI/AAAAAAAAAMI/nKY2A9qa44o/s320/facada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O café após o bulício matinal que antecede a hora de entrada do turno normal nas fábricas ficou silencioso, o vento amainara a sua sanha impetuosa pelas frestas do empedrado da pequena casa que constituía o espaço do café e mercearia. Pequenos quadros de clubes e posters de jogadores famosos de outras eras enfeitavam as paredes de granito cru. Mesas compridas ladeadas de bancos corridos de madeira carcomida pelo uso emprestavam-lhe um ar soturno. O Tónio limpava no balcão em gestos maquinais os restos de bagaço entornados por mãos trémulas agastadas pelo vício da ressaca de abstinência depois de uma noite de sono. O pano era mais sujo que o balcão, olhar perdido nos desenhos de abstracção que os longos anos de uso impregnaram na madeira velha o Tónio reflectia nas notícias recentes. Será que o patrão já sabia? Já devia saber e se não souber, o Artur mal chegue dá-lhe a nova. O que fará ele em relação ao assunto? Que merda, será que ia começar tudo outra vez? Há males que vêm por bem, da outra vez entrou algum dinheirito que deu para comprar o café e a mercearia e vida encarreirar. Ainda se lembrava da conversa em surdina do patrão com ele:&lt;br /&gt;- Esse filho da puta anda-me a estragar os negócios – dissera o patrão naquela voz grossa de charuto&lt;br /&gt;- Se quiser trato dele patrão, dou-lhe um enxerto de porrada que não se mexe num mês. O Tónio tinha uma compleição física invejável, mãos grossas de trabalho braçal nos estaleiros da fábrica, nariz levemente inclinado para o lado, partido por tantas rixas de rua o que o fazia fungar constantemente e já se tinha tornado um tique.&lt;br /&gt;- Não, não pode ser isso, tem que ser algo que o cale definitivamente, ou matá-lo ou espetar-lhe um valente susto. Ele tem aquele lacaio dele que lhe trata das contas e sabe de tudo também, se ele se for o Jorge Maria vai perceber que não estamos a brincar e cede a venda dos terrenos, porque saberá que não estamos a brincar.&lt;br /&gt;- Mas matar? Matar mesmo patrão? Pergunta receoso o Tónio.&lt;br /&gt;- Foda-se Tónio, és homem ou uma merda de um rato? Se tens medo diz-me que arranjo outro. Retrucou o Patrão.&lt;br /&gt;- Bem, acho que era capaz disso, era sim senhor. Mas se calhar precisava de ajuda ‘pó caso de algo correr mal.&lt;br /&gt;- E quem é que achas que te podia ajudar? Pergunta o patrão&lt;br /&gt;- O Artur patrão…O Artur era homem para isso. Disse prontamente o Tónio.&lt;br /&gt;- Parece-me ser de confiança, calado e tal mas um tanto fanfarrão. A responsabilidade é tua e ele não pode saber que eu estou nisso. Vê lá como fazes as coisas… avisou o patrão.&lt;br /&gt;- Deixe isso comigo patrão, vai ser limpinho. E a Guarda? Vai começar a fazer perguntas.&lt;br /&gt;- Desses trato eu, não te preocupes. Responde o Patrão em jeito de cortar a conversa e despachar-se para casa que a noite caía… trata disso o mais tardar amanhã, escolhe o melhor sítio, deixo isso por tua conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Oliveira olhou o relógio, e em seguida para a janela, a noite caía, a hora de expediente já finara há uma hora, arrumou os livros meticulosamente, despejou o cinzeiro, deu um último olhar e sorriu para dentro ante a expectativa do jantar que a sua mulher lhe faria. O filho Norberto viria lá jantar a casa, depois do primeiro trimestre em Coimbra. Inchado de orgulho pelo filho cujos estudos lhe custavam os olhos da cara mas valia a pena, seria um doutor, teria um futuro promissor assim deus ajudasse. Ao passar no corredor desejou boas noites em voz alta para a porta entreaberta do escritório do Sr. Jorge Maria Braga, o benévolo patrão que tinha feito esse sonho possível. Ao sair dos escritórios da adega João pareceu-lhe ver uma sombra que se acoitava por trás do velho camião de transporte:&lt;br /&gt;- Quem está aí? Perguntou… Um gato deu uma corrida brusca em direcção ao portão.&lt;br /&gt;- Malditos gatos – disse João numa imprecação surda e retomou o caminhar na noite que já se abatia escura, dobrou a esquina em direcção ao carro enquanto remexia nos bolsos á procura da chave. A pancada veio surda e repentina no alto da testa, sentiu o sangue quente jorrar sobre os olhos embotando-lhe a visão:&lt;br /&gt;- Mas que raio… não acabou a frase, uma segunda pancada atinge-o na base do crânio, outra forte e dura atinge-lhe o estômago dobrando-o sobre si mesmo e tirando-lhe a respiração e a capacidade de emitir qualquer som.&lt;br /&gt;- Foda-se, ainda mexe o filho da puta – ouviu uma voz familiar mas que não conseguia reconhecer.&lt;br /&gt;- Não te preocupes que ele pára já de mexer - disse uma outra voz em surdina.&lt;br /&gt;Sentiu o aço frio da navalha encostar-se ao pescoço, ouviu o sangue golfar espesso, a empapar-lhe o peito, estranhamente não sentiu dores, só uma falta de ar enorme que o levava a inspirar sangue e terror. Já não veria o Norberto… Tinha tantas saudades dele… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-7981834257608596649?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/7981834257608596649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/o-cafe-apos-o-bulicio-matinal-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7981834257608596649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/7981834257608596649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/o-cafe-apos-o-bulicio-matinal-que.html' title=''/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdImdusdNVI/AAAAAAAAAMI/nKY2A9qa44o/s72-c/facada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2854202806255731016</id><published>2009-03-30T16:03:00.002+01:00</published><updated>2009-03-30T16:04:43.866+01:00</updated><title type='text'>prostituta de mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdDfhmbFjJI/AAAAAAAAAMA/vimUFkXFr8k/s1600-h/palavra.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318996928267390098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdDfhmbFjJI/AAAAAAAAAMA/vimUFkXFr8k/s320/palavra.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A palavra toma-me por louco&lt;br /&gt;E não sei que mais lhe diga&lt;br /&gt;Obedeço-lhe aos caprichos&lt;br /&gt;A essa louca prostituída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chupa-me o sangue, rói-me as veias&lt;br /&gt;Morde-me a alma castiga-me o corpo&lt;br /&gt;Canta-me em poesia, deleita-me na prosa&lt;br /&gt;Enrola-me no enlevo do seu doce sopro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma-me no corpo, vendaval de paixões&lt;br /&gt;Assassina-me a vontade em seus braços&lt;br /&gt;Roça-me húmida no deambular das emoções&lt;br /&gt;Mil, como mil são seus regaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre-me nas veias liquefeita&lt;br /&gt;Umas vezes torpe outras sôfrega&lt;br /&gt;Munida de punhal ou de penas travestida&lt;br /&gt;Mas nunca a palavra me saiu trôpega&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2854202806255731016?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2854202806255731016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/prostituta-de-mim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2854202806255731016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2854202806255731016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/prostituta-de-mim.html' title='prostituta de mim'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdDfhmbFjJI/AAAAAAAAAMA/vimUFkXFr8k/s72-c/palavra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6352723375695429603</id><published>2009-03-30T12:17:00.002+01:00</published><updated>2009-03-30T12:18:19.883+01:00</updated><title type='text'>Retalho XIII, O anjo negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdCqddiZidI/AAAAAAAAAL4/ueqVyTRVq4A/s1600-h/polvo-bailarino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318938583046392274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdCqddiZidI/AAAAAAAAAL4/ueqVyTRVq4A/s320/polvo-bailarino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O padre Agostinho deu em jeito enfadado as despedidas cristãs de fim de missa:&lt;br /&gt;- Abençoe-vos Deus Pai todo-poderoso, Pai, filho e espírito santo, ide em paz e o senhor vos acompanhe acompanhando o que dizia com uma bênção manual rápida a todos os fiéis. Apressadamente como era seu timbre, encaminhou-se para a sacristia com o sacristão atrás, ali chegado despiu os paramentos cerimoniais, arrumou os livros litúrgicos, enquanto o sacristão lhe dobrava os paramentos e os colocava nas grandes gavetas do móvel pesado que revestia todo o comprimento da parede de pedra da sacristia com um crucifixo marcado pelo tempo e abandono por cima. Entregue aos seus pensamentos não ouvia o resmungar surdo do sacristão na pressa de arrumar tudo rapidamente para se dedicar às lides do campo do Abade cujo trabalho de feitor acumulava com este de sacristão. Nesse momento ouviram-se passos rápidos vindos da porta que dava para a saída lateral da sacristia directamente para ao adro da igreja:&lt;br /&gt;- Sôr Abade, Sôr Abade – Chamava a velha Inácia no seu passo apressado.&lt;br /&gt;- O que foi agora mulher de Deus? – Perguntou o Padre visivelmente contrariado pela interrupção dela&lt;br /&gt;- O Sôr Abade nem calcula quem chegou – Disse a beata feliz pela novidade que trazia.&lt;br /&gt;- Ò mulher, se não me disseres não adivinho de certeza, agora vai mas é embora e deixa-me que ‘tou com pressa – resmungou o Padre continuando com os seus afazeres na pressa de fazer a visita diária á sua adega para o “mata-bicho” matinal.&lt;br /&gt;- O Jorge, filho do Sr. Jorge Maria Braga voltou…&lt;br /&gt;O padre parou o que estava a fazer como que se imobilizando, o sacristão estacou também boquiaberto.&lt;br /&gt;- Que estás para aí a dizer mulher? Perguntou o abade como se não tivesse ouvido bem.&lt;br /&gt;- É como lhe digo, ele voltou…- reafirma a beata.&lt;br /&gt;Uma ruga de preocupação atravessa a testa do padre, eis chegado o momento que sempre temeu mas que com o passar dos anos foi esmorecendo e transformando-se em esperança que as coisas morressem por ali. A velha seguiu-se ao marido tomada pelo desgosto, a filha endoideceu e enclausurou-se, o criado, mudo não dizia nada. Tudo indicava com o passar dos anos que ficaria assim mesmo. Mas essa espécie de anjo negro voltou, o que quererá ele? Quais serão as suas intenções? Se calhar só visitar a irmã, depressa voltará de onde veio. Mas, por onde terá andado estes anos todos?&lt;br /&gt;O vento frio e cortante entrou pela porta que a Inácia tinha deixado aberta enregelando todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estremunhado pelo sono Artur montou a sua mota em direcção ao café da aldeia, poiso habitual antes de ir para o trabalho, o vento frio da manhã cortava-lhe as mãos. Ao chegar entrou no café, olhos vítreos e lacrimejantes do frio acercou-se do balcão, olhou em volta, todos calados como habitual, mas era um mutismo esquisito, não era aquele ar ensonado que parecia que se pegava nas paredes sujas do café, não era o silêncio de lamento pela jorna suada que deixava o balcão com aquelas nódoas sujas que se acumulavam umas por cima das outras, não, o silêncio naquele dia era diferente. Artur ajeita com a mão a melena alteada pelo vento e diz ao dono do café que lhe desse o bagaço e o cimbalino da ordem. O homem sem dizer nada tira o café, coloca-o no balcão, enche o cálice de bagaço, dá uma fungadela e diz:&lt;br /&gt;- Sabes quem chegou á vila ontem?&lt;br /&gt;- Ó Tónio, sei lá quem chegou á vila, como caralho queres que saiba se me levantei da cama agora? Responde o Artur.&lt;br /&gt;- Foi o Jorge de Fundo de Vila…&lt;br /&gt;O vento corria inexorável, entrava por todas as frestas das janelas, das portas, esculpia os cantos e arestas da pedra bruta, burilava os cérebros tomados pelo bagaço da manhã num frio que nem o álcool disfarçava.&lt;br /&gt;- Puta de terra maldita, esta – Pensava o Artur.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6352723375695429603?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6352723375695429603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/retalho-xiii-o-anjo-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6352723375695429603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6352723375695429603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/retalho-xiii-o-anjo-negro.html' title='Retalho XIII, O anjo negro'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/SdCqddiZidI/AAAAAAAAAL4/ueqVyTRVq4A/s72-c/polvo-bailarino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-6651487872471317043</id><published>2009-03-27T11:09:00.001Z</published><updated>2009-03-27T11:10:44.080Z</updated><title type='text'>Retalho XII, a rocha no alto da serra</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Scy0Kw-8ApI/AAAAAAAAALw/TbhlhzZNwc8/s1600-h/Velho_na_Madragoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317823357058286226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Scy0Kw-8ApI/AAAAAAAAALw/TbhlhzZNwc8/s320/Velho_na_Madragoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho António era o velho mais velho da velha aldeia, tão velho, que os mais velhos já o conheceram velho. Nunca ninguém lhe ouvira um som, até no caminhar era silencioso, numa destreza que admirava os mais novos. De altura imponente, corpo inquebrantável, cabelo alvo e ralo, tinha no rosto os sulcos da idade, não eram rugas, antes traços de orgulho e firmeza. Corria na aldeia os mais variados boatos sobre a sua proveniência já que o António não tinha família e chegara ninguém sabe quando, era como a rocha no alto da serra, sempre esteve lá… Sentado no alpendre da arrecadação que lhe servia de casa António sentira a chegada da boa nova e o cheiro de tabaco que o envolvia dizia-lhe que a hora tinha chegado. A neblina da noite fazia-lhe companhia nos sussurros que lhe soprava ao ouvido, pela primeira vez em muitos anos António sorriu, coisa que também nunca ninguém viu. Só a aragem de vento norte que agitavam as folhas teimosas e o cheiro, sim, o cheiro que o acompanhava que não lhe pertencia mas que se lhe colava, também conheciam o seu sorriso, quase um esgar. Também lhe conheceram lágrimas na fatídica noite que lentas e silenciosas lhe escavaram ainda mais os sulcos que exibia. O António, mudo, tonto, bruto, forte, perigoso como dele falavam na aldeia, também chorava e todos os dias àquela mesma hora fazia companhia ao cheiro que lhe dava certezas. Vislumbrava ao longe do outro lado do quintal as camélias floridas da japoneira, mais alguém que manifestava a sua presença num inverno de 15 anos. O vento silvante entre as ramagens subiu de tom, o Piloto uivava algures á lua não em lamento mas em celebração, anunciando a chegada da primavera. Em Janeiro a primavera chegara à Casa Grande de Fundo de Vila, senão antecipada pelo menos por uma noite. Os grilos entoaram a sua serenata entre as ervas rasteiras, as cigarras juntaram-se-lhes no acompanhamento, malmequeres floriram nesse exacto momento. António não mostrava surpresa no seu rosto sereno, mostrava apenas contemplação na certeza desse dia. Impávido e sereno bateu nas pernas, num gesto familiar do Piloto que lhe acorreu e imobilizou-se expectante olhando-o de frente, correu a aninhar-se no ninho á ordem do mudo e fiel criado:&lt;br /&gt;- Piloto, para o ninho, amanhã vai ser um longo dia…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-6651487872471317043?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/6651487872471317043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/retalho-xii-rocha-no-alto-da-serra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6651487872471317043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/6651487872471317043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/retalho-xii-rocha-no-alto-da-serra.html' title='Retalho XII, a rocha no alto da serra'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/Scy0Kw-8ApI/AAAAAAAAALw/TbhlhzZNwc8/s72-c/Velho_na_Madragoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-9078436479277381780</id><published>2009-03-26T18:10:00.003Z</published><updated>2009-03-26T18:18:39.728Z</updated><title type='text'>Barca da fantasia II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScvFyMExvRI/AAAAAAAAALo/BGROBj8BjoE/s1600-h/barco+de+papel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317561251066395922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScvFyMExvRI/AAAAAAAAALo/BGROBj8BjoE/s320/barco+de+papel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiz um barquinho de papel&lt;br /&gt;Larguei-o nas águas do rio&lt;br /&gt;Foi descendo suavemente&lt;br /&gt;Deslizando em suave corrupio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha meu barco, mastro magistral&lt;br /&gt;Imaginava-me em cima, olhos no poente&lt;br /&gt;Indicando à mão segura no leme&lt;br /&gt;Destino a seguir na placidez da corrente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da beleza que lhe sinto nesse deslizar&lt;br /&gt;Na certeza que sinto em mim coerente&lt;br /&gt;Na vida que me traga sem destino ou direcção&lt;br /&gt;Mas sigo da mesma forma imponente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada onda que o abana, não o derruba&lt;br /&gt;Trajecto falhado que mais lhe acrescenta&lt;br /&gt;Saber, orgulho de vela erguida&lt;br /&gt;Contra a outra que depressa rebenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tão frágil o meu barquinho&lt;br /&gt;Mas teimoso no deslizar&lt;br /&gt;Que nem a represa que aí vem&lt;br /&gt;O vai conseguir naufragar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-9078436479277381780?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/9078436479277381780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/barca-da-fantasia-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/9078436479277381780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/9078436479277381780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/barca-da-fantasia-ii.html' title='Barca da fantasia II'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScvFyMExvRI/AAAAAAAAALo/BGROBj8BjoE/s72-c/barco+de+papel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4001272461215002605.post-2578014836731151894</id><published>2009-03-26T15:02:00.001Z</published><updated>2009-03-26T15:03:29.216Z</updated><title type='text'>O canto que me dedicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScuZO3S0zuI/AAAAAAAAALg/ymsVIzi4Nc4/s1600-h/Beijo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317512265681129186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScuZO3S0zuI/AAAAAAAAALg/ymsVIzi4Nc4/s320/Beijo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ouço-te o canto sereno na voz plácida&lt;br /&gt;Notas de prazer entoadas ao meu ouvido&lt;br /&gt;Nesse morder de alma que só tu sabes fazer&lt;br /&gt;Num sopro que entoas ao meu sentido&lt;br /&gt;Atento á tua voz cálida e clara&lt;br /&gt;Perpassa-me o possuir da tua alma&lt;br /&gt;Em trejeitos que me envolves&lt;br /&gt;Como névoa, enleado na presença calma&lt;br /&gt;E é tão belo esse cantar que me dedicas&lt;br /&gt;Perene no tempo, imortal no ser&lt;br /&gt;Que em cada nota com que enfeitas&lt;br /&gt;Ouço riachos na montanha a desfalecer.&lt;br /&gt;E se o teu canto me morde o sentir,&lt;br /&gt;A tua voz, a saudade da tua mão&lt;br /&gt;Morde-me a carne, cresce-me a ilusão&lt;br /&gt;Das bocas em reinventada comunhão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4001272461215002605-2578014836731151894?l=jalbertovalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/feeds/2578014836731151894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/o-canto-que-me-dedicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2578014836731151894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4001272461215002605/posts/default/2578014836731151894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jalbertovalente.blogspot.com/2009/03/o-canto-que-me-dedicas.html' title='O canto que me dedicas'/><author><name>José Alberto Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07047325247023461445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_taIj_FHMdWs/ScuZO3S0zuI/AAAAAAAAALg/ymsVIzi4Nc4/s72-c/Beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
